segunda-feira, 21 de novembro de 2011

GUERRA NA SELVA



Pelotões Especiais de Fronteira

As unidades militares instalados nos lugares mais inóspitos do território brasileiro, nos quais a adversidade é parte do cotidiano, são os Pelotões Especiais de Fronteira.
O CMA (Comando Militar da Amazônia) tem 27 pelotões de fronteira implantados ao longo da divisa com sete países, entre eles três produtores de cocaína (Colômbia, Peru e Bolívia), nações com vazios institucionais (Guianas) e atuação de guerrilhas (Venezuela).
Tudo isso obriga o Exército Brasileiro a manter uma vigilância constante na faixa de fronteira, embora a condição esteja longe do ideal.
Com 11 mil quilômetros de extensão, a fronteira na Amazônia é um desafio logístico. A maior parte do território é coberto por selva. O próprio comandante do CMA, general de Exército Eduardo Villas Bôas, admite o problema: “Existem mais de 1.000 quilômetros na Amazônia sem a presença de ninguém, nem das Forças Armadas, o que é muito perigoso”.
Os 27 pelotões de fronteira do CMA estão distribuídos por 6 Estados: Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá. O maior número está concentrado no Amazonas, Roraima e Acre, com 23 pelotões, em razão dos problemas na faixa de fronteira.

O general de brigada Franklimberg Ribeiro de Freitas, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, é recebido pelos militares do Pelotão Especial de Fronteira de Bonfim, em Roraima
O coronel Marcos Araripe Souza Oliveira mostra para o general Franklimberg (de pé) as operações que estão em andamento perto da fronteira com a Guiana (ex-Inglesa).
“Estamos com a tropa do 1º Batalhão de Infantaria de Selva, de Manaus, em operação na fronteira para combater os ilícitos, na região de Bonfim e Normandia, principalmente contrabando, tráfico de maconha e roubo de moto. O pessoal rouba motos em Bonfim, passa pela fronteira, troca por maconha e volta para vender em Manaus. Estamos atuando com duas tropas”, disse Oliveira.
“É uma satisfação trabalhar nessas operações pela dificuldade que elas nos apresentam. O Exército vem para cá e faz atendimento médico e odontológico nas comunidades, para reforçar a presença do Estado”, completou.
Tenente Enderson Passos, 26 anos, subcomandante do 1º PEF, em Bonfim: “É gratificante para mim trabalhar no PEF. Já passei por outros pelotões de fronteira, como em Pacaraima, Auaris e Uiramutã, e agora estou aqui em Bonfim. Estou na função de comandante porque o meu comandante está em missão. A importância é de trabalhar pela garantia da soberania nacional. Eu atuo desde os 22 anos em Pelotões Especiais de Fronteira. Não faltam histórias. Já passei sete meses sem ver uma cidade, por causa das grandes distâncias. Combater os crimes é fundamental para o país. Trabalhamos em parceria com os órgãos federais.”
 O soldado Wilson André Laurindo, 20 anos, está servindo o Exército pelo primeiro ano no 6º Pelotão Especial de Fronteira, em Uiramutã, na região Nordeste de Roraima, dentro da área da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Ele é descendente de índios da etnia macuxi, da comunidade Água Fria, distante 50 km do PEFi. “Ser índio e servir ao Exército facilita no contato com os outros índios, que têm menos desconfiança com a gente do que com os brancos.”
O soldado Marcelo Antonio Rodrigues, 20 anos, também é descendente de índios. A mãe dele é índia da etnia macuxi e o pai é da Guiana. Ele ainda fala um pouco da língua materna. “Vim servir no Exército Brasileiro para defender a fronteira”.
 
A técnica agrícola e sargento Alcilene Cordeiro Silva Loureiro, 33 anos, que tem ascendência indígena. “Minha mãe é da tribo indígena dos Tucanos, de uma cidade chamada Santa Isabel do Rio Negro, no interior do Amazonas. Eu nasci no Pará e vim para o Amazonas. Me caseis aos 26 anos e entreguei para o Exército com 30, depois de formada na escola técnica federal. Sirvo no 6º BEC e minha função é recuperar áreas degradadas. Meu pai era comandante de barco e se apaixonou pela minha mãe, que era índia. Eles foram para uma pequena cidade povoada por descendentes italianos. Com 6 anos, fui dada para uma prima para criar”.
Por que decidiu entra no Exército?
Para me desenvolver como pessoa. Foi um desafio. Eu morria de medo de tudo e o Exército me ensinou muita coisa, como a me desenvolver melhor, saber me expressar, não tem nem explicação. Foi muito bom como pessoa. Me ensinou a fazer projetos e vejo o coronel Mateus (comandante do 6º BEC) como quase um pai (nesse ponto da entrevista, ela se emocionada e chora).
Você se vê como uma referência para outros descendentes de índios?
É um incentivo para os índios que querem entrar no Exército. É um desafio de vida, para aprender muita coisa. E vamos além da nossa vida. Quando sairmos das Forças Armadas, estaremos preparados para o mercado de trabalho, em várias áreas que possamos atuar. O índio tem conhecimento da selva e pode contribuir para o Exército. Índio sabe como lidar com a terra, com as plantas nativas. Trabalho com espécies nativas, de árvores e plantas, e com capins para a recuperação de taludes.
Aldeia indígena perto de um Pelotão Especial de Fronteira do Exército na Amazônia. De tão longe, só se chega ao local de helicóptero

