terça-feira, 27 de novembro de 2012

Projeto F-X2: Suecos movimentam-se


Enxergando o atual momento econômico do Brasil como favorável em relação à conjuntura pela qual atravessa alguns países desenvolvidos, os suecos vêm nas últimas semanas movimentando-se na esperança de negociar e estabelecer acordos de cooperação entre os dois países, notadamente no que diz respeito ao setor militar, e mais especificamente, em aumentar suas chances de conquistar um contrato de venda de aviões de combate para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB).
Karin Enström, ministra da Defesa da Suécia, esteve reunida em Brasília na semana passada com seu colega brasileiro, Celso Amorim, ocasião na qual foram discutidos diversos possibilidades de incremento no desenvolvimento compartilhado de projetos na área de Defesa e implementação de ações conjuntas nesse setor. Entre os assuntos objeto de conversações figuraram a segurança cibernética, área na qual a Suécia já vem trabalhando com outras nações, bem como o programa de formação de cidadãos, com ênfase no “Programa Ciência sem Fronteiras, iniciativa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. No que tange ao F-X2, Amorim reiterou que a decisão será tomada no momento oportuno sem deixar uma pista exata de quando será o desenlace da concorrência. O ministro já havia justificado anteriormente que o cenário econômico mundial não é favorável para assumir compromissos desse porte, contudo, a compra de novos caças para a FAB é necessária e será concretizada.
Ao abrir a reunião com Enström o ministro Amorim destacou a importância de a Suécia ser um país neutro e, a exemplo do Brasil, não fazer parte de alianças militares de defesa coletiva, além de defender internacionalmente princípios como democracia, desenvolvimento e promoção da paz.Reforçando a movimentação sueca em torno do F-X2, Marcus Wallenberg, presidente do conselho de duas das principais companhias suecas com interesses no país, Electrolux e Saab AB, e diretor (ex-presidente) da holding Investor, grande acionista de algumas das maiores companhias da Suécia, também esteve recentemente no Brasil encontrando-se com empresários e autoridades brasileiras. Wallenburg manifestou otimismo com vistas a continuidade do bom desempenho da economia brasileira, e por tabela, vislumbra perspectivas de bons negócios para a Suécia no País. O alto-executivo esta certo de que a proposta do Gripen NG da Saab é a única que oferece ao Brasil a participação integral no desenvolvimento de um supersônico, haja visto que esta versão oferecida para a FAB está em fase de definição.
Da mesma forma como os demais concorrentes do F-X2, ou seja, Dassault com seu Rafale e Boeing Defense, Space e Security promovendo o F/A-18E/F Super Hornet, a Saab e o governo sueco aproveitam o interesse do governo brasileiro em projetos que renderão transferência e tecnologias e inovação para o País com o propósito de defender as vantagens oferecidas pela Suécia. A Saab já se associou à brasileira Akaer, empresa estabelecida na cidade paulista de São José dos Campos e escolhida para desenvolver partes da fuselagem do Gripen NG mediante transferência de tecnologias por parte da empresa sueca. Se o Gripen NG for selecionado pela FAB, os suecos prometem instalar no Brasil uma fábrica para produzir esses componentes.
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