quarta-feira, 4 de julho de 2012

Farnborough 2012


A Embraer participará do 48° Show Aéreo Internacional Farnborough, na Inglaterra, promovendo toda sua linha de produtos para os mercados de aviação comercial, executiva e de defesa e segurança. O evento acontece de 9 a 15 de julho no Aeroporto de Farnborough, próximo a Londres.  A Embraer estará localizada no chalé A17/18. A Embraer Defesa e Segurança (EDS) realizará uma coletiva de imprensa liderada pelo seu presidente, Luiz Carlos Aguiar, na terça-feira, dia 10 de julho, às 13h45, na sala CODY do Media Center, localizada no Hall 1.
O jato AEW & C ERJ-145 na versão operada pela Força Aérea Indiana (Foto: EDS)
Segundo a EDS, a companhia promoverá soluções integradas que combinam alta tecnologia e eficiência operacional a custos competitivos de aquisição e operação. O portfólio da EDS inclui aviões militares, tecnologias de radar de última geração, veículos aéreos não-tripulados (VANT) e avançados sistemas de informação e comunicação, como por exemplo, as aplicações de Comando, Controle, Comunicações, Computação, Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (C4ISR). Os produtos da EDS incluem o turboélice de treinamento avançado e ataque eleve EMB-314 Super Tucano, sua linha plataformas aéreas de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR) baseadas no bem-sucedido jato regional ERJ 145, jatos comerciais e executivos customizados para o transporte de autoridades governamentais, o jato de transporte militar e reabastecimento aéreo KC-390 atualmente em desenvolvimento, programas específicos de modernização de aeronaves empregadas por forças armadas, bem como soluções logísticas integradas para clientes e o TOSS (Training and Operations Support System), avançado sistema de treinamento e suporte à operação.
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CIENTISTAS ANUNCIAM DESCOBERTA DO QUE PODERIA SER “PARTÍCULA DE DEUS” E ABREM NOVA ERA NA FÍSICA


GENEBRA – Uma corrida bilionária que já durou meio século pode estar chegando ao seu fim e a ciência estaria a um passo de uma de suas maiores descobertas: a existência da “partícula de Deus”. Na manhã desta quarta-feira, 4, o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) anunciou em Genebra o que é a mais importante prova da existência da partícula que, para muitos, fecharia a explicação sobre a formação do Universo. A apresentação apontou a descoberta de uma nova partícula subatômica que poderia ser o bóson de Higgs, abrindo uma nova era para a Física.
“Atingimos um marco no nosso entendimento da natureza”, declarou Rolf Heuer, diretor do Cern. “A descoberta é consistente com o bóson de Higgs”, disse.
A teoria é que é essa partícula que garante massa a todas as demais e, portanto, central na explicação do Universo. Conhecida fora do mundo da ciência como “partícula de Deus”, trata-se da última fronteira não resolvida pela física. Nos anos 60, Peter Higgs desenvolveu uma teoria na qual uma energia invisível preencheria um vácuo no espaço. Ao se moverem, partículas são puxadas uma contra as outras, dando massa a um âtomo. Já as partículas da luz não sentem essa atração e não contam com massa. Sem a partícula responsável por unir as demais, átomos não conseguiram ser formados no início do Universo e a vida como a conhecemos hoje simplesmente não existiria. O problema é que sua partícula hipotética – o bóson de Higgs – jamais foi encontrada, pelo menos até hoje.
Depois de acumular dados de milhares de choques de partículas no acelerador subterrâneo construído entre a Suíça e França e que custou US$ 8 bilhões, os cientistas praticamente confirmam a existência de sinais da partícula. Dois experimentos diferentes – os detectores Atlas e o CMS- se lançaram na corrida pela partícula no Cern e hoje estão comparando seus resultados.
Joe Incandela, porta-voz do CMS, confirmou que seu experimento detectou fortes sinais do bóson. “São resultados muito sólidos”, disse. Ao mostrar a tabela, ele mesmo confessou: “nem posso acreditar”. “São indícios muito fortes”, disse. A margem de erro ou variação no dado é de um a cada 1 milhão de eventos.
No Cern, cientistas insistem que o resultado final e a revelação sobre o “Santo Graal” da física só teria como rival a descoberta da estrutura do DNA, há 60 anos. “Essa é a semana mais excitante da história da física”, declarou Joe Lykken, do Fermi National Accelerator Lab (Fermilab) que conduziu as pesquisas nos Estados Unidos nesta semana. Se for confirmada sua existência, a descoberta abrirá o caminho para detalhar o funcionamento de átomos e do próprio Universo.
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EUA aumentam forças no Golfo Pérsico em recado para o Irã


