terça-feira, 29 de outubro de 2013

SATÉLITE CBERS-3 JÁ ESTÁ NA BASE DE LANÇAMENTO CHINESA

 Outubro de 2013 - O quarto satélite de sensoriamento remoto da série Cbers, desenvolvido em parceria entre o Brasil e a China, já está na base de lançamento de Taiyuan (TSLC). O seu lançamento está previsto para a primeira quinzena de dezembro próximo.
No Brasil, o programa Cbers (sigla em inglês para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) é gerenciado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast).
“O deslocamento de Beijin para Taiyuan foi de trem e a viagem durou cerca de 15 horas. No centro técnico do TSLC os especialistas do Inpe e da Cast estão integrando os módulos de serviço e de carga útil do satélite. Serão feitos alguns testes elétricos para verificar se não houve danos durante o transporte”, explica  engenheiro do Inpe, Antonio Carlos de Oliveira Pereira Junior.
Ele informa que a seguir serão instalados os painéis solares. Ao término dessa atividade será feita a revisão de prontidão do satélite (SRR), que autoriza o enchimento dos tanques de combustível. Após o SRR, o satélite é transferido para a torre de lançamento e acoplado ao foguete Longa Marcha-4 para os testes de pré-lançamento.
Monitoramento
O uso de satélites permite monitorar com mais eficiência e economia as transformações no meio ambiente, tanto as naturais quanto as causadas pela ação do homem. A observação a partir do espaço é ainda mais importante para países de dimensões continentais, como o Brasil e a China.
Em 1988, os dois países criaram o Programa Cbers para juntar esforços pela capacitação na área de observação da Terra. Já foram lançados três satélites – Cbers-1, em 1999, Cbers-2, em 2003, e Cbers-2B, em 2007. O Cbers-4 está programado para ir ao espaço em 2015.
Imagens de satélites são fundamentais para coletar, de forma rotineira e consistente, informações sobre a superfície do planeta como as necessárias para avaliar mudanças globais, as florestas, a evolução do agronegócio, estudos urbanos e costeiros. Satélites também são essenciais para obter informação de forma rápida sobre eventos cuja localização e ocorrência é de difícil previsão ou acesso, como desastres naturais (enchentes, por exemplo), ou produzidos pelo homem (queimadas, poluição causada por derramamento de óleo no mar).
O Inpe distribui diariamente pela internet centenas de imagens de satélites a 1,5 mil instituições públicas e privadas do país. A disponibilidade de dados Cbers permite que se desenvolvam cada vez mais aplicações de sensoriamento remoto. Além disso, o Programa Cbers promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o país.
Veja mais sobre o Programa Cbers na página www.cbers.inpe.br
Com informações da Ascom do Inpe
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