General de Brigada Franklimberg Ribeiro de Freitas

General de Brigada Franklimberg Ribeiro de Freitas, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva
Estamos em Uiramutã e temos o 6º Pelotão Especial de Fronteira e é a presença do Estado. Foi construído dentro da atual reserva indígena Raposa Serra do Sol. A área só foi homologada em 2008. A população do município de Uiramutã tem crescido muito. Vemos a construção de uma escola e da ampliação de um ginásio. A demanda por ensino está crescendo. A cidade também tem três antenas de telefonia instalada.
Planejamento e reconhecimento do Curare 5.
Estamos realizando durante todo o ano, com apoio dos PEFs, do levantamento dos ilícitos na fronteira, compilados com dados da Polícia Federal, da Funai, do Ibama, do IcmBio e da Polícia Rodoviária Federal. Os dados de inteligência são reunidos e fazemos o desencadeamento da operação para combater os ilícitos na fronteira.
A importância de combater o garimpo ilegal em terra indígena?
O garimpo é ilegal. Particularmente, o acesso á reserva Yanomami é muito difícil e poucas instituições têm meios de chegar ao local. No CMA, o 4 Bavex permitem realizar esse tipo de ação. Como é uma atividade não permitida por lei, nos reunimos com a PF e Funai para realizar essas operações de interdição de diversos garimpos que foram levantados com a inteligência do Exército. Temos em torno de 800 homens envolvidos nessas operações, somandos a delegados da PF e agentes de outros órgãos federais.
Ações táticas?
Temos diversos tipos de ações. Na fronteira com a Venezuela, fazemos a vigilância num posto da receita federal do que entra e sai do país. Há um patrulhamento na estrada em razão do contrabando de combustível. Na área de Bonfim, o 1º BIS está patrulhando nos rios e já encontraram carregamento de camisas e outros materiais. Os produtos são apreendidos e encaminhados para a PF. Na área sul do Estado, onde há crime ambiental, atuamos com o Ibama e o Icmbio. Proporcionamos a parte logística e de segurança para que esses órgãos executem seu trabalho. Na área Yanomami, onde temos a maioria dos garimpos, estamos realizando incurções com apoio da Funai e PF na interdição dos garimpos. Todo material encontrado que puder ser transportado, levamos para a PF. O que não pode ser levado fica interditadio. As pessoas detidas também são encaminhadas à PF. Eles respondem em liberdade pelo ilícito.
O pessoal foge para a selva?
Sabemos que os garimpeiros vão ter dificuldade de deixar o local. Eles fogem porque estão com ouro e não querem entregar à PF.
E os índios?
Eles estão sendo muito importantes para a operação, denunciando os garimpos. Temos oportunidade de observar a quantidade de área degradada pelo mercúrio dos garimpeiros. Os índios reclamam desse trabalho irregular dos garimpeiros. Os índios estão nos apontando os locais onde há garimpos clandestinos. Todos esses garimpos são interditados.
Quem são os militares?
Temos militares dos PEFs e de outras unidades participando das operações, até mesmo gente de Manaus. Depende da necessidade. Os soldados são da região e conhecem bem a área. Os nossos oficiais e sargentos possuem o curso de guerra na selva.
Importância do Exército no combate aos ilícitos?
De acordo com a lei complementar de 2010, permite ao Exército ao poder de polícia em 150 km nos limites de fronteira possamos, junto com outros órgãos de segurança pública, realizar a atividade de combate aos ilícitos. Estamos numa operação Curare 5 com participação da PF, PRF, Ibama, Icmbio, Ibama, Funai, que apoiam o Exército no combate aos crimes na fronteira, em toda a faixa de fronteira do nosso território.

Atendimento médico e odontológico

Em paralelo às operações militares na faixa de fronteira, o Exército leva para os municípios e comunidades isoladas, incluindo as indígenas, médicos e dentistas para atender a população.
Chamado de ação cívico-social, o trabalho acaba sendo a única oportunidade em diversas localidades de receber a visita de um médico, em razão das grandes distâncias e do difícil acesso na Amazônia.

Operações na selva

O Exército Brasileiro faz regularmente operações na Amazônia, em conjunto com outros órgãos federais, como Ibama, Polícia Federal e Funai, para combater crimes na área de fronteira, especialmente narcotráfico, contrabando e desmatamento. Nas reservas indígenas, os militares atuam na localização e interdição de garimpos clandestinos.
As imagens abaixo foram fornecidas pelo Exército e mostram algumas dessas operações que foram realizadas entre outubro e novembro. Percebam os danos ambientais causados pelos garimpeiros e os vários equipamentos apreendidos pelos militares.
Embarque dos militares no helicóptero Black Hawk para cumprir as missões, que contam com agentes da Polícia Federal
Fabiano Martins, 41 anos, delegado da Polícia Federal em Boa Vista
A Operação chama Baixo Rio Branco e o objetivo é coibir atividades ilícitas na região. O Exército veio com mais de 100 homens e nós damos o apoio. Começou dia 31 de outubro, com previsão de término em 9 de novembro. Confirmamos um desmatamento, com auxílio do Ibama, que atesta as infrações e depois será instaurado inquérito. O Exército é fundamental em razão do quantitativo e a logística. O desmatamento é feito para vender a madeira e depois como área de pecuária. O objetivo é lucro.
Aqui na região tem muita plantação de banana. Como tem muita terra e é muito grande, nosso trabalho fica complicado. O desmatamento é proibido. Tem que ter uma acordo com o Ibama para usar uma área e preservar outra. Mas muitos desmatamentos só visam o lucro. A presença da PF é que, se por ventura houver um flagrante, fazemos o procedimento aqui mesmo e entregamos na cadeia de São Luiz do Anauá.
Militares saindo de um Pelotão Especial de Fronteira para patrulhar as estradas

Larva de babaçu, tá servido?

Não é que os repórteres de O VALE toparam comer o tapuru, a larva que cresce dentro do babaçu. Eles garantiram que a iguaria, que os militares comem na selva, tem gosto de coco. Você está servido?
Na sequência de fotos, Cláudio Vieira e Xandu Alves experimentam as larvinhas…


A onça do Cigs

O coronel Edmundo Palaia Neto, comandante do Cigs, explica porquê a onça foi escolhida como símbolo do curso de guerra na selva: “A onça foi escolhida como símbolo não pela agressividade, mas por ser um animal discreto, silencioso e que caça com astúcia.”
Na sequência a seguir, Aurélio Moreira e Cláudio Vieira, respectivamente editor de Web e repórter fotográfico de O VALE, superam o medo para afagar o símbolo do Cigs. Como os militares explicaram, a onça é mansa, o problema é quando ela resolve brincar com a sua mão.


Ministra do STM visita a selva

 
Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, ministra do STM (Supremo Tribunal Militar), esteve na sede do Cigs para conhecer de perto o trabalho dos militares. Foi lá que ela conversou com O VALE.
A sra. já conhecia a Amazônia?
É a primeira vez na Amazônia. Fomos convidados para conhecer aqui. Eu tinha muita vontade de vir há muitos anos. Moro e trabalho em Brasília. Temos 15 ministros no STM e cinco são civis, sendo três advogados. Eu ocupo a cadeira da Casa dos Advogados do STM. Conheci o Cigs e andei de helicóptero e fomos ao rio conhecer um flutuante, mas para mim já é muito. Mesmo assim, já tive muita emoção.
É importante conhecer?
É fundamental. Os magistrados do STM são militares e civis. Os militares são generais de quatro estrelas, no último posto da carreira, e trazem para o tribunal uma experiência da caserna que desconhecemos completamente. É outra realidade e visão de mundo. É importante ter a presença dos militares para julgar com acerto. Vir aqui e conhecer o trabalho de perto, do Exército, de conhecer a Amazônia mais de perto e o trabalho da fronteira, é importante para entender melhor a vida militar na hora de julgar, em causas de questões de instrução, treinamento, ou o sentimento do militar com relação ao cumprimento do dever. Nós, civis, flexibilizamos um pouco o rigor. Nas Forças Armadas, não há isso. Só em extrema necessidade o militar pode deixar de ser rigoroso. Então, vir aqui e ver de perto, talvez seja a mais importante experiência em termos de brasilidade da minha vida.
Os militares aqui falam com muito orgulho de servir na Amazônia. A sra. tem sentido isso?
É significativo. Na Constituição, somando os incisos, artigos e alíneas, há mais de 5.000 ordens e comandos normativos, mas a palavra pátria aparece uma única vez, no artigo dedicado às Forças Armadas. Estando aqui na Amazônia, vendo o trabalho do Exército e da Marinha, que também conheço, vejo o que significa servir à pátria. Esses militares fazem isso, e é bonito ver isso. É outro lado e face do Brasil que só conhecia pelos livros. Comecei a ter contato com o Brasil e ver o país verdadeiramente depois que fui para o STM, em 2007. Conhecer o seu país é fundamental.

Combatentes de selva

Cigs (Centro de Instrução de Guerra na Selva)
“O Cigs é o melhor centro de instrução de guerra na selva do mundo”. A opinião é de alguém que: 1) já fez o curso em 1988, 2) já foi instrutor e comandante do Cigs e 3) ainda quer voltar para a Amazônia. A frase é do general de brigada Carlos Cesar Araújo Lima, comandante da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) de Caçapava.
Pelas imagens, dá para ver um pouco da dureza do treinamento imposto aos militares selecionados para cursar o Cigs durante nove semanas.

Equipe de O VALE entrevista militar que acabara de chegar de uma caminhada de quatro dias na selva, dormindo e comendo o mínimo necessário. Vencendo distâncias de quase 60 km nas caminhadas, muitas vezes levando armamento pesado.
Ao chegar à Base de Instrução nº 1, na cidade de Rio Preto da Eva, Amazonas, os militares ainda passam por oito missões nas quais têm que demostrar capacidade de raciocínio, tomada de decisão e liderança.
“É o ápice do desgaste físico do curso. Totalmente desgastados, oferecemos para eles missões curtas para que demonstrem a capacidade técnica e surja no grupo quem vai ser o líder. É nessas missões que surjem os líderes naturais no grupo, e vamos avaliando cada um deles. O atributo liderança é muito importante para o combatente de selva”, explica o coronel Edmundo Palaia Neto, comandante do Cigs.

Nem todos aguentam a dureza do curso de guerra na selva. Para estes, o Exército oferece atendimento médico e duas ambulâncias para transporte de militares com algum problema mais grave, se necessário.

domingo, 20 de novembro de 2011

Como um helicóptero Apache controla um VANT em voo?



capacidade de controlar um VANT MQ-1C Grey Eagle também em voo.
O hardware que possibilita essa façanha é chamado de Longbow Unmanned Aerial Systems Tactical Common Data Link Assembly, ou simplesmente Longbow UTA. Ele é montado no domo sobre o rotor – onde originalmente se instalava o radar de controle de fogo AN/APG-78.
Eu já disse anteriormente que o OH-58D não permite um nível de interoperabilidade com VANT superior a 2 por falta de espaço – e de capacidade de carga – na aeronave. Como se pode ver, o Apache sofre do mesmo mal: ou ele voa com o radar ou com o UTA.
Na verdade, o radar de tiro do Apache é uma daquelas tecnologias dissuasórias que acabaram não sendo efetivamente empregadas. Quando os Apaches foram mais exigidos em combate, os alvos múltiplos e bem definidos, para os quais o radar foi pensado, não existiam mais. Acredito que, daqui para a frente, quando virmos um AH-64D americano com o domo sobre o rotor, provavelmente estará equipado com o UTA.

Especificações do UTA:

  • Ku-band TCDL
  • Two-way communication
  • Switchable air and ground TCDL modes
  • Rates up to 45 Mbps
  • Range >50 km to UAS
  • Range >100 km to ground, limited only by line of sight
  • Continuous 360° azimuth
  • Elevation +60°/-20°
  • 64 GByte data storage
  • 100baseT ethernet and MIL-STD-1553 interfaces

Características:

  • Fully integrated with Apache mission processors and displays to reduce crew workload
  • Enables up through Level 4 UAS control for Apache – flight path and sensor control with imagery
  • High-gain directional antenna coupled with UAS tracking provides long-range, high-bandwidth communication for high-definition imagery
  • Integrated with Arrowhead to provide highest quality day or night imagery to ground units
  • Switchable TCDL modes provide for Apache-to-ground data linking of UAS imagery
  • Commonality with LONGBOW radar re­duces cost of ownership
  • Identical visual signature and aerodynamics as the LONGBOW radar
Foto: Lockheed Martin

Exército quer crescer na selva


Mais homens e tecnologia de ponta estão na mira do governo para ampliar presença na selva; empresas do Vale vão ajudar
Xandu AlvesEnviado especial a Manaus
O Exército Brasileiro trabalha para fazer da atuação na Amazônia uma referência que poderá ser aplicada em outras partes do mundo.

A iniciativa faz parte do processo de transformação das Forças Armadas a partir da Estratégia Nacional de Defesa, estabelecida no ano passado, e das pretensões do país no cenário mundial.

Na avaliação do comandante militar da Amazônia, general Eduardo Villas Bôas, as previsões indicam que, até 2020, o Brasil será a quinta economia do mundo. Isso exigirá mudanças.

“Como o país pleiteia vaga no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), tornando-se um ator global, as Forças Armadas terão que ser compatíveis com as responsabilidades”, afirmou Villas Bôas.

Para ele, se o país buscar o protagonismo, o que as Forças Armadas fazem na América Latina, em especial o Exército, terá que ser expandido para o resto do mundo.