Thom Shanker, Eric Schmitt e David E. Sanger, The New York Times
WASHINGTON - Os Estados Unidos deslocaram discretamente reforços militares para o Golfo Pérsico para impedir os militares iranianos de fechar o Estreito de Ormuz e aumentar o número de jatos com capacidade de atacar regiões longínquas do Irã, caso persista o impasse sobre seu programa nuclear.Os elementos mais visíveis do reforço norte-amerciano são os navios da Marinha designados para aumentar a capacidade de patrulhamento do Estreito de Ormuz - e de reabrir o canal caso o Irã tente miná-lo para impedir que Arábia Saudita e outros exportadores de petróleo enviem seus petroleiros pela passagem vital. Além disso, a Marinha dobrou o número de navios caça-minas designados para a região para oito, o que oficiais descrevem como uma medida puramente defensiva.
"A mensagem ao Irã é: nem pensem nisso", disse uma autoridade do Departamento de Defesa norte-amerciano. "Nem pensem em fechar o estreito. Nós limparemos as minas. Nem pensem em enviar suas lanchas para assediar nossos navios ou embarcações comerciais. Nós as mandaremos para o fundo do Golfo." Como outros entrevistados, a autoridade falou sob a condição de anonimato em razão da situação diplomática e militar.
Os deslocamentos fazem parte de um esforço para fortalecer a presença militar americana na região do Golfo, tranquilizando Israel. Mas isso pode gerar uma reação violenta do Irã, com o deslocamento da Guarda Revolucionária islâmica, em um momento em que os Estados Unidos e seus aliados aplicam um embargo sobre as exportações de petróleo do Irã, com o propósito de obrigar o país a levar a sério as negociações sobre uma forte limitação de seu programa nuclear.
Desde o fim da primavera no Hemisfério Norte, aviões furtivos F-22 e os mais antigos F-15C foram deslocados para duas bases separadas no Golfo Pérsico como um reforço aos jatos de combate e aos porta-aviões que se revezam na vigilância da área. Os aviões de ataque adicionais dão aos EUA maior capacidade militar contra as baterias de mísseis costeiros que poderiam ameaçar as embarcações.
Ponce
Além disso, a Marinha, após um programa de desenvolvimento intensivo, deslocou um transporte marítimo anfíbio convertido, chamado de Ponce, para o Golfo Pérsico, com a intenção de ser a primeira base flutuante do Pentágono para operações militares ou ajuda humanitária.
A missão inicial do Ponce, segundo oficiais do Pentágono, é servir de base logística e centro de operações de limpeza de minas. No entanto, com instalações médicas, deque para helicópteros e alojamento para tropas de combate, ele poderá ser usado como base para forças de Operações Especiais e realizar uma série de missões, entre elas, reconhecimento e contraterrorismo, a partir de águas internacionais.
Para o presidente dos EUA, Barack Obama, a combinação de negociações, novas sanções centradas nas receitas de petróleo do Irã e aumento da pressão militar é a mais recente - e talvez mais vital - política de "via dupla" contra o Irã. No meio da campanha eleitoral, em que seu oponente, Mitt Romney, o acusou de ser "fraco" no tratamento da questão nuclear iraniana, Obama busca projetar firmeza sem precipitar uma crise na região.
Ao mesmo tempo, o presidente precisa sinalizar apoio a Israel, mas sem instigar um ataque às instalações nucleares iranianas, o que poderia desencadearia uma guerra sem comprometer significativamente o programa iraniano.
Essa sinalização, delicada tanto para o Irã como para Israel é uma dança complexa. O senador John Kerry, democrata de Massachusetts e presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, disse que o governo precisa alcançar um equilíbrio entre posicionar forças suficientes para dissuadir o Irã e não indicar que um ataque a sítios nucleares é iminente ou inevitável.
"É preciso administrar várias expectativas", disse Kerry em uma entrevista. "As pessoas precisam saber que estamos falando sério, mas é preciso deixar espaço, também, para uma solução pacífica. É muito importante não dar passos que enviem as mensagens erradas aqui."
Há poucas evidências de que a maior pressão esteja causando o efeito desejado. As negociações com o Irã estão estagnadas, embora estivesse programada para ontem a reunião de um grupo de especialistas iranianos, americanos e europeus em Istambul para analisar uma recente proposta americana e resposta iraniana. Por enquanto, porém, o Irã resisti a todos os esforços para obrigá-lo a desistir do enriquecimento de urânio, tendo começado a produção de um tipo de material com teor de concentração próximo do necessário para se criar uma bomba.
Resposta
Em resposta ao endurecimento das sanções ocidentais, o Irã anunciou na segunda-feira que analisaria um projeto de lei para interromper o tráfego no Estreito de Ormuz bem. A lei propõe que os militares bloqueiem qualquer navio petroleiro em rota para países que já não compram o petróleo bruto iraniano por causa do embargo. Autoridades militares e do Pentágono reconhecem que o Irã tem capacidade para fechar o estreito, ao menos temporariamente.
Guerra com Iraque
A ameaça iraniana mais importante ao transporte marítimo ocorreu durante sua guerra de desgaste com o Iraque nos anos 1980. O Irã atacou petroleiros e outros meios de transporte comerciais para interromper as receitas de petróleo do Iraque e ameaçar os transportes de outros Estados árabes vistos como de apoio a Bagdá. O Irã também plantou minas na tentativa de bloquear o trânsito, acarretando operações de limpeza e ataques à Marinha iraniana por navios de guerra americanos.
Tradução de Celso Paciornik o Estado de Saõ paulo The New York Times
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terça-feira, 3 de julho de 2012

Nasa apresenta cápsula espacial que pode levar homem a Marte


A Orion, cápsula espacial da Nasa, chegou ao Centro Espacial John F. Kennedy, na Flórida, informou a Nasa nesta segunda-feira. A nave está sendo desenvolvida para levar astronautas para asteroides, para a lua e, eventualmente, para Marte, substituindo os ônibus espaciais.
A cápsula, construída pela Lockheed-Martin, tem lançamento previsto para 2014, a bordo de um foguete Delta 4 não tripulado - apesar de a nave ter sido projetada para levar uma tripulação de até quatro integrantes. "Não é um gráfico do Powerpoint, é uma nave espacial de verdade", brincou Bob Cabana durante a cerimônia para marcar a chegada da nave ao Centro.
O lançamento de 2014 vai testar a blindagem de calor, os paraquedas e outros sistemas da nave. Espera-se chegar a aproximadamente 5,5 mil km acima da Terra - para se ter uma ideia, a Estação Espacial Internacional (ISS) orbita a cerca de 380 km do planeta. Em seguida, a Orion deverá voltar com 84% da força que uma nave espacial voltando da lua teria. Humanos não voam a tantos milhares de quilômetros acima da Terra desde 1972, quando a Missão Apollo para a Lua chegou ao fim.
Um segundo teste será realizado em 2017 usando o sistema de lançamento espacial da Nasa, que pretende colocar a cápsula em torno da lua, novamente sem tripulação. O terceiro teste, previsto para 2021, deverá incluir astronautas. Em 2025, a Nasa quer enviar astronautas para explorar um asteroide próximo a Terra, e em 2030 o objetivo será ir a Marte.
Com a aposentadoria dos ônibus espaciais, a Nasa depende da Rússia para enviar tripulações à ISS. Para quebrar o monopólio do País, a agência espacial fez parceria com quatro companhias interessadas em desenvolver naves espaciais para transportar astronautas do governo, bem como pesquisadores privados e turistas à estação e a outras órbitas próximas a Terra. O administrador da Nasa Charlie Bolden afirmou hoje que novas parcerias devem ser anunciadas neste mês.
Com informações da Reuters SEGURANÇA NACIONAL BLOG

