quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

China encomendou armas russas no valor de 2 bilhões de dólares

Vassili Kashin..
RIA Novosti

O diretor-geral da companhia russa de exportações militares Rosobonexport, Anatoli Isaikin, anunciou que em 2012 foram concluídos contratos no montante de 17,6 bilhões de dólares. Desta soma, 12% couberam à China, o que equivale, em termos nominais, a mais de 2 bilhões de dólares.

A soma total de contratos na esfera das exportações militares poderá ser superior ao indicador acima. Por exