quarta-feira, 15 de maio de 2013

Voo não tripulado: China avança e mostra maturidade

 Por Ivan Plavetz

Enquanto os Estados Unidos experimenta o inovador  demonstrador de conceito sem piloto NorthropGrumman X-47B a bordo de navios aeródromos de sua Marinha e o consórcio europeu desenvolvedor do veiculo aéreo não tripulado nEUROn esforça-se para superar as barreiras e prosseguir com seu projeto, a China mais uma vez demonstra maturidade nessa área, avançando rapidamente no domínio dessa tecnologia. A última novidade revelada pela internet chinesa diz respeito a uma aeronave de formas e tamanho semelhantes aos ocidentais  X-47B, nEUROn, Boeing Phantom Ray e Lockheed Martin RQ-170. O modelo é bastante diferente daqueles até agora exibidos pela potência asiática e sugere tratar-se de um jato dotado de características parcialmente “stealth” em aparente fase de preparação para um primeiro voo.
Analistas militares que estudam a evolução da tecnologia aeroespacial da China estão identificando o novo projeto com a designação “Lijian” (Espada Afiada), e suas características indicam que ele seja um protótipo de Veículo Aéreo Não Tripulado de Combate (UCAV) construído para demonstrar  tecnologias. Segundo as mesmas fontes, o projeto é resultado da colaboração entre a Hongdu, fabricante de jatos militares de treinamento, e Shenyang, um dos dois principais fornecedores de aviões de combate de primeira linha para a Força Aérea e Marinha do país.
A despeito das formas análogas aos modelos ocidentais, o “Lijian” não foi, aparentemente, desenhado para oferecer baixa assinatura radar em muitos aspectos, pelo menos no presente estágio do projeto. A saída de gases da turbina propulsora, por exemplo,  são grandes e possivelmente dotadas de pós-combustão, sendo que sua instalação expõe abertamente algumas  partes significativamente refletoras de ondas de radar . As mesmas limitações foram constatadasem outros projetos de aeronaves “stealth” revelados até hoje pela China, incluindo os recentes Chengdu J-20 e Shenyang J-31.
Por outro lado, as imagens do “Lijian” exibem novos e surpreendentes avanços na engenharia chinesa aplicada na concepção de aeronaves . Ao projetar o “Lijian” como uma asa voadora “tailles” (sem cauda ou derivas verticais), os chineses declararam-se prontos para enfrentar um dos problemas mais difíceis da aerodinâmica e de controlabilidade de vôo. Asas voadoras constituem-se em um grande desafio para os especialistas em aerodinâmica que perseguem a melhor performance em termos de sustentação, bem como para os engenheiros que atuam na área  de “furtividade aos radares” buscando minimizar os reflexos das ondas de radar nos pontos críticos dessas estruturas aerodinâmicas . Ao mesmo tempo, a forma “asa voadora”  produz efeitos aerodinâmicos que são de difícil controle, como por exemplo, um fenômeno chamado "pitchtumble ", o qual acontece em  baixas velocidades e resulta na perda  de controle repentino da aeronave terminando por vezes em situação irrecuperável.
A indústria aeroespacial chinesa tem focado sua atenção nos problemas da configuração “tailles” testando soluções ao longo dos últimos anos. Engenheiros da Shenyang, por exemplo, elaboraram em 2007 um estudo entitulado Aplicações da Configuração de Asa Voadora em UCAVde Reconhecimento, o qual  coloca a configuração aerodinâmica “tailles” como uma escolha optimizada.
SNB

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