quinta-feira, 25 de maio de 2017

Por que os EUA deixaram de ser superpotência militar?

Os Estados Unidos já não são a "superpotência" que eram depois do fim da Guerra Fria, escreve o colunista Dave Majumdar no seu recente artigo para a mídia americana The National Interest, citando o diretor da Agência de Inteligência da Defesa dos EUA, Vincent Stewart.

Enquanto anteriormente Washington dominava o mundo completamente, agora o país enfrenta numerosos adversários. De acordo com o autor da nota, na atualidade existem dois países que são aptos para desafiar os EUA: a Rússia e a China.Moscou deverá seguir modernizando suas Forças Armadas ao longo de 2017, assinalou o autor na revista The National Interest. A Rússia investe muito dinheiro na modernização das suas capacidades de defesa, particularmente em sua interoperabilidade, sistemas de controle e comando avançados e sua indústria militar.
Majumdar recordou que, em 2015 e 2016, o Exército russo recebeu numerosos veículos blindados modernizados, como os tanques T-72B3, os veículos de combate de infantaria BMP-3 e os transportes blindados do pessoal BTR-82A.
A modernização da Marinha russa se foca hoje em dia na frota de submarinos e no equipamento de navios com os sistemas de mísseis de cruzeiro Kalibr.
Os planos de modernização da Força Aérea supõem a entrada em serviço de novos caças multifuncionais Su-34 e Su-35S, assim como de drones e novas munições para a aviação.
O autor sublinha que as reformas militares russas prosseguem e que o país eslavo está criando Forças Armadas mais ágeis, capazes de realizar operações no estrangeiro.
Entretanto, a China está se transformando em um gigante que um dia será capaz de competir lado ao lado com os EUA, indicou.A China segue avançando com suas reformas que buscam aumentar as possibilidades do Exército de Liberação Popular de combater em conflitos regionais e operar longe do território do país. Os líderes do gigante asiático tentam obter vantagem através do seu cada vez maior Exército, assim como através de medidas diplomáticas e econômicas para aumentar a influência do país no palco internacional, resume o autor, citando Stewart.

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