quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Aviação de longo alcance russa agora dispõe de um novo míssil de cruzeiro

Um novo míssil de cruzeiro entrou em serviço na Força Aérea Estratégica de Longo Alcance da Rússia, afirmou nesta terça-feira o ministro da Defesa da Rússia, Anatoly Serdyukov.

Serdyukov não deu maiores detalhes do novo míssil, apenas disse que era um de longo alcance lançado de uma plataforma aérea.


O comandante da Força Aérea Russa, o coronel-general Alexander Nikolayevich Zelin, disse que o míssil de cruzeiro foi desenvolvido pela empresa Taktitcheskoye Raketnoye Vooruzhenie (Míssil Tático) e que as especificações do mesmo eram secretas.  Ele também disse que os novos mísseis serão instalados nos caças quinta geração russos.

Douglas Barrie, um analista de guerra aérea do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos com sede em Londres, disse que o novo míssil provavelmente de ser o Kh-555 ou Kh-101/102. O Kh-555 é uma variante convencional do míssil de cruzeiro com capacidade nuclear Kh-55, que está em serviço na VVS desde 1984 a bordo dos bombardeiros estratégicos Tu-95 e Tu-160.

O Kh-101 é um míssil de cruzeiro com capacidade nuclear que fora desenvolvido pela Raduga design bureau, juntamente com uma variante convencional (Kh-102). O GLOBALSECURITY, afirma que esse míssil foi testado em outubro de 1998. Alguns relatórios afirmam é em si uma variante do Kh-555.

Serdyukov disse também que a frota russa de bombardeiros estratégicos de longo alcance Tu-160 “Blackjack” e Tu-95MS “Bear” serão modernizados.
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Será que Polônia decidiu criar seu próprio escudo antimíssil?


Os peritos e comentaristas da mídia europeia não param de tecer conjeturas a respeito da declaração inesperada do presidente da Polônia, Bronislaw Komorowski, feita na entrevista à revista polaca Wprost.

