sexta-feira, 21 de julho de 2017

Comunicado nº 01 - Munição adequada à utilização no Fuzil/Carabina 5,56 IA2

Recentemente, foram difundidas nas redes sociais informações sobre o Fuzil/carabina 5,56 IA2 que provocaram dúvidas e questionamentos de clientes, usuários e admiradores da marca IMBEL. Sempre no intuito de manter seu público preferencial informado, estamos divulgando em diversos meios de comunicação a presente NOTA DE ESCLARECIMENTO, abordando dois temas importantes: a CONTRAINDICAÇÃO DE UTILIZAÇÃO DE MUNIÇÃO CALIBRE .223 REM e a recomendação sobre a NÃO UTILIZAÇÃO DO CARREGADOR COMO APOIO DE MÃO DURANTE A REALIZAÇÃO DE TIRO. Os conteúdos dos dois comunicados (nº 01 e 02), apesar de extensos são bastante esclarecedores e pacificam definitivamente algumas controvérsias envolvendo aquele consagrado produto da indústria nacional.
Comunicado nº 01 - Munição adequada à utilização no Fuzil/Carabina 5,56 IA2 Recentemente, a Empresa apoiou a participação do SO Vagner BRUM na “First Rifle Championship”, competição de tiro prático com armas longas realizada na Rússia. Após a realização do evento, o SO Brum postou nas redes sociais comentários dando conta da utilização da munição no calibre .223 na competição. Aqueles comentários provocaram questionamentos de usuários e órgãos de segurança púbica nacionais à IMBEL devido à recomendação expressa da IMBEL contida no manual do Armamento, contraindicando o uso de munição calibre .223 Rem nos fuzis e carabinas IMBEL de calibres 5,56 (famílias MD97 e IA2). Inicialmente convém esclarecer aspectos que caracterizam as munições nos calibres .223 e 5,56. A denominação abreviada de munição .223 trata-se, na realidade, de munições denominadas .223 Remington (.223 Rem) que foram desenvolvidas em meados da década de 1950 com o patrocínio do Exército dos Estados Unidos da América (EUA), tendo por objetivo o desenvolvimento de munição para um novo fuzil que viria a substituir os então M-14 e M-15 em uso naquele exército. O fuzil selecionado foi o Colt M-16, modelo militar do AR-15 desenvolvido pela Armalite, que utilizava a versão militar do cartucho .223 Rem com projétil de 55 grains totalmente jaquetado (em inglês FMJBT – Full Metal Jacket Boattail). Essa versão militar da munição recebeu a designação M193. Devido ao relativo sucesso do fuzil Colt M-16 na Guerra do Vietnã (1955-1975), os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) resolveram iniciar estudos para padronização do calibre, mas com a introdução de algumas diferenças em relação ao cartucho .223 Rem original. Essas diferenças focavam principalmente a melhoria da confiabilidade e segurança para níveis militares e melhorias na balística terminal do projétil. Das propostas apresentadas, sagrou-se vencedora a munição 5,56x45 mm SS109 desenvolvida pela belga FN Herstal. Essa munição recebeu denominação de M855 pelos EUA e foi usada inicialmente no fuzil M-16A2. O Quadro 1, a seguir, apresenta alguns cartuchos .223 Rem e 5,56 x 45 mm com as respectivas designações norte americanas e da OTAN, além da massa do projétil. Cartucho Designação US Designação OTAN Projétil .223 Remington .223 Rem -x- 55 gr FMJBT .223 Remington M193 5.56 × 45 mm 55 gr FMJBT .223 Remington M197 -x- C10524197-56-2 5,56×45 mm NATO M855 SS109 62 gr 5,56×45 mm NATO M856 L110 63,7 gr Traçante 5,56×45 mm NATO M857 SS111 Carbeto de tungstênio Quadro 1 - Cartuchos .223 Rem e 5,56 x 45 mm NATO No quadro anterior, verifica-se que a denominação da munição calibre .223 ou 5,56 corresponde a uma variada gama de munições, as quais diferenciam-se pela aplicação e norma utilizada. Nesse contexto, dois órgãos destacam-se na definição dos requisitos específicos das munições: a Sporting Arms and Ammunition Manufactures’ Institute (SAAMI), organização não governamental norte-americana que visa criar e promulgar padrões técnicos de desempenho e segurança para o comércio de armas de fogo, munições e seus componentes, porém destinada a armas esportivas e de caça; e a OTAN, que através da Standization Agreement (STANAG) 4172 define os requisitos militares para munições calibre 5,56x45 mm NATO. O Quadro 2, a seguir, apresenta um resumo das diferenças entre as especificações SAAMI e OTAN para algumas características.
