terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Grupamento de Radio Patrulha Aérea da PM paulista forma sua primeira piloto policial

A presença feminina nos efetivos da Policia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) completa seu 58º aniversário. As primeiras atividades atribuídas às mulheres seguiam os padrões da época, ou seja, as mais leves e menos arriscadas, tarefas nas quais suas características pessoais eram mais aceitas. Hoje, as mulheres da corporação dividem em pé de igualdade muitas missões, algumas de elevada periculosidade, fainas antes exercidas somente por homens. Entre as mudanças causadas pelo crescente interesse das mulheres em ingressarem na carreira policial na PMESP, talvez a mais simbólica esteja ocorrendo nos cockpits das aeronaves do Grupamento de Radiopatrulha Aérea (GRPAe). Acompanhando essa evolução e contando em suas fileiras com mais de 30 mulheres, a corporação apresenta a primeira piloto policial do sexo feminino.A 1º tenente PM Lara Carolina Palhiari Duarte, aprovada em rigorosa seleção para frequentar o curso de formação de pilotos da Escola de Aviação do Grupamento, recebeu sua insígnia de copiloto de helicópteros no último dia 05, sendo aprovada no cheque final de Piloto Privado de Helicóptero (PPH). Natural de Sorocaba, a jovem se sentia impelida pela vontade de trabalhar junto à população e servir à comunidade, e buscando se tornar uma oficial policial militar, ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB) em 2004, concluindo o período de formação em 2007. Durante esse tempo, a então aluna-oficial escolheu como meta a carreira de piloto policial no GRPAe, e em outubro de 2012, iniciou ali suas atividades.Após a fase de obtenção do Certificado de Conhecimento Teórico (CCT) e
acumular em torno de 40 horas de instrução no helicóptero leve H269 Schweizer, a primeiro-tenente Lara conquistou a licença PPH, mais um marco que esta sendo acrescentado à história do GRPAe. Ser aprovada para ocupar o posto 2P (copiloto) na cabine dos helicópteros do Grupamento é apenas a primeira de uma série de metas que a jovem oficial pretende atingir em sua trajetória na vida militar. No futuro, a tenente Lara almeja se tornar comandante de aeronaves e chegar a patente de coronel, graduação máxima concedida pela PMESP. A piloto destaca que cada dia de atividades do GRPAe é formado por momentos que trazem lembranças marcantes, como por exemplo, rever pessoas que tiveram suas vidas salvas pelas equipes da corporação e que desejaram conhecer seus integrantes. Lara faz questão de enfatizar não ser melhor do que ninguém, e que para alcançar seus objetivos ela necessita de muita concentração e esforço para dar o melhor de si.Por Ivan Plavetz
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