terça-feira, 16 de abril de 2013

Estado vai enviar 499 militares para missão de paz no Haiti


Recebem treinamento para integrar a Missão da Paz da Onu (Organização das Nações Unidas) no Haiti, 499 militares sul-mato-grossenses. Eles fazem parte do Brabat 18 (Batalhão de Infantaria de Força de Paz do 18º Contingente Brasileiro), tropa formada por 1,2 mil militares do Brasil, Canadá, Paraguai e Bolívia, que será enviada ao país caribenho na segunda quinzena de maio. A participação deles é voluntária, mas há um processo rigoroso de seleção.
O Brabat 18 é formado por 856 militares do Exército – entre os quais estão os de Mato Grosso do Sul -, 244 da Marinha, 34 da Força Aérea, 34 do Exército Canadense, 31 das Forças Militares do Paraguai e um do Exército Boliviano. Segundo o comando do Batalhão, a preparação da tropa começou no dia quatro de março e atualmente é realizada de forma descentralizada em unidades que são ‘Polo de Instrução’.
“Nesse período, os militares estão sendo submetidos a diversas avaliações (física, médica e psicológica), instruções de caráter comum e treinamentos específicos”, informou o comando ao Diário MS. A partir da próxima segunda-feira, terá inicio a etapa final de treinamento, que segue até o dia quatro de maio.
Durante estas três semanas de preparação intensa, todos os integrantes do Brabat 18 – inclusive canadenses e paraguaios – estarão em Cuiabá (MT), para concentração final da tropa e dos exercícios de Operação de Paz. A 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada na Capital de Mato Grosso, é a unidade encarregada de coordenar o preparo do Brabat 18.
O descolamento da tropa para o Haiti é feito pela FAB (Força Aérea Brasileira) e está previsto para começar no início da segunda quinzena de maio. O contingente deve retornar em dezembro deste ano, já que a permanência de cada tropa, normalmente, tem a duração seis meses.
MISSÃO - A tropa vai integrar o componente militar da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), desenvolvida pela ONU. Esta será responsável pelo patrulhamento nas ruas e missões de segurança, para que os demais atores envolvidos na intervenção internacional possam realizar as tarefas de ajuda humanitária, apoio à reconstrução do país e ao fortalecimento do Governo Haitiano.
A missão da ONU é comandada pelo Brasil. A Minustah está no país caribenho desde 2004, quando o presidente Jean-Bertrand Aristide teve que deixar o cargo. Em 2010, um terremoto atingiu o local causando a morte de 220 mil pessoas, e deixou rastros de destruição. O CMO (Comando Militar do Oeste), sediado em Campo Grande, já treinou três tropas anteriores a esta para enviar ao Haiti. A primeira foi em 2006, quando serviram em solo caribenho militares de Amambai, Aquidauana, Bela Vista, Campo Grande, Dourados, Jardim, Nioaque, Ponta Porã e Três Lagoas. Em 2010, quando um terremoto devastou o Haiti, 28 soldados e oficiais do Estado foram enviados para integrar a Minustah.

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