Irã diz que testou mísseis capazes de atingir Israe



O Irã disse nesta terça-feira que testou com sucesso mísseis de médio alcance capazes de atingir Israel, em resposta às ameaças de ação militar contra o país, disse a imprensa iraniana. Israel diz que pode atacar instalações nucleares do Irã se a diplomacia não conseguir convencer a República Islâmica a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, que Teerã diz ser exclusivamente pacífico. Os EUA também não descartam uma ação militar, mas pedem mais paciência para que a pressão diplomática e as sanções econômicas surtam efeito.
O Irã anunciou ter realizado o teste de lançamento "Grande Profeta 7" no domingo, dia em que entrou totalmente em vigor o embargo da União Europeia à importação de petróleo do Irã, e depois de mais uma infrutífera rodada de negociações entre Teerã e potências mundiais sobre o programa nuclear iraniano. O canal estatal Press TV, que transmite em inglês, disse que o míssil Shahab 3, com alcance de 1.300 quilômetros - capaz de chegar a Israel - foi testado junto com o Shahab 1 e o Shabab 2, que têm alcance menor.
"O principal objetivo do exercício é demonstrar a disposição política da nação iraniana em defender valores vitais e interesses nacionais", disse Hossein Salami, subcomandante da Guarda Revolucionária, segundo a Press TV. "As manobras foram uma resposta às rudes palavras proferidas contra o Irã", acrescentou ele, segundo a agência Fars.
De acordo com a Fars, dezenas de mísseis foram disparados contra bases aéreas simuladas, e aviões teleguiados devem ser testados na quarta-feira. Analistas, no entanto, contestam algumas declarações militares do Irã, dizendo que o país repetidamente exagera suas capacidades.
Os testes militares e outras atitudes do Irã sobressaltam o mercado mundial de petróleo. Na segunda-feira, parlamentares iranianos propuseram uma lei exigindo que o país tente bloquear o trânsito de navios que passem pelo estreito de Ormuz, única entrada do Golfo Pérsico, levando petróleo para nações que apoiam as sanções. Analistas dizem que o projeto só deve virar lei se tiver o aval da líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.
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batizado de VLM-1 (Veículo Lançador de Microssatélites


O Brasil está desenvolvendo um novo foguete em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) para lançar o experimento científico Shefex 3 (da sigla em inglês Sharp Edge FlightExperiment). Trata-se de um programa europeu que vem testando o comportamento de novos materiais e tipos de proteção térmica necessários para o desenvolvimento de tecnologia de voos hipersônicos e de veículos lançadores reutilizáveis.
Enquanto o novo foguete, batizado de VLM-1 (Veículo Lançador de Microssatélites) não fica pronto, o Programa Europeu de Microgravidade vem usando, desde 2005, os foguetes de sondagem desenvolvidos pelo Instituto de aeronáutica e Espaço, órgão de pesquisa e desenvolvimento do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial.
O centro alemão está bancando 25% dos custos de desenvolvimento do VLM-1, cujo investimento total é estimado em R$ 100 milhões. A Agência Espacial Brasileira está destinando R$ 10 milhões ao projeto para este ano.
O foguete brasileiro vai atender às necessidades do programa espacial alemão e entrar em um nicho de mercado pouco explorado. "Os concorrentes do VLM são os foguetes de grande porte, que levam os microssatélites de carona. Não existe no mercado um veículo específico para o lançamento de microssatélites e nanossatélites, segmento que está crescendo muito devido à miniaturização da tecnologia eletrônica", explicou o coordenador do projeto no Instituto de aeronáutica, Luís Eduardo Loures.
No dia 24 de junho, um foguete de sondagem brasileiro VS-40 lançou o experimento Shefex 2, a partir do Centro de Andoya, na Noruega. O foguete brasileiro VSB-30 já realizou 13 missões bem-sucedidas na Europa em parceria com a organização alemã. No total, o Brasil já conseguiu atingir a marca de 18 lançamentos sem falhas com seus foguetes de sondagem VS30, VSB-30 e VS-40.
Centro alemão vai arcar com 25% do projeto, que poderá receber investimento total de R$ 100 milhões
A operação do Shefex 2, financiada pela Alemanha, teve um custo € 10 milhões. Considerado o principal programa espacial da Alemanha, o Shefex 2 consumiu outros € 6 milhões no desenvolvimento do experimento que foi lançado pelo foguete brasileiro.
Loures explicou que a principal diferença do novo foguete, que está sendo desenvolvido para suportar a missão Shefex 3 em 2015, está na capacidade dos motores. O veículo leva menos de 5 toneladas de propelente (combustível de foguete), enquanto o VLM-1 poderá levar cerca de 28 toneladas desse combustível.
O projeto do Shefex 3 também já está sendo feito em parceria com a indústria brasileira, que negocia a formação de um consórcio para participar desse novo desenvolvimento. "Estamos criando um projeto que dará sustentabilidade para a indústria nacional, porque o produto final tem mercado e um custo de lançamento baixo, inferior a US$ 10 milhões", ressaltou.
Concorrentes do porte do lançador americano Taurus, por exemplo, segundo Loures, têm um custo de lançamento da ordem de US$ 20 milhões. Loures comentou que outros foguetes estrangeiros, como os russos Dnepr e o Cosmos, e o indiano PSLV têm um custo da ordem de US$ 25 milhões a US$ 30 milhões, mas foram projetados para lançar cargas acima de mil quilos em órbita baixa.
Os microssatélites, segundo Loures, apresentam como vantagem o baixo custo de produção, nível de complexidade reduzido e ciclo de desenvolvimento rápido. "Devido à demanda crescente, já existe um mercado identificado para pequenos foguetes do porte do VLM-1 de três lançamentos por ano, segundo a agência americana Federal Aviation Administration (FAA)", disse ele.
O pesquisador comentou que alguns estudos já indicam um mercado ainda mais promissor, de cerca de 20 lançamentos anuais. O ciclo de desenvolvimento dos microssatélites é de dois anos, mas como eles são lançados com satélites maiores, precisam esperar até um ano para conseguir uma vaga nos lançadores de maior porte.
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Conheça o 14x o avião hipersônico brasileiro


