sábado, 12 de julho de 2014

Microprocessadores russos querem competir com Intel e AMD

No início de julho, o fabricante privado russo de processadores Moscow Center of Sparc Technologies (Mcst) começou a produção de um lote experimental de processadores de oito núcleos Elbrus-8S, com a sua própria arquitetura de 64 bits. A frequência do chip é de 1,3 GHz e o poder computacional é de 250 gigaflops. O projeto começou em 2011, a partir de uma ordem do Ministério de Comércio e Indústria da Rússia, que investiu no projeto cerca de US$ 24,4 milhões.
Os fabricantes prometem desenvolver cerca de 300 modelos de circuito integrado Elbrus-8S até o final de 2014. A Mcst também planeja começar a fabricação de servidores, estações de trabalho e equipamentos de telecomunicações baseados em seus processadores. O Elbrus-8S é o primeiro processador de oito núcleos fabricado pela empresa russa.
O Ministério do Comércio e Indústria e o Ministério da Defesa declararam que é necessário encontrar um substituto às importações de tecnologias estrangeiras para mitigar as sanções econômicas dos EUA e da União Europeia.Entre os clientes potenciais há grandes produtores russos como a Depo Computadores, a Kraftway e a Aquarius. Em 2012, a empresa fabricava computadores baseados no Elbrus-2S, a geração anterior de processadores da Mcst, mas devido ao baixo volume de produção, o preço de cada unidade foi de US$ 3.000, o que o não permitiu sair no mercado.
De acrodo com o representante da Mcst Konstantin Truchkinm, agora, a empresa planeja atrair universidades e órgãos estatais como compradores de produtos baseados no chip Elbrus-8S, o que aumentaria o volume de produção e, consequentemente, diminuiria os preços.
De acordo com dados do Ministério do Comércio e Indústria, as empresas e agências governamentais gastam US$ 500 milhões cada ano para comprar cerca de 700 mil novos computadores e US$ 800 milhões para 300 mil servidores. O volume total do mercado é de US$ 3,5 bilhões.
Fabricação fora
"A fabricação de chips Elbrus-8S será realizada no exterior", diz Trúchkin. "A Federação da Rússia não tem a capacidade tecnológica para isso. Em primeiro lugar, os processadores serão fabricadas pela empresa taiwanesa Tsmc”, completou.
Além dos processadores Elbrus, a empresa Mcst está desenvolvendo um microchip mais potente: em maio de 2014, a empresa assinou um contrato com o Ministério de Comércio e Indústria para o desenvolvimento de um processador de 64-bit (El-16S) de 8 a 16 núcleos. O primeiro chip será produzido em novembro de 2018 e será usado pelo Ministério da Defesa da Rússia.
Um futuro incerto
O potencial dos novos processadores foi avaliado por vários especialistas. Segundo o analista da revista especializada "Ferra", Oleg Koletchenko, é pouco provável que o processador Elbrus competirá com a Intel, AMD ou IBM.
"No entanto, não podemos subestimar a importância do desenvolvimento de novos microprocessadores russos. O lançamento do Elbrus-8S é um grande passo à frente. Sua arquitetura tem uma série de avanços tecnológicos muito interessantes, especialmente em termos de proteção. Esse chip poderá ser usado na área de defesa", disse Kolentchenko.
Os representantes da Intel na Rússia afirmam que sua atividade no país não está ameaçada.
"Somos uma empresa dos EUA e cumprimos todos os requisitos do governo dos EUA. No entanto, de acordo com informações recentes, a Intel não vai alterar sua atividade na Rússia", diz o diretor regional da Intel na Comunidade dos Estados Independentes, Dmítri Konach.
"Não vendemos nada diretamente às empresas ou indivíduos incluídos na lista de sanções. Na Rússia, temos uma série de clientes com os quais trabalhamos diretamente em projetos de consultoria", completou.
Além da Mcst, na Rússia há várias empresas que produzem microprocessadores: a Rover Computadores, cujo produto mais conhecido são os laptops RoverBook, a DEPO Computers, que produz computadores e servidores e a Desten, fabricante de computadores domésticos
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