Ele propôs, nada mais nada menos, do que criar o seu próprio sistema de defesa antimíssil. De acordo com o presidente, este sistema deve ser "capaz de proteger o país" contra as potenciais ameaças balísticas. Futuramente, afirma ele, o sistema polonês de defesa antimíssil pode vir a ser uma parte do “escudo” comum da NATO.
Quanto à causa de apresentação desta sua iniciativa, aí Komorowski primou na mesma medida pela franqueza e pela falta de respeito em relação ao seu parceiro ultramarino na aliança. Mais exatamente, em relação ao presidente Barack Obama, que continua por enquanto a dirigir a Casa Branca. O líder polaco afirmou, em particular, que um erro que a Polônia fez ao concordar com a proposta dos EUA sobre o sistema europeu de defesa antimíssil, foi não levar em consideração "todo o risco político", relacionado com a mudança do presidente. Komorowski ressaltou que os polacos tiveram que pagar um "alto preço" por isso e que futuramente semelhantes erros não se podem repetir.
Como se sabe, Obama alterou o plano do seu antecessor, George W. Bush, a respeito da instalação de mísseis interceptores e de radares na Polônia e na República Checa, dilatando o processo de criação do "escudo antimíssil" europeu ao longo de quatro etapas. É preciso constatar que este gesto não foi um "presente muito valioso" para a Rússia, pois o objetivo final dos EUA continua o mesmo. Todavia, o diretor do Centro Russo de Análise de Estratégias e de Tecnologias, Ruslan Pukhov, afirma que mesmo esta decisão da Casa Branca por pouco não foi interpretada pela direção da Polônia como traição. Komorowski está preocupado também com o fato de que os sistemas de que a Polônia dispõe já serem obsoletos. Por isso, afirma ele, simplesmente não vale a pena gastar meios com a sua renovação.
Vamos deixar de lado a questão de saber o que é mais sensato nas condições da atual crise – renovar os meios de defesa antiaérea existentes ou criar a partir do zero todo um sistema de proteção contra os golpes aéreos e balísticos. Como se diz, é o dono que sabe! Mas neste caso impõe-se uma outra questão – de onde virão os golpes aéreos que Varsóvia receia tanto? Aliás, a mesma pergunta pode ser feita relativamente a várias outras capitais europeias, especialmente às capitais dos países bálticos. Quanto a um possível ataque balístico do Irã ou da Coreia do Norte, disso na Europa praticamente não se fala mais. Mas quanto a alusões à região russa de Kaliningrado, onde os antimísseis russos podem ser instalados em caso de criação do "escudo" da NATO, estas é que não faltam e os autores destas afirmações preferem não perceber que, neste caso, a lógica das suas considerações está virada "de cabeça para baixo". O perito militar Viktor Litovkin, redator-chefe do jornal Resenha Militar Independente, constata na declaração de Bronislaw Komorowski uma série de nuances:
"Por um lado, isso tem o aspeto de recriminação aos americanos por terem protelado o processo de criação do sistema europeu de defesa antimíssil, afirma o perito. Mas quanto à Rússia, afirma-se que ela estaria ameaçando a Polônia já agora, pois pretende instalar no território da região de Kaliningrado os seus complexos antimísseisIskander-M. Os autores destas declarações ignoram por completo o fato de a Rússia pretender instalar estes antimísseis somente como resposta à instalação do sistema americano de defesa antimíssil no território da Polônia. Por outro lado, esta é uma forma de apoio à indústria militar americana pois os elementos do sistema antimíssil dos EUA serão adquiridos precisamente aí. Tal é a posição dupla de Varsóvia em relação ao aliado. O mais engraçado nisso é que este tal aliado não aprecia muito os esforços feitos pela Polônia no Iraque, no Afeganistão e em outros locais."
É preciso constatar que a iniciativa de Varsóvia, que pode ser qualificada, usando palavras bem medidas, de pouco comum, tem como pano de fundo as permanentes declarações a favor da criação do escudo antimíssil americano na Europa. O jornal alemão Der Tagesspiegel afirma, por exemplo, que o perito em questões de defesa Svenja Sinjen, da Associação Alemã para a Política Externa, DGAP, já percebeu a ameaça por parte de certos misteriosos mísseis sírios. "Por isso, afirma o jornal, é preciso construir o escudo da Europa apesar da resistência da Rússia". Como se diz, "o medo torna tudo maior". Será que os demais membros da aliança irão seguir a iniciativa de Komarowski? Quanto à crise econômica, ela que espere.
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Brasil, Índia e África do Sul querem desenvolver projetos conjuntos na área de defesa

Países-símbolo das potencialidades do eixo Sul-Sul, Brasil, Índia e África do Sul, que juntos integram o Fórum IBAS, reuniram mais uma vez seus emissários para reforçar a cooperação dos três países na área de defesa. 

A agenda teve início ontem, em Brasília, com uma reunião que durou a manhã inteira, no Ministério da Defesa (MD). O encontro reuniu 22 funcionários de ministérios e representantes das indústrias nacionais de defesa.

“Nossa intenção é buscar caminhos de interação e de parceria”, afirmou o general-de-divisão Aderico Mattioli, diretor do Departamento de Produtos de Defesa do MD brasileiro.

Segundo Mattioli, essa é a segunda visita do rodízio que os três países fazem entre si. O grupo já esteve na Índia, reúne-se agora no Brasil e, por fim, irá à África do Sul, possivelmente em novembro, com a intenção de conhecer também a base industrial de defesa daquele país.

Para o general brasileiro, as visitas, que incluem deslocamentos para cidades onde há desenvolvimento de iniciativas estratégicas de defesa, ajudam a prospectar possibilidades de cooperação e de desenvolver projetos conjuntos. 