Dentre as iniciativas nacionais na área de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, uma novidade bastante animadora poderá ser revolucionária para a aviação e para a área espacial delançamento de satélites, como hoje as conhecemos.

Trata-se de uma AERONAVE HIPERSÔNICA conhecida como 14X com motor SCRAMJET (Supersonic Combustion Ramjet), ambos totalmente brasileiros. 

São projetos de interesse do Comando da Aeronáutica (Hipervelocidade e Propulsão com Ar Aspirado) e do Programa Espacial Brasileiro (Veículo Lançador de Satélites - VLS e Satélite Recuperável Atmosférico – SARA). 

Tudo acontece graças ao contínuo apoio da FAPESP aos esforços do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) em demonstrar a viabilidade da construção de veículos capazes de voar 6 vezes a velocidade do som, em vôo hipersônico.

O que se almeja para o futuro é a construção de um avião hipersônico capaz de dar a volta ao planeta em poucas horas sem precisar queimar combustível fóssil. 

Ele utilizará o próprio ar atmosférico como oxidante, ou seja, para a queima do hidrogênio líquido (combustível). E só levará o oxigênio necessário para a queima do combustível no trajeto fora da atmosfera terrestre.

O MOTOR HIPERSÔNICO brasileiro já existe e vem á um bom tempo sendo testado no novo TÚNEL DE VENTO HIPERSÔNICO PULSADO (T3) do DCTA.

O 14X Hipersônico

A nave brasileira hipersônica com a tecnologia de propulsão com ar aspirado já existe hoje além do papel. Será um veículo aéreo não-tripulado (VANT) com objetivo de colocar satélites em órbita. 

Tendo sido batizado de 14X, tal nave deveria voar até 2010, mas atrasos fizeram a FAB mudar o ano para 2012. Trata-se de óbvia referência ao 14 Bis de Santos Dumont, o primeiro avião da história. O projeto do 14X é de autoria do mestrando 1º Tenente Tiago Rolim, que se formou no ITA em 2005.

No segundo semestre de 2007, o Instituto de Estudos Avançados (IEAv) deu início aos testes com um modelo experimental reduzido do 14X. 

Trata-se de uma aeronave com 80 cm de comprimento, construída em aço inoxidável, que é equipada com sensores de pressão, fluxo de calor e força para uma série de testes no T3.

Os testes em túnel de vento simulam as condições de vôo do modelo experimental reduzido, sobre o qual são instalados sensores de pressão e temperatura para registro dos dados. Uma câmera filmadora de alta velocidade - dois milhões de quadros por segundo - permite a visualização do escoamento de ar sobre a fuselagem.A etapa seguinte será a construção do modelo de vôo. Será uma aeronave com 2,5 m de comprimento e cerca de 300 quilos de peso. Ela será lançada por um foguete até atingir o ponto de combustão hipersônica. Isso porque o motor não terá capacidade de aceleração a partir de zero. 

O lançamento do 14X poderá ser feito por um foguete de sondagem VS-40 ou um foguete do tipo do Pegasus, que colocou em órbita os satélites SCD-1 e SCD-2, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O motor do 14X não será uma peça à parte, como é habitual hoje. Ele só funcionará integrado à aeronave. Os testes desse motor hipersônico terão início em outubro de 2009.

A nave como um todo puxará o ar da atmosfera para a queima do combustível pelo motor. Com isso, o 14X será uma formidável plataforma de testes para conceitos inovadores

Durante o vôo, o ar é comprimido pela própria geometria e velocidade do veículo e é direcionado para uma câmara na parte inferior do avião, onde também é injetado gás hidrogênio, que entra em combustão supersônica. A previsão é que o 14-X seja lançado de um foguete brasileiro em 2012. Isso porque o motor precisa de um impulso inicial até que atinja o ponto de combustão.

Outra tecnologia de ponta que está sendo utilizada no projeto do 14-X é o conceito "waverider", responsável pela sustentação da aeronave, através da formação de uma onde de choque na parte inferior do veículo. A tecnologia waverider confere alta razão de planeio ao veículo, que voa mais longe com a mesma quantidade de combustível. Hipersônicos no Brasil e no Mundo

Com tudo isso, o Brasil está tendo a oportunidade inédita de seguir na dianteira de uma linha de pesquisa avançada em um momento estratégico, pois nenhum país no mundo domina ainda a tecnologia dos motores hipersônicos. 

Os outros países que buscam dominar essa tecnologia são os EUA, Japão, Austrália e Rússia.

Em 2004 a Nasa quebrou o recorde de velocidade para uma aeronave com o modelo X-43A, que em apenas dez segundos atingiu 10 mil km por hora, algo próximo a Mach 10 (10 vezes a velocidade do som). Essa velocidade hipersônica foi obtida por meio de motores do tipo scramjet ou motores a propulsão aspirada. Em continuidade a esse programa, batizado de Hyperx, a Nasa e a Boeing estão desenvolvendo o veículo hipersônico X-51, que fará seu primeiro voo em breve.

