sexta-feira, 28 de julho de 2017

Rússia propõe aos países do BRICS aderirem à sua base de dados contra o terrorismo

Altos representantes do BRICS em assuntos de segurança reuniram-se em Pequim na sexta-feira (28) para discutir as questões de luta contra o terrorismo, desenvolvimento do espaço informacional e segurança energética.
Cooperação na luta contra o terrorismo
A Rússia apela aos países membros do BRICS para aderirem à Base Internacional Contra o Terrorismo, criada na Rússia, informa o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev.
"Convidamos todos os países do BRICS a aderirem à Base Internacional Contra o Terrorismo criada pelo FSB [Serviço Federal de Segurança] russo", declarou Patrushev durante o encontro.
A base tem informação sobre as pessoas envolvidas na atividade terrorista e sobre os grupos terrorista. 33 agências de segurança estrangeiras já fornecem informação a esta base, sublinhou ele.
Segurança no espaço informacional
Quanto à segurança na área da mídia, segundo o secretário do Conselho de Segurança
Os países ocidentais tentam impor aos outros as suas próprias regras do jogo no espaço da informação. Eles estão procurando consagrar 'o direito do mais forte' e tentam justificar o uso da força por meio de legislação. O reconhecimento do espaço informacional como o novo ambiente operacional pela OTAN pode confirmar esta posição", disse Patrushev
De acordo com ele, o BRICS é contra os conflitos e o uso de força no espaço informacional. Trata-se do estabelecimento dos princípios do respeito da soberania nacional e de não intervenção nos assuntos internos dos outros países e o respeito pela dignidade da pessoa humana.
Segurança energética
Nikolai Patrushev declarou que os países membros do BRICS têm de reforçar a cooperação na área da segurança energética.
Os ministros da energia dos países membros do BRICS concordaram em explorar a possibilidade de criação de uma plataforma de cooperação do BRICS sobre investigações energéticas. Achamos que a ideia é útil. A análise conjunta da situação nos mercados e das nossas possibilidades tecnológicas ajudará a aumentar a eficiência da cooperação energética no âmbito do BRICS", sublinhou ele.

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