Antonie Visser, chefe da Divisão de Material de Defesa da delegação sul-africana, concorda. “A finalidade aqui não é competir, e sim colaborar, para depois partirmos para pesquisa e desenvolvimento a médio e longo prazo”, disse.Países-símbolo das potencialidades do eixo Sul-Sul, Brasil, Índia e África do Sul, que juntos integram o Fórum IBAS, reuniram mais uma vez seus emissários para reforçar a cooperação dos três países na área de defesa. 

A agenda teve início ontem, em Brasília, com uma reunião que durou a manhã inteira, no Ministério da Defesa (MD). O encontro reuniu 22 funcionários de ministérios e representantes das indústrias nacionais de defesa.

“Nossa intenção é buscar caminhos de interação e de parceria”, afirmou o general-de-divisão Aderico Mattioli, diretor do Departamento de Produtos de Defesa do MD brasileiro.

Segundo Mattioli, essa é a segunda visita do rodízio que os três países fazem entre si. O grupo já esteve na Índia, reúne-se agora no Brasil e, por fim, irá à África do Sul, possivelmente em novembro, com a intenção de conhecer também a base industrial de defesa daquele país.

Para o general brasileiro, as visitas, que incluem deslocamentos para cidades onde há desenvolvimento de iniciativas estratégicas de defesa, ajudam a prospectar possibilidades de cooperação e de desenvolver projetos conjuntos. 

Antonie Visser, chefe da Divisão de Material de Defesa da delegação sul-africana, concorda. “A finalidade aqui não é competir, e sim colaborar, para depois partirmos para pesquisa e desenvolvimento a médio e longo prazo”, disse.

Em Brasília, os representantes estrangeiros puderam conhecer a estrutura organizacional do Ministério da Defesa, bem como sistemas de defesa e projetos em andamento. Presentes também ao encontro, representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde) falaram a respeito das perspectivas brasileiras no setor.

Para o secretário-adjunto de governo da Índia, Pramode Kumar Mishra, o encontro na capital brasileira foi positivo.  “Os três países têm a mesma visão sobre o mundo, seguir no objetivo comum de desenvolver tecnologias em conjunto que possam atender as expectativas do grupo. Temos que dar pequenos passos, mas já tivemos um princípio. Esse é o verdadeiro significado dessa cooperação”, avaliou.  

Fazem parte também do cronograma de atividades dos representantes indianos e sul-africanos, durante sua estada no Brasil, visitas às unidades militares que trabalham com pesquisas e desenvolvimento de produtos em Brasília, bem como a institutos e indústrias de defesa como a Emgepron, no Rio de Janeiro, e Embraer e Avibras, em São José dos Campos (SP), entre outras.

Fotos: SO Carlos
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa SEGURANÇA NACIONAL BLOG

