quarta-feira, 27 de março de 2013

Dilma pede reforma no FMI em evento de criação de banco de emergentes

 AGÊNCIA BRASIL ...A presidente Dilma Rousseff disse considerar o ano de 2013 fundamental para a realização de reformas no FMI (Fundo Monetário Internacional) que aumentem a participação de países emergentes. As declarações foram feitas nesta quarta-feira em evento de criação do banco dos Brics, uma alternativa ao fundo.
O grupo de países emergentes --formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- advoga nos últimos anos por maior participação no fundo internacional e no Banco Mundial, instituições controladas por Estados Unidos, Japão e Europa.Segundo Dilma, os Brics serão mais relevantes na comunidade internacional. "Não podemos permitir que os problemas dos países avançados criem obstáculos para os nossos países. Nosso desafio é encontrar um caminho mais vigoroso".
A presidente disse que a criação do banco dos países emergentes, aprovada nesta quarta pelos integrantes dos Brics, é uma forma de criar mecanismos de apoio mútuos entre os países.
"É um banco talhado para as nossas necessidades. É um mecanismo de estabilidade que pode criar linhas recíprocas de crédito, fortalecendo a solidez do mercado internacional."
A instituição bancária terá os mesmos moldes do Banco Mundial (Bird), com quem concorrerá. Cada país dos Brics deverá destinar US$ 10 bilhões (R$ 20 bilhões) para formar o capital inicial, de US$ 50 bilhões (R$ 100 bilhões). A intenção é que o banco tenha nos próximos anos um capital de US$ 100 bilhões (R$ 200 bilhões).
Dilma ainda pediu aos presidentes dos outros integrantes dos Brics uma posição de otimismo na economia, mesmo ante às dificuldades causadas pela crise econômica na Europa, que causou desaceleração na maioria dos países do mundo.
"Devemos ter o otimismo e o dinamismo, reiterar a confiança e manter uma atitude contra o pessimismo e a inércia que atingem outras regiões. Vamos responder a essa crise com vigor".
BANCO
A reunião foi aberta pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, afirmando que o capital total investido por cada país ainda será determinado. "O banco dirigido pelo Brics mobilizará a economia interna e fornecerá financiamento conjunto a infraestruturas em regiões em desenvolvimento".
As negociações sobre o banco continuarão em novo encontro em setembro, em paralelo à cúpula do G20, que acontece em setembro, em São Petesburgo, na Rússia. Nesta quarta, o Banco Mundial disse que está pronto para trabalhar "estreitamente" com a nova entidade para acabar com a pobreza.
Os presidentes discutirão também na reunião o desenvolvimento da África, que espera ser o maior beneficiado do dinamismo dos Brics, embora com temores de relações de comércio imperialistas. Ainda nesta quarta, está previsto o encontro entre o presidente da China, Xi Jinping, e Dilma Rousseff.
SNB


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