O australiano HyShot atingiu altitude de 300 km em trajetória vertical, através do foguete Terrier-Orion. No voo descendente, o veículo da Universidade de Queensland alcançou cerca de 35 km de altitude e Mach 7.6.

A Revolução de um tanque a menos 
  
Uma revolução na área espacial precisa ser ressaltada. Atualmente, nos métodos de lançamento convencionais, os veículos lançadores utilizam motores-foguete, que carregam tanto o combustível como o oxidante. 

Os veículos espaciais precisam levar um tanque de combustível e outro de oxidante (a substância que faz com que o combustível queime, como o hidrogênio). A revolução será o uso de um tanque a menos.

Os experimentos permitirão o desenvolvimento de veículos lançadores de satélites que utilizem sistemas de propulsão com ar aspirado, que é uma tecnologia ainda inexistente no mundo. Na propulsão com ar aspirado, carrega-se apenas o combustível. O oxidante passa a ser o oxigênio do ar atmosférico.

Aeronaves como o 14X permitirão capturar o ar da própria atmosfera e utilizá-lo como oxidante. Com um tanque a menos, a nave ficará mais leve, o espaço para carga útil aumentará e as viagens serão mais baratas.

Como o peso do oxidante é maior do que o do próprio combustível, a carga útil do veículo lançador aumenta, tornando possível carregar mais satélites. Atualmente, um satélite não pode passar de 5 % do peso total de um veículo lançador de satélites (VLS).
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Veículo Lançador de Satélites (VLS) chega em Alcântara para Testes em Nova Torre


O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebe nesta semana estruturas do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1) como parte da Operação Salina iniciada ontem (20/6) em Alcântara (MA). A Operação Salina, realizada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), tem por objetivo realizar a preparação e integração mecânica de um mock-up estrutural inerte do VLS-1 na nova Torre Móvel de Integração (TMI).

 

As estruturas do VLS-1 chegarão no CLA transportados por aeronaves C-130 (Hércules) E C-105 (Casa) da FAB. Em um primeiro momento, o veículo que passa a ser montado na torre é uma estrutura real, entretanto sem combustível ou satélite a bordo. O projeto do VLS-1 é um veículo satelitizador, de pequeno porte, com capacidade de colocar satélites de 200 kg de massa numa órbita circular equatorial de 750 km de altitude. Nesta fase inicial da nova TMI, serão realizados ensaios e simulações para verificação da integração física, e lógica da torre e dos meios de solo do CLA associados à preparação para voo do VLS-1. Outro fator importante da Operação Salina é o treinamento das equipes que estarão envolvidas com o lançamento do VLS-1.

 

Na próxima semana inicia-se a montagem e integração do veículo na nova TMI. Ainda durante a operação, estão previstas atividades simuladas de acidente como forma de capacitar as equipe do CLA para evasão da área da plataforma de lançamento, atendimento médico de urgência e evacuação aeromédica de acidentados até São Luís. Além do IAE e CLA, a participam da Operação Salina com o apoio logístico e de pessoal o COMAR I, II FAE, V FAE, IPEV e IFI.

 

TORRE MÓVEL DE INTEGRAÇÃO (TMI)

 

Altura: 33 metros

Comprimento: 12 metros

Largura: 10 metros

Peso: 380 toneladas

Deslocamento: 4,5 metros por minuto

 

Estágio Atual: Automatização (fase final)

 

Operação Salina: A Torre passa por testes funcionais com a integração de um mock-up do VLS-1 inerte (sem combustível e satélite) durante a Operação.

 

VEÍCULO LANÇADOR DE SATÉLITES (VLS)

 

Número de estágios: 4;

Comprimento Total: 19.4 metros

Diâmetro dos Estágios (todos): 1,0 metros

Diâmetro da Coifa Principal: 1,2 metros

Peso: 49,7 toneladas (na decolagem)

 

Estágio Atual: Ensaios motores foguetes (realizados)

Redes Pirotécnicas: (Prontas)

Redes Elétricas: (Em execução)

Ensaios de Separação dos Estágios: (realizados)

Mock-up: (Estrutura pronta - aguardando redes elétricas e pirotécnicas)

Veículo de Voo: VLS-VSINAV (motores em processo de carregamento)

 

Operação Salina: Um veículo inerte (sem combustível e satélite) será acoplado à nova TMI durante a operação.

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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Avanços no projeto do SGB