Após deserção de premiê, TV mostra reunião de Assad com enviado do Irã


A televisão estatal síria exibiu nesta terça-feira imagens do presidente Bashar Al-Assad durante um encontro com o chefe da segurança do Irã, Saeed Jalili, na tentativa de passar uma imagem de normalidade um dia após a deserção do premiê  Riad Hijab. Foi a primeira aparição de Assad na TV estatal em mais de duas semanas.
Durante a reunião em Damasco, Jalili afirmou que a Síria é parte vital de uma aliança regional vital. "O Irã não deixará que esse eixo de resistência, do qual acreditamos que a Siria é parte essencial, se quebre", afirmou, numa referência, acredita-se, à parceria entre os dois países e os grupos Hezbollah, no Líbano, e Hamas, em Gaza.
Assad falou a Jalili sobre "a determinação do povo e do governo da Síria para limpar o país de terroristas", dizendo que regime "continuará no caminho do diálogo" e "lutando contra conspirações estrangeiras."O Irã, principal aliado regional da Síria, ganhou nova relevância no conflito após 48 iranianos terem sido sequestrados na capital síria no sábado. Os rebeldes responsáveis pelo sequestro disseram que o grupo integra a Guarda Revolucionária, Exército de elite do Irã, mas o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad disse se tratar de peregrinos.
Jalili afirmou que “o sequestro de inocentes é inaceitável em qualquer lugar”. Em Teerã, o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Hossein Amir Abdollahian, afirmou que considera os Estados Unidos responsáveis pela “segurança dos reféns” pelo fato de ter “apoiado grupo terroristas e enviado armas para a Síria”. Há relatos de que três dos iranianos foram mortos.
Em mais uma tentativa de transmitir a imagem de normalidade, o novo primeiro-ministro da Síria, Omar Ghalawanji, apontado em caráter provisório para o cargo na segunda-feira, liderou uma reunião de gabinete na segunda-feira e ressaltou que todos os ministros estavam presentes.No entanto, ativistas da oposição afirmam que, além do premiê, dois ministros desertaram e um terceiro foi preso ao tentar deixar o país.
A TV estatal mostrou estes dois ministros que teriam desertado na reunião com Ghalawanji e buscou minimizar a importância da deserção de Hijab.
O ministro do Interior, Omran al-Zoubi, disse que a Síria é um Estado de instituições fortes e que a saída de alguns indivíduos não afetarão o governo.
Hijab assumiu o cargo há menos de dois meses e sua deserção é a mais importante enfrentada por Assad desde que a revolta popular contra seu regime começou, em março de 2011.
"Anuncio hoje minha deserção do regime assassino e terrorista e anuncio que me uni ao grupo que faz a revolução da liberdade e da dignidade", afirmou Hijab, em comunicado lido por seu porta-voz.
Mas os boatos sobre deserções continuam, com a Turquia afirmando que um general estava entre os mais de 1,3 mil refugiados que cruzaram a fronteira na madrugada. No total, 47,5 mil sírios foram para a Turquia.
Com BBC SEGURANÇA NACIONAL BLOG

Curiosity pousa com sucesso em Marte


Sete minutos de terror. Parece o título de um filme hollywoodiano, mas a frase descreveu a ansiedade da Nasa em relação ao pouso de seu mais novo jipe-robô, que chegou a Marte às 2h32 (horário de Brasília) na madrugada desta segunda-feira (6).
O centro de controle da Nasa, em Pasadena, na Califórnia, explodiu em aplausos, abraços e até choro quando chegou a confirmação que o Curiosity (também chamado de MSL, sigla em inglês para Laboratório Espacial de Marte) chegou com segurança à superfície do planeta vermelho.  

O pouso do Curiosity sobre a superfície de Marte é considerado um passo significativo para conseguir o objetivo de enviar astronautas ao planeta vermelho em 2030, afirmou o diretor da Nasa, Charles Bolden.Hoje as rodas do Curiosity começaram a traçar o caminho para as pegadas humanas em Marte", assinalou Bolden em entrevista coletiva no Laboratório de Propulsão da Agência Espacial Americana em Pasadena (Califórnia). 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou de "feito histórico" a chegada do Curiosity a Marte. "Este é um triunfo da tecnologia sem precedentes", acrescenta o comunicado presidencial. O “terror” vem do intervalo de comunicação de 14 minutos entre a Terra e Marte, que fez com que o Curiosity pousasse completamente sozinho, sem a ajuda do controle de missão, apenas seguindo as 500 mil linhas de código de computador que os engenheiros da Nasa programaram para dirigir todos os movimentos do jipe. Eles só souberam que tudo deu certo quando o jipe-robô começou a mandar sinais e alguns minutos depois, as primeiras imagens direto do planeta vermelho.  

"Cratera Gale, aqui estou!", disse o loquaz robô  pelo Twitter após descrever em "primeira pessoa" as fases da queda. Ela se assemelhou ao modo como helicópteros desembarcam grandes cargas, por um cabo. Qual o grau de dificuldade disso? “Acima de dez,” afirmou Adam Steltzner.  