A postura exigirá modernização dos equipamentos e mudança das concepções de emprego nas missões que se vai cumprir.

Tecnologia. O primeiro passo será adotar a tecnologia como item indispensável da vigilância na Amazônia. Nesse ponto o Vale do Paraíba tem papel fundamental.

O Exército finalizou em outubro o projeto básico e começa agora a fase de especificações de equipamento do Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras).

Trata-se de um sistema de alta tecnologia que terá uma rede de sensores colocados ao longo da faixa de fronteira. Na Amazônia, o sistema aproveitará a estrutura dos 27 Pelotões Especiais de Fronteira, ao longo da divisa com sete países.

A rede contará com radares, Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado) e sistemas conectados por satélite a centros de comando que, por sua vez, estarão ligados a unidades operacionais e a sistemas de outras forças, como Polícia Federal, Marinha e Aeronáutica.

“Ao detectar qualquer problema em tempo real, a resposta do Exército também terá que ser em tempo real”, disse Villas Bôas, que prevê a implantação completa do sistema em 10 anos.

Empresas. Segundo o comandante da Amazônia, o sistema está “motivando a indústria brasileira a desenvolver tecnologia e equipamentos”, em especial empresas como Embraer, Avibras e Orbisat, todas instaladas no Vale do Paraíba.

Villas Bôas considera a tecnologia desenvolvida no Vale indispensável para aprimorar a cobertura militar na Amazônia. “A presença física é impossível em toda a área de fronteira. A única maneira é fazer por meio de tecnologia de ponta.”

O efetivo do Exército também será ampliado, na Amazônia, para corresponder às pretensões do país. A meta é saltar de 27 mil militares para 40 mil até 2030.

A barreira para a expansão é a falta de estrutura na Amazônia, que tem os piores indicadores sociais da América Latina, segundo relatório da ARA (Articulação Regional Amazônica), rede composta por 24 organizações atuantes na região (leia texto ao lado).

“A Amazônia não comporta muito efetivo. A infraestrutura não suporta. Poucas cidades têm condição de receber uma unidade com 600 integrantes”, apontou Villas Bôas.
“Nosso crescimento tem que ser qualitativo. Temos que ter tecnologia incorporada, melhores sistemas de comunicação e maior mobilidade.”

Unidades. O Exército criará três novas brigadas na Amazônia: uma na foz do rio Amazonas, a segunda em Manaus, que será estratégica para os problemas na fronteira, e a terceira no Acre. Esta última é necessária em razão da rodovia que ligará o Brasil com a rota comercial do Pacífico.

“Com a estrada, a Ásia e a China estarão colocadas dentro do nosso território. A região sofrerá um impacto econômico enorme. Temos que ficar atentos”, disse o general.

A previsão do setor de inteligência do Exército é que, com a estrada e a abundância de energia elétrica, diversas empresas se instalarão na Amazônia, o que trará progresso, mas também pode trazer crimes, como tráfico e contrabando.

População ainda vive em cenáriode desigualdadeDo enviado especial
Relatório da ARA (Articulação Regional Amazônica) divulgado na última quarta-feira, em Belém, durante encontro do Fórum Amazônia Sustentável, revela que a Amazônia ainda tem indicadores sociais distantes dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela ONU em 2000.

Os 34 milhões de habitantes de nove países que compartilham a floresta estão longe de alcançar as metas da ONU para a população amazônica, em itens como educação, saúde, mortalidade infantil e materna e de meio ambiente. As metas têm de ser cumpridas até 2015.

O relatório mostra que, desde 1990, a Amazônia melhorou os indicadores, mas os avanços não foram considerados significativos e estão abaixo das médias nacionais.

Segundo o coordenador nacional da pesquisa, Adalberto Veríssimo, apenas um dos oito objetivos estabelecidos até 2015 foi alcançado na Amazônia: a eliminação da desigualdade de escolaridade entre homens e mulheres.

“A Amazônia é sempre a parte mais pobre de cada país porque é uma região que tem padrão de desenvolvimento baseado ainda na extração de recursos naturais, com grande impacto ambiental associado”, avaliou Veríssimo, representante do Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia).

O fosso social é evidente nas pequenas cidades do interior da Amazônia, nas quais os poucos recursos e a mínima infraestrutura são garantidos pelo Exército Brasileiro.

Novo fuzil é reforço na fronteira



Mais leve e potente, novo armamento já é testado pelos militares; objetivo é facilitar operações e melhorar a vigilância
Xandu AlvesEnviado especial a Manaus
Militares do Exército Brasileiro testam nos Pelotões Especiais de Fronteira da Amazônia o novo fuzil fabricado pela Imbel (Indústria de Material Bélico do Brasil), que tem unidade em Piquete.

Batizado de IA2, o fuzil de calibre 5,56 mm irá equipar as Forças Armadas e as forças de segurança pública.