Na última sexta-feira (29), foi admin/publicado no Diário Oficial da União o Decreto n.º 7.769, da Presidência da República, que dispõe sobre "a gestão do planejamento, da construção e do lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDBC."
O decreto é mais um passo para a concretização do projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), que agora, aliás, ganhou um novo nome oficial, Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDBC (além deste, eventualmente também é referido por seu nome comercial, BR1Sat). Um ponto muito interessante: segundo o texto, o SGDC deverá estar implantado até o dia 31 de dezembro de 2014, o que dá a entender que o satélite deverá estar em órbita e funcionamento até o final desse período, um prazo considerado bastante curto.
Por meio do decreto, foram criados o Comitê Diretor (órgão diretivo e instância decisória máxima do projeto do SGDC), e o Grupo-Executivo, órgão técnico-consultivo e executor das diretrizes e decisões do Comitê Diretor.
O Comitê Diretor será formado por representantes do Ministério das Comunicações, Ministério da Defesa e Ministério da Ciência, Tecnologia e INovação. Já o Grupo-Executivo terá representantes do Ministério da Defesa, Ministério das Comunicações, Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e Telebras, cabendo a esta última a presidência do referido comitê.
Caberá ao Comitê Diretor, com base em proposições do Grupo-Executivo:
"I -  aprovar, com base nas informações fornecidas pelo Grupo-Executivo: a) os requisitos técnicos do projeto do SGDC, seus eventuais ajustes e alterações; b) o planejamento, o orçamento e o cronograma de implantação do projeto do SGDC; c) as minutas dos termos de referência para a contratação, aquisição, lançamento e operação do SGDC; e d) o plano de absorção e transferência de tecnologia de que trata o art. 10;
II - acompanhar e avaliar a execução do projeto do SGDC ao longo de todas as suas fases, determinando os ajustes necessários;
III - supervisionar o repasse de recursos financeiros destinados à implantação do projeto do SGDC; e
IV - estabelecer as diretrizes para a atuação e participação dos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta no Projeto do SGDC."
O decreto também autoriza a Telebras a contratar com terceiros o fornecimento de bens, serviços e obras de engenharia necessários ao satélite e ao transporte de sinais de telecomunicações, bem como do segmento terrestre correspondente. Indica, alinda, a Telebras e o Ministério da Defesa como responsáveis pela gestão da operação do satélite após o seu lançamento.
Nos termos de seu artigo 10, caberá à Telebras e à AEB a elaboração do plano conjunto de absorção e transferência de tecnologia, que será avaliado pelo Grupo-Executivo e submetido à aprovação do Comitê Diretor. A AEB será responsável pela coordenação, monitoramento e avaliação dos resultados do plano de absorção e transferência de tecnologia, sendo ainda detentora dos direitos de propriedade intelectual decorrentes do processo de transferência de tecnologia.
A expectativa é que o Comitê Diretor e o Grupo-Executivo tenham seus membros designados em até 15 dias, sendo que a primeira atribuição será finalizar a solicitação de propostas (conhecida tecnicamente pelo jargão em inglês Request for Proposal - RFP) para envio aos potenciais fornecedores do satélite.
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Avibras no setor espacial


Durante a Eurosatory 2012, tradicional feira do setor de defesa que acontece em junho, a cada dois anos, em Paris, Tecnologia & Defesa  conversou com Sami Hassuani, presidente da Avibras Aeroespacial, uma das principais indústrias brasileiras dos setores aeroespacial e de defesa.

Na conversa, T&D buscou abordar projetos que vão além do tradicional sistema ASTROS (Artillery SaTuration ROcket System), produto que tornou a companhia brasileira mundialmente conhecida. Atualmente, a Avibras está engajada no desenvolvimento do ASTROS 2020, projeto que foi, inclusive, beneficiado com recursos do PAC Equipamentos , anunciado semana passada. Entre os assuntos, o envolvimento da empresa com o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), a Avibras no setor espacial e defesa aérea.

Em relação ao Sisfron, hoje, 2 de julho, é o prazo final para a entrega de propostas em resposta ao RFP (Request for Proposal) enviado pelo Exército Brasileiro (EB). Conforme revelado por T&D durante a Eurosatory, a Avibras se juntou ao consórcio formado por Thales e Andrade Gutierrez e deve apresentar proposta, contribuindo com seus conhecimentos e habilidades em comando e controle.

Sami Hassuani afirmou que a companhia quer participar do Sisfron de forma "colaborativa", em linha com os desejos do EB. Hassuani afirmou que o bom relacionamento com a Andrade Gutierrez foi importante para a participação da Avibras no consórcio, assim como sua relação, dos tempos de faculdade, com Orlando Ferreira Neto, ex-vice-presidente da Embraer Defesa e Segurança e atual presidente da joint-venture entre a Thales e Andrade Gutierrez.

Área espacial

Hassuani lembrou que a Avibras no passado já se envolveu ou buscou se envolver com projetos de telecomunicações via satélite e subsistemas para satélites. Na década de oitenta, a empresa foi responsável pela fabricação de diversas antenas de grandes dimensões (até 12 metros de diâmetro) para o segmento terrestre do Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).

Os atuais interesses da Avibras nessa área são mais focados na área de lançadores. Após desenvolver o Foguete de Treinamento Básico (FTB) e o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) para o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), a empresa tem expectativa de iniciar o desenvolvimento no Foguete de Treinamento Avançado (FTA), projeto ainda pendente de alocação de recursos. Este contaria com dois estágios, com o primeiro sendo um novo desenvolvimento, e o segundo o propulsor do FTB.

O FTB e FTI são baseados nos foguetes usados pelo sistema ASTROS II, e tem sido eventualmente usados para testes, qualificação e treinamento de equipes nos Centros de Lançamento de Alcântara e da Barreira do Inferno (CLBI), em substituição aos foguetes SBAT 70, também da Avibras, anteriormente usados.

O executivo lembrou a experiência da Avibras em foguetes, tendo participado na década de setenta e oitenta do desenvolvimento de foguetes da família SONDA. Atualmente, a companhia é a única fabricante privada brasileira de perclorato de amônio (um dos componentes do propelente sólido do VLS e de outros foguetes nacionais), o que, aliada a sua experiência em foguetes, a coloca como forte interessada em desenvolvimentos na área de lançadores.
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Teerã ameaça Israel e inicia testes de mísseis


O Estado de S.Paulo
O Irã anunciou que testará uma variedade de mísseis nacionais durante os três dias de exercícios militares que inicia hoje no sudeste do país e também advertiu que "varrerá Israel da terra" se o Estado judeu o atacar. O Irã também reduziu a importância do embargo da União Europeia contra o petróleo do país, que entrou em vigor ontem. Segundo o governo, o país está totalmente preparado para combater o impacto das sanções - impostas por causa de seu programa nucelar - com um fundo de reserva de US$ 150 bilhões.
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domingo, 1 de julho de 2012

NPaOc Amazonas - É da Marinha do Brasil

Portsmouth, Reino Unido:O Amazonas, o primeiro dos três Navios de Patrulha Oceânica construídos pela BAE Systems, foi entregue hoje à Marinha do Brasil, em uma cerimônia realizada na Base Naval de Portsmouth.
 