O jipe-robô, que tem um o tamanho de um carro pequeno, vai passar dois anos pesquisando se Marte já teve algum dia os elementos necessários à vida. Missões anteriores já encontraram gelo e sinais de fluxo de água. O Curiosity vai perfurar o solo marciano, em busca de carbono e outros elementos químicos e fazer fotografias de Marte. 
Ao custo de US$ 2,5 bilhões (R$ 5 bilhões), é a missão mais sofisticada e cara que a agência espacial dos Estados Unidos já mandou a Marte, um planeta com um histórico hostil a espaçonaves terráqueas. É difícil chegar lá e mais difícil ainda pousar ali. Mais da metade das tentativas de chegar a Marte foram fracassadas, e apenas a Nasa conseguiu algum sucesso. “Você pode fazer de tudo para garantir o sucesso de uma missão, e mesmo assim, Marte ainda pode te dar uma rasteira”, afirma Scott Hubbard, ex-chefe do programa de Marte da Nasa, atualmente lecionando na Universidade de Stanford.
Após sua chegada à superficie de Marte, o Curiosity iniciará uma revisão de todos seus sistemas antes de começar a enviar informações e dados vindos do planeta vermelho. Após várias semanas de testes, o jipe-robô poderá se movimentar e flexionar o braço robótico. Nos próximos dias, espera-se que o Curiosity mande a primeira imagem colorida. 
"Temos que ter muita paciência porque é preciso estar completamente seguro que o entorno é adequado e não há risco. Após essa revisão, o jipe-robô passará a captar os primeiros dados", explicou à Efe Felipe Gómez, um dos cientistas do projeto. 
Após uma viagem de oito meses e meio, por 566 milhões de quilômetros, foi assim que o Curiosity pousou:

Minutos após os sinais de pouso do Curiosity chegarem à Terra, o jipe-robô enviou a primeira imagem em preto e branco do interior da cratera, a foto mostrava também a sombra do jipe-robô. “Nós pousamos em um ótimo ponto plano. Lindo, realmente lindo”, disse à AP Adam Steltzner, engenheiro do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, que liderou a equipe que desenvolveu a complicada estratégia de pouso do Curiosity. Por causa de seu tamanho e peso (900 quilos), o Curiosity não pode pousar como seus antecessores menores, o Spirit e o Opportunity (que ainda está ativo). Eles se valeram da fricção com atmosfera marciana e air bags para descer a salvo, mas desta vez a Nasa está testando uma nova estratégia.  Dez minutos antes de entrar na atmosfera marciana, o Curiosity se separou da cápsula que o levou a Marte; 
- Seu escudo protetor se abriu e o Curiosity entrou a 21 mil quilômetros por hora, desacelerando com uma série de curvas em S; 
- Quando atingiu a altitude de 11 quilômetros e velocidade de 1400 quilômetros por hora, os paraquedas se abriram; 
- O escudo foi descartado e o radar se ligou, para pesquisar o local de pouso. Nesse ponto, o jipe-robô estava a 8 quilômetros de altitude e a 450 quilômetros por hora; 
- Uma câmera de vídeo a bordo do Curiosity começou a gravar a descida; 
- A 1,6 quilômetro de altitude, o paraquedas foi descartado; 
- O Curiosity continuou, nesse ponto, ligado a um pequeno foguete, que foi usado para desacelerá-lo a menos de 3,2 quilômetros por hora; 
- Doze segundos antes do pouso, cabos de nylon soltaram  e baixaram o Curiosity. Quando suas seis rodas tocaram o chão, o jipe cortou os cabos. Os foguetes também foram descartados e voaram para longe.
O local de pouso foi a cratera Gale , perto do equador marciano. Cientistas sabem que a Gale já teve água, por imagens que revelam em camadas inferiores de solo sinais de argilas e sais de enxofre, que se formam na presença de água.
(Com informações da AP e EFE)
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Israel vai testar novo componente de defesa antimísseis


Israel testará em breve o seu sistema avançado de defesa antimísseis Arrow-3, projetado para intercepção trans-atmosférica de mísseis balísticos.