A intenção é substituir os fuzis FAL (Fuzil Automático Leve) de 7,62 mm, também fabricados pela Imbel, usados pelos militares há 30 anos.

O VALE conheceu o novo armamento no Pelotão Especial de Fronteira de Normandia, em Roraima.

Melhor. Segundo o sargento Eriberto Teixeira da Silva, 38 anos, a arma pesa metade do FAL, tem maior capacidade de tiro e carrega mais munição, além de tornar mais difícil qualquer tipo de incidente.

“A arma tem várias características que auxiliam o combatente. A utilização dela é melhor para o ambiente hostil da selva na comparação com o FAL”, disse o militar.

Enquanto o FAL leva 20 munições no carregador, o IA2 é capaz de guardar 30 balas, menores que aquelas usadas no fuzil mais antigo. A nova munição tem sido utilizada pelas principais Forças Armadas.

Custos. A fabricação do novo fuzil será feita na unidade da Imbel em Itajubá (MG), com capacidade para produzir 20 mil armas por ano.

Os custos de fabricação, manutenção e treinamento são reduzidos em razão de a maioria das peças ser similar às do fuzil FAL.

“A arma é bem adequada para operações de tropas especiais”, afirmou o sargento Fagner Henrique de Morais, 22 anos, do PEF de Normandia.

Desenvolvimento. Segundo Haroldo Leite Ribeiro, diretor de Mercado da Imbel, e Paulo Roberto Costa, chefe da Fábrica de Itajubá, o IA2 é um aprimoramento do fuzil MD97 por causa das novas necessidades operacionais das forças de defesa e de segurança.

A nova arma foi apresentada oficialmente na LAAD (Feira Latino-Americana de Defesa e Segurança), no Rio de Janeiro, em abril deste ano.

Antes de ser entregue para testes pelo Exército Brasileiro, disseram os executivos da Imbel, o fuzil foi testado na fábrica de Itajubá.

“Os protótipos dos fuzis foram entregues ao Exército em junho e já concluíram a avaliação técnica, estando em fase final da avaliação operacional, a qual acontece nos diversos ambientes operacionais do país, inclusive na selva”, afirmou Costa.

O armamento precisa de autorização do Exército para ser fabricado e comercializado. “Tão logo haja a certificação do fuzil, a Imbel iniciará a sua produção”, disse Ribeiro.

Segundo os executivos, o fuzil IA2 foi concebido para utilização em locais onde exige-se precisão nos tiros em curta e média distâncias, como na selva e nas zonas urbanas, facilidade na portabilidade e menor peso.

“Essas são as características mais importantes do armamento”, completou Costa.
 Grupo testa roupa especial contra o frio
Do enviado especial
A selva é um laboratórios ao ar livre. As dificuldades do ambiente operacional da floresta Amazônica o transformam em um excelente campo de testes para todo tipo de equipamento, de armas a materiais de segurança.

Além do novo fuzil fabricado pela Imbel, o IA2, testado por militares na faixa de fronteira, cinco alunos do Cigs (Centro de Instrução de Guerra na Selva) avaliam um novo sistema de rede e um poncho, vestimenta tradicional da América do Sul e usada para proteger do frio e do vento.

“Eles já fizeram um primeiro relatório, voltaram aos testes práticos e agora farão um segundo relatório. Depois disso é que decidiremos pelo uso ou não do novo material”, disse o coronel Edmundo Palaia Neto, comandante do Cigs.

Laboratório. O Centro de Instrução serve como um laboratório de experiência para o Exército Brasileiro.

A divisão de doutrina e pesquisa do Cigs é responsável por testar todo material que será usado na Amazônia.

Segundo Palaia Neto, quando o material chega em pouca quantidade, ele é avaliado pelo pessoal da divisão. Mas quando o lote é maior ou se quer submeter a desgaste, é levado para os alunos.

Para se ter uma ideia da resistência exigida dos equipamentos, os militares costumam passar boa parte do curso de guerra na selva molhados, em razão da alta umidade e do calor excessivos na Amazônia, além dos rios.