Voltando ao emprego de munição .223 pelo SO Brum na competição “First Rifle Championship”, a IMBEL recebeu a informação de que a comissão organizadora do torneio disponibilizava aos competidores a munição .223 Rem (5,56x45) FMJ com projétil de 62 gr fabricado pela empresa russa BARNAUL (vide Figura 1). Após serem efetuadas pesquisas no site do fabricante (http://www.barnaul.co.nz/ammunition/selection/rifle-2/5-56- x-45-223-rem), verificou-se que se tratava de munição de emprego militar, assemelhandose à munição 5,56x45 mm SS109, atendendo, portanto, aos padrões europeus com pressão máxima, energia de boca e velocidade de boca dentro dos limites de especificação da munição para uso nos produtos IMBEL de calibre 5,56x45 mm. Como consequência, foi autorizado pela IMBEL, o uso da referida munição pelo SO Brun. A situação das munições .223 Rem e 5,56x45mm no Brasil é diferente. A CBC, única fabricante de munição no País, faz distinção entre os calibres .223 Rem e 5,56x45mm mantendo linhas de produtos
 distintas, com segmentos autorizados para compras distintos, conforme pode-se verificar no link http://www.cbc. com.br/municoes-para-fuzis-e-metralhadoras-subcat-12.html. Os produtos no calibre 5,56x45mm são destinados às Forças Armadas e à Segurança Pública, enquanto os produtos no calibre .223 Rem são destinados à Segurança Pública, atiradores e caçadores esportivos. Cabe ainda destacar que são produtos diferentes (vide Figura 2): • cartuchos 5,56x45mm: Comum M193, Traçante M196, Comum SS109, Traçante L110, etc. (link http://www.cbc.com.br/municoespara-fuzil-e-metralhadoras-5-56-x-43mmsubprod-15.html); • cartuchos .223 Rem: ETPT, EXPT e frangível. (link http://www.cbc.com.br/municoes-parafuzis-e-metralhadoras-subcat-12.html) Feitas as considerações anteriores, a IMBEL reitera a recomendação para o usuário não utilizar a munição .223 Rem nacional, que segue a norma SAAMI destinada a armas de caça e tiro esportivo, não sendo, portanto, adequada ao emprego militar e em armas automáticas ou semiautomáticas.
Comunicado nº 02 - empunhadura correta do Fz 5,56 IA2 durante o tiro A IMBEL tomou conhecimento pelas mídias sociais do Memorando nº 2928/2017/CGOP/DFNSP/SENASP expedido pelo Coordenador Geral de Operações do Departamento da Força Nacional de Segurança Pública (DFNSP), que orienta os Comandantes de Operações do DFNSP, às Seções e Coordenações do DFNSP a: “NÃO UTILIZAR O CARREGADOR COMO APOIO DE MÃO, e sim a telha de acrílico à frente ou o “grip” alocado antes do carregador (sic) em função de possível falha que ocorre no armamento Carabina 5,56 Imbel - IA2, onde durante os tiros ocorre um mau trancamento no ferrolho”. Inicialmente, a IMBEL esclarece que os fuzis e carabinas no calibre 5,56 da família IA2 não apresentam dificuldades de trancamento e que os problemas ocorridos no Departamento da Força Nacional de Segurança Pública (DFNSP) foram consequência de provável uso de munição não recomendada pela IMBEL. A IMBEL, por diversas vezes, solicitou acesso às armas que o DFNSP alega ter apresentado panes, para que pudesse realizar perícia e até o presente momento, a Empresa não obteve retorno das solicitações encaminhadas ao DFNSP. Sobre a orientação de manuseio, a IMBEL esclarece que nos seus treinamentos, palestras e demonstrações, os presentes são orientados sobre a posição de tiro mais adequada para emprego do fuzil, ressaltando que não é colocando a mão SOB O CARREGADOR (Figura 3). São três as posições recomendadas: apoiando a mão na região anterior do alojamento do carregador na caixa da culatra (Figura 4); no punho tático vertical, caso esteja instalado na arma (Figura 5); ou no guarda-mão (Figura 6). Tal recomendação vem sendo feita há muito tempo em diversas oportunidades, constando, inclusive, de vídeos sobre os testes
 

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