Conforme informou o Ministério da Defesa do país, durante o teste os mísseis devem atingir um alvo no espaço, um míssil balístico de médio alcance simulado.
Atualmente, Israel possui duas baterias de mísseis Arrow-2, capazes de interceptar mísseis em baixas altitudes na atmosfera. O exército israelense pretende integrar os dois sistemas e sincronizá-los com o sistema de defesa antimísseis dos EUA para se proteger melhor contra os mísseis iranianos e sírios.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

BOEING - Apresentou oportunidades em Porto Alegre e São José dos Campos


Boeing e fornecedores do Super Hornet, apresentam oportunidades para a indústria brasileira em conferências em Porto Alegre e São José dos Campos. Oportunidades incluem componentes do sistema aviônico, materiais compostos avançados e atividades relacionadSÃO PAULO, 6 de agosto de 2012 – A Boeing e 12 de fornecedores de seu caça F/A-18E/F Super Hornet destacaram as oportunidades disponíveis para a indústria brasileira  em conferências realizadas no dia 31 de julho emPorto Alegre e 1 de agosto, em São José dos Campos. Um programa com ampla participação da indústria local é um dos itens da proposta de venda do F/A-18E/F Super Hornet apresentada pela Boeing para a licitação de caças do governo brasileiro, conhecida como F-X2.

“A participação de tantos fornecedores do Super Hornet nas conferências e as oportunidades nelas apresentadas demonstram o comprometimento da Boeing e de seus fornecedores em trabalhar com a indústria brasileira de maneira a aproveitar os pontos fortes das empresas locais e lançar as bases para um crescimento de longo prazo,” disse Susan Colegrove, diretora regional de parcerias estratégicas internacionais da Boeing Defense, Space & Security.

A seguir, algumas das oportunidades apresentadas:
· A Raytheon identificou oportunidades para a fabricação e suporte local de componentes do sistema de rastreamento e visualização de alvos por infravermelho ATFLIR (Advanced Targeting Forward Looking Infrared pod) e os sistemas aviônicos do radar AESA APG-79, com varredura eletrônica ativa.
· A Northrop Grumman planeja trabalhar com empresas aeroespaciais brasileiras em atividades relacionadas a materias compostos avançados, como produção de materiais compostos, ferramentas para a fabricação de compostos, ferramental de montagem e produção de peças com compostos avançados e grandes componentes de montagem.
· A GE Aviation descreveu oportunidades relacionadas à inspeção, teste, manutenção e suporte de motores.

Os demais fornecedores do Super Hornet presentes nas conferências foram empresas como BAE Systems, Eaton, GKN, Harris, Honeywell, Moog, Parker Aerospace, UTC Aerospace Systemse Woodward.

O encontro realizado em São José dos Campos contou com a presença de representantes da Embaixada dos Estados Unidos e de quase 80 empresas do estado de São Paulo. O evento foi organizado pelo Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (CECOMPI)  e pela  Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) .

Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, FIERGS, foi a responsável pela coordenação da conferência em Porto Alegre, que atraiu representantes de mais de 50 empresas do estado do Rio Grande do Sul.

Sobre a Boeing

A Boeing é a maior companhia aeroespacial do mundo e líder na fabricação de aeronaves comerciais e sistemas de defesa, espaciais e de segurança. Uma das grandes exportadoras dos EUA presta suporte a companhias aéreas e clientes governamentais nos Estados Unidos e 150 países aliados. Os produtos e serviços desenvolvidos sob medida pela Boeing incluem aeronaves comerciais e militares, satélites, armas, sistemas eletrônicos e de defesa, sistemas de lançamento, sistemas avançados de informação e comunicação, logística e treinamento baseados em desempenho.

A Boeing emprega mais de 170.000 pessoas nos Estados Unidos e em 70 países. Além disso, a liderança da companhia é reforçada pelas centenas de milhares de pessoas que trabalham para os fornecedores da Boeing em todo o mundo. 
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