sábado, 19 de novembro de 2011

Taurus CT G2 Carabina 9mm, 0,40 e 0,45

O Novo Recruta - Adam o Cão Pqd


Adam veste verde oliva, serve na Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército e tem a cor marrom nos pés. Nesta semana (18/11), na Base Aérea do Afonsos (BAAF), ele embarcou em um avião C-105 Amazonas do Esquadrão Arara (1/9 Gav). Adam é paraquedista, mas é um cão de oito anos, da raça Rottweiler. Integrante do 36 Pelotão de Polícia do Exército, ele saltou acompanhado por militares do Exército, na Zona de Lançamento de Itaguaí, neste último dia da Operação Saci. Há mais de 10 anos, a Força Aérea e o Exército não realizavam uma missão envolvendo lançamento de animais.
Adam foi o centro das atenções ao chegar na BAAF e posou para várias fotos. O cachorro saltou com seu próprio paraquedas e é um animal operacional. Empregado como cão de ataque, ele atua em missões de patrulha e esteve presente, inclusive, na operação de garantia da lei e da ordem no Complexo do Alemão. Sua preparação para o salto de hoje começou no início do ano e demandou estudo e adaptações que garantissem sua segurança.
Segundo o Comandante do 36º Pelotão de Polícia do Exército, Tenente Daniel Totto Bianco, foi realizado um estudo com apoio do Centro de Instrução e do Batalhão de Dobragem, Manutenção de Paraquedas e Suprimento pelo Ar (DOMPSA), ambos da Brigada Paraquedista. Ele lembra que um protótipo foi montado e, a partir dele, foram sendo efetuadas a modificações necessárias até que a melhor configuração fosse alcançada.
"Utilizamos um equipamento de rapel, que foi desenvolvido pelo DOMPSA e que hoje é usado até pela Polícia Militar. Em cima dele, começamos a trabalhar os pontos de pressão, ancoragem e de distribuição do peso do animal", destaca ele.

Super Tucano FACH - Fuerza Aérea de Chile

Pentágono testa com sucesso bomba supersônica

Nova arma permitirá atingir alvos em qualquer parte do mundo em menos de uma hora

O Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos) anunciou esta quinta-feira (17) ter testado com sucesso uma bomba supersônica, o que dará aos estrategistas militares a capacidade de atingir alvos em qualquer parte do mundo em menos de uma hora.
Disparada por um foguete do arquipélago do Havaí às 11h30 (09h30 de Brasília) desta quinta-feira, a Advanced Hypersonic Weapon (AHW, Bomba Hipersônica Avançada) deslizou sobre o Pacífico "na velocidade do som" antes de atingir seu alvo no atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall, informou o Pentágono em uma declaração.
Kwajalein fica cerca de 4.000 km a sudoeste do Havaí. O Pentágono não informou a que velocidade máxima o alvo foi atingido.
Os cientistas qualificam de velocidade hipersônica aquela que excede Mach 5 ou cinco vezes a velocidade do som (6.000 km/h).
O objetivo do teste foi compilar informações e dados sobre "aerodinâmica, navegação, orientação e controle de tecnologias térmicas de proteção", explicou a tenente coronel Melinda Morgan, porta-voz do Pentágono.

Da marinha dos EUA F-18 Super Hornet HD

RTAF GRIPEN

Combat Zero SU-37 Terminator

  

Chevron não estava preparada para identificar vazamento, diz jornal


Petroleira americana é investigada pela Polícia Federal
São Paulo – A Chevron não estava preparada para identificar o vazamento de petróleoiniciado no último dia 7 na Bacia de Campos, e seu plano de emergência para acidentes não vem sendo cumprido, diz o jornal O Globo. O veículo cita fontes que acompanharam a inspeção da Polícia Federal na plataforma da petrolífera americana no campo de Frade, no estado do Rio, no último dia 15 de novembro.O presidente da Chevron Brasil admitiu, nesta sexta-feira, que foram técnicos da Petrobras que perceberam a mancha de óleo no mar e alertaram a empresa. A estatal explora o campo de Roncador, contíguo ao Frade, e percebeu que o vazamento era do vizinho. Segundo o jornal O Globo, só após o aviso a Chevron mobilizou pessoal e equipamentos para tentar identificar a origem do derrame, mas o robô utilizado não conseguia fazer uma leitura precisa das coordenadas do local de onde vinha o petróleo.
Por falta de equipamento adequado, a Chevron recorreu à Petrobras, que lhe emprestou dois robôs capazes de colher dados mais precisos, diz o jornal carioca. Só então a petrolífera americana começou a trabalhar para conter o vazamento.
O vazamento ocorrido no dia 7 já chegou a 18 quilômetros de extensão e 11,8 quilômetros quadrados de área. A Polícia Federal investiga se o acidente teria ocorrido após a Chevron tentar alcançar indevidamente a camada do pré-sal.

Estruturas no deserto da China geram teoria da conspiração


Efe
Uma das imagens das estruturas no deserto - Reprodução
Reprodução
Uma das imagens das estruturas no deserto
 Washington - Estranhas silhuetas descobertas no deserto de Gobi, na China, através do Google Earth aguçaram a imaginação dos internautas, que acreditam ver desde instalações militares até sinais de uma cultura alienígena.

Nas imagens, aparecem sulcos brancos bem definidos, formando uma espécie de rede irregular, e marcas em forma de círculos concêntricos no meio do nada.

Tudo começou, segundo o Huffington Post, no início da semana quando um internauta postou um comentário na página de tecnologia Reddit, sugerindo que havia uma experiência militar ou científica gigante no deserto da China. "Alguém pode explicar o que está acontecendo ali?", perguntou o internauta, que recebeu uma centena de respostas.