Ao som dos hinos nacionais do Brasil e do Reino Unido, funcionários e convidados, incluindo representantes das Marinhas do Brasil e do Reino Unido e do Governo do Reino Unido, assistiram ao primeiro levantamento da insígnia por membros da empresa, marcando formalmente a entrega do mais novo navio da Marinha do Brasil.
 
Segundo Mick Ord, Diretor Executivo da área de Navios de Marinha, na BAE Systems: “Temos orgulho em entregar o Amazonas à Marinha do Brasil hoje.  A entrega do primeiro navio marca igualmente uma importante etapa no programa e o estreito relacionamento de trabalho que estamos formando com o Brasil.  Tenho certeza de que estas embarcações altamente capazes constituirão um valioso ativo para a Marinha do País”.
 
A entrega se realizou no prazo de apenas seis meses, após a assinatura do contrato de £133 milhões, prevendo o fornecimento de três Navios de Patrulha Oceânica e a prestação dos serviços auxiliares de suporte.  De acordo com o contrato, caberá à BAE Systems fornecer também treinamento a mais de 80 membros da tripulação do Amazonas, baseados atualmente em Portsmouth. O treinamento abordará áreas como operação do navio, sistemas eletrônicos e propulsão.  O navio rumará para Plymouth, em julho, onde a tripulação completará seu programa de treinamento, antes de seguir para o Brasil, em agosto.
 
O primeiro de sua classe, o Amazonas, foi construído nas instalações da BAE Systems, em Portsmouth.  Os outros dois navios de sua classe, o Apa e o Araguari, foramconstruídosnos estaleiros de Scotstoun, às margens do rio Clyde,sendo que a entrega de ambos está prevista para dezembro de 2012 e abril de 2013, respectivamente.
 
Os Navios de Patrulha Oceânica conferem ao País uma maior capacidade de atuação marítima. Munidos de um canhão de 30 mm e de duas metralhadoras de 25 mm, assim como de um barco inflável rígido e de um convés para pouso e decolagem de helicópteros de porte médio, os navios são ideais para garantir a segurança marítima das águas territoriais do Brasil, inclusive a proteção das reservas de petróleoe gás do País.
 
Projetados para acomodar uma tripulação de até 70 pessoas, com acomodações para 50 efetivos embarcados ou passageiros, bem como um amplo espaço no convés para o armazenamento de contêineres, os navios também se prestam muito bem para a execução de operações de busca e resgate, de apoio em situações de desastre e de ajuda humanitária.
 
O contrato, anunciado em janeiro deste ano, inclui ainda uma licença de fabricação, permitindo a construção de outros navios da mesma classe no Brasil, contribuindo para o programa de reequipamento naval do País e o fortalecimento de sua capacidade industrial naval.
 
Sobre a BAE Systems

A BAE Systems é uma empresa global que atua nos segmentos de segurança, defesa, e aeroespacial com aproximadamente 94.000 funcionários em todo o mundo. A companhia fornece uma linha completa de produtos e serviços para forças aéreas, terrestres e navais, bem como soluções avançadas em eletrônica, segurança, tecnologia da informação e serviços de suporte a clientes. Em 2011, a BAE Systems alcançou vendas no valor de £19.2 bilhões, cerca de US$ 30.7 bilhões.
 
No Brasil, a BAE Systems está presente desde os anos 70, por meio de sua predecessora a VT Shipbuilding. Atualmente, a empresa mantém um escritório em Brasília (DF), que dá suporte às Forças Armadas, no que diz respeito a equipamentos como canhões navais, radares, veículos blindados, controles de voo para aeronaves, entre outros; e que busca estabelecer parcerias mutuamente benéficas, por meio da transferência de tecnologia, com os setores de segurança e defesa brasileiros.
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sábado, 30 de junho de 2012

Governo injeta US$ 60 mi em fábrica de mísseis


A poucos minutos a pé da estação de metrô Voikovskaia, em Moscou, entre edifícios residenciais e empresas, está localizada a fábrica de mísseis antiaéreos Avangard (vanguarda, em português).

Outrora secreta, a área ocupada pelas oficinas foi há muito tempo fotografada por satélites e esquadrinhada pelos serviços secretos estrangeiros. Hoje em dia, apesar de a fábrica manter o mesmo regulamento rigoroso de entrada e saída dos tempos soviéticos,  não faz mais sentido esconder sua localização.

A empresa entrou no século 21 totalmente arruinada. Nas oficinas não havia calefação nem água. No inverno, o pessoal da empresa tinha que fazer fogueiras nas oficinas de montagem para aquecer o equipamento que não funcionava a baixas temperaturas.

Segundo o diretor-geral da Avangard, Guennádi Kóguin, o processo de decadência foi gerado pela destruição do sistema de gestão setorial nos anos 90. Sem encomendas nem financiamento, a empresa estava pedindo socorro. 



A recuperação começou em 2002 quando a companhia foi incorporada ao consórcio Almaz-Antei, focado em desenvolver sistemas de defesa antiaérea. Com a adição de diversos setores e centros de pesquisa e desenvolvimento pouco tempo, a empresa quase alcançou a capacidade produtiva dos tempos soviéticos.

Embora a empresa passe por situações difíceis comuns a qualquer companhia, Kóguin acredita que auxílio estatal de aproximadamente dois bilhões de rublos (cerca de US$ 60 milhões) entre 2011 e 2020 cumprirá o objetivo de modernizar as instalações.

Do montante a ser recebido, 1,2 bilhões serão investidos, até 2015, na compra de equipamento e mais de 600 milhões, para atualizar a infraestrutura da empresa, conhecida por construir os sistemas de mísseis antiaéreos S-300 e S-400. “Atualmente, a empresa investe no programa de sua modernização entre 100 e 120 milhões de rublos por ano”, contrapõe Kóguin.

No ano passado, a Avangard fechou contratos de quatro e cinco anos com o ministério da Defesa da Rússia, período em que a Avangard manterá o monopólio de fornecimento de munições para o sistema de mísseis antiaéreos S-400 Triunfo. 