Além da ampla difusão nos meios de comunicação, usuários da internet estão a procura de outras estruturas "suspeitas" na China, usando a ferramenta do Google.

As teorias da conspiração começaram a circular. Um ex-analista da CIA disse à Wired.com que, desde 2004, alguém tem interesse em que o satélite do Google fotografe centenas de imagens dessa parte do deserto. 

O local onde se detectaram as marcas, que segundo estimativas medem aproximadamente 1 quilômetro de largura por 1,85 de extensão, está na província de Gansu, no noroeste da China, uma região que compreende parte do deserto de Gobi.

"Experiências militares ou restos de uma cultura alienígena que veio à Terra? Ninguém está completamente certo", ironizam os meios de comunicação enquanto sites como Gizmodo e Wired convidam os usuários a dar uma olhada nas fotografias e postar comentários para esclarecer do que se trata.

O cientista Jonathon Hill, pesquisador do Mars
Space Flight Facility, na Universidade de Arizona, que usou diferentes câmeras das missões da Nasa a Marte, encontrou uma explicação mais simples. 

"É quase certo que a China utilize essas estruturas gigantes para calibrar seus satélites espiões." 

As câmeras espiãs focam nos quadros, que servem para que se orientem no espaço. Além disso, ele acredita que em outra das regiões em que parece haver material tecnológico, efetivamente pode se tratar de uma zona militar ou de provas, o que explicaria a grande quantidade de equipamentos e tecnologia em uma área tão remota.

OPERAÇÃO SACI – Amazonas e Hércules lançam mais de 1300 paraquedistas em um dia


Equipar, fazer camuflagem, deslocar e embarcar na aeronave. Essa cena se repetiu várias vezes, na Base Aérea do Afonsos (BAAF), durante a Operação Saci. Em um único dia, 10 aeronaves da Força Aérea Brasileira foram empregadas no lançamento de 1324 militares da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército.
“A maioria das missões, do nosso dia a dia, o vetor é empregado isoladamente. Aqui, tem que haver coordenação muito grande entre as aeronaves que estão participando do voo e também com a tropa paraquedista para que tudo ocorra na maior segurança possível. É uma opotunidade que temos de treinar nossos pilotos e as nossas tripulações”, destaca o comandante do Esquadrão Onça (1/15 GAv), Tenente Coronel Luiz Guilherm da Silva Magarão.
Os momentos que antecedem os saltos são marcados por preparação. “Ficamos na expectativa de todos os briefings e todo o planejamento saiam como foi previsto”, explica o Comandante do 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista (Batlhão Santos Dumont), Coronel Antônio Manoel de Barros. Ele lembra que para a segurança do salto entra a figura do mestre de saltos.
Em um dos Hércules que participou do assalto, o mestre de saltos era o Tenente Heitor de Oliveira Silva. Segundo ele, para exercer essa função o militar passa por um treinamento específico. “A formação do mestre de salto é realizada posteriormente à formação básica paraquedista. Trata-se de um curso de cinco semanas, no qual ele obrigatoriamente executa toda a parte teórica, seguindo manuais que preconizam todas as normas necessárias. Após quatro semanas, inicia-se a parte prática. Na quinta semana, o militar  sobe na aeronave, executa todo procedimento e é avaliado. Em sete lançamentos, e não pode cometer nenhum erro”.
 
Fonte: Agência Força Aérea

OPERAÇÃO SACI - Quatro toneladas de carga são lançadas de aeronaves da FAB


Durante uma guerra, tropas em chão se encontram em uma situação em que necessitam de viaturas e suprimentos. A forma mais rápida para que o material chegue é pelo ar. Essa foi a missão relizada na manhã de hoje (18/11), na Operação Saci, por aeronaves da Quinta Força Aérea. Demonstrando operacionalidade e capacidade de atuar de forma conjunta com militares da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, 4.250 quilos de carga foram lançadas em Itaguai. Embarcado na Base Aérea dos Afonsos, o material incluiu água, ração operacional e duas motocicletas.
A carga passa por um processo de preparação e embalagem para que chegue sem danos no chão. O material é colocado em uma plataforma e é envolvido por amarrações, paraquedas e sistema de tração específicos. No avião, o mestre de lançamentos realiza inspeções nos pontos de cheque previstos e deixa a carga em condições de ser liberada pelo piloto.
Antes da decolagem, a tripulação da aeronave é informada sobre as coordenadas em que a carga deve ser lançada. "Nessa operação estamos fazendo a manutenção operacional dos nossos tripulantes em lançamento de pessoal e de carga", ressalta o Major Aviador André Luiz Pereira de Souza, integrante do Esquadrão Gordo (1/1GT).


Fonte: Agência Força Aérea