Linha dura

A oficina de montagem de mísseis antiaéreos tem estrutura moderna. Pisos espelhados, limpeza impecável e, no inverno, a temperatura média no interior da oficina é de 23 graus positivos.

A empresa tem um forte esquema de controle de qualidade em cada etapa de produção. “Se um componente não passar por nosso controle de qualidade, fazemos uma reclamação à empresa parceira ou subcontratada e lhe cobramos uma multa”, adianta Kóguin.

Os mísseis prontos são enviados ao centro de controle de qualidade e testes (CCQT), onde todos os seus componentes elétricos são testados. Depois, os mísseis são submetidos ao teste de infiltração de água.

Após as avaliações no CCQT, os mísseis recebem ogivas e são enviados a depósitos militares onde permanecem sem manutenção técnica durante todo o período de armazenamento, ou seja, 10 anos.      

Missão secreta

Diversos países mostram interesse pelos sistemas de defesa antiaérea russos S-300 e S-400, seja para compra ou conhecimento científico. O acesso de estranhos às oficinas de montagem é, contudo, terminantemente proibido.


A China é um dos principais consumidores de armas russas e, em particular, dos meios de defesa antiaérea. Em 2010, a Almaz-Antei entregou a este país 15 grupos de sistemas de mísseis antiaéreos S-300 Favorit.

Um ano depois, o Serviço de Segurança Federal flagrou um cidadão chinês tentando obter a documentação técnica do sistema de mísseis antiaéreos S-300 considerada segredo de Estado.

Os sistemas de mísseis antiaéreos russos têm várias vantagens em relação aos sistemas análogos norte-americanos MIM-104 EUA Patriot. Os S-300 e S-400 levam cinco minutos, no máximo, para serem colocados em posição de tiro, enquanto o Patriot precisa de meia hora.
Os sistemas russos são capazes de lançar mísseis verticalmente e guiá-los para o alvo de zero a 360 graus. O Patriot americano só é capaz de lançar mísseis de zero a 180º graus e sob ângulo de  38 graus. Ou seja, para organizar uma defesa aérea à volta de uma instalação ou uma unidade militar, serão necessários duas vezes mais Patriots do que os S-300 ou S-400 russos.

Kóguin desmentiu as notícias de que o S-400 ainda não tem um míssil antiaéreo de longo alcance. “Tais mísseis já estão em testes no campo de provas de Achuluk [na Região de Astrakhan]. Se os primeiros mísseis do S-300 tinham um alcance de 75 km, hoje, as versões modificadas desses mísseis são capaz de atingir alvos a uma distância de 250 km.” 
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Gladius, o soldado do futuro


O Exército da Alemanha encomendou para a germânica Rheinmetall equipamentos avançados de infantaria para equipar 900 soldados de seu efetivo, cujo contrato foi assinado com a Agencia Federal de Tecnologia e Aquisição de Material de Defesa (BWB) sediada em Koblenz. Esse efetivo será enviado para o Afeganistão entre 2013 e 2014 e o primeiro a dotar-se com o “Gladius”, representando assim a primeira etapa de um processo de aprimoramento das capacidades das tropas terrestres alemãs nos teatros de operações atuais e futuros.
Em 2009 a Rheinmetall conseguiu um contrato para desenvolver um demonstrador de conceito do “Gladius” para o Exército da Alemanha, complementando desta forma o sistema básico do soldado do futuro IdZ requisitado em 2005 pela Força como solução interina em resposta a um requerimento urgente.
As melhorias das capacidades do sistema já existente com novos desenvolvimentos avançados concentram-se principalmente na habilidade de operação em rede durante missões de combate, incluindo ações efetivas de comando e controle.
A concepção do Gladius apresenta características futuristas atendendo a requerimentos operacionais complexos, pretendendo ser o primeiro e principal do Exército da Alemanha que proporcionará para um grupo de 10 soldados e seus veículos de locomoção um ambiente de atuação em rede envolvendo funcionalidades aplicadas em tarefas de reconhecimento, comando, controle e uso de armas, permitindo um rápido intercâmbio de informações e aquisição de dados da situação tática para o planejamento e condução de ações.
Através do “Gladius” o soldado recebe todos os dados relevantes sobre a situação tática, como por exemplo, posição das forças amigas e inimigas e instruções inerentes ao desenvolvimento da missão. O “Gladius” disponibiliza um sistema de navegação inercial atualizado por GPS, bem como uma bússola magnética, conjunto que proporciona uma orientação precisa em terra. Uma outra característica notável do sistema da Rheinmetall fica por conta de suas características ergonômicas, em especial com relação ao seu reduzido peso, nível de miniaturização dos componentes e integração de componentes personalizados individuais. O uniforme de combate modular, a proteção blindada para o corpo do combatente e o sistema de fixação do traje, outorgam uma excelente proteção que vai desde a baixa detectabilidade por dispositivos de visualização infravermelhas até com relação às intempéries climáticas extremas, bem como em termos de contaminação por agentes biológicos e químicos. Além disso, o traje oferece apreciável proteção anti-chamas.
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Primeiro lançamento de torpedo a partir de uma fragata “FREMM”

Recentemente, a Marinha francesa, a DCNS e a DGA completaram uma nova campanha de ensaios a bordo da fragata “Aquitaine” (classe “FREMM”). Durante a campanha, foi demonstrada a compatibilidade do navio com a variante francesa do helicóptero NH90, e o ponto culminante dos testes ocorreu no dia 22 de junho, quando foi feito o primeiro lançamento de um torpedo (foto: Marine Nationale, Alain Monot) a partir de uma fragata dessa classe. As fragatas “FREMM” carregarão até 19 torpedos MU90, como o que foi lançado. Esse tipo de torpedo pesa aproximadamente 300kg e pode atingir velocidade máxima superior a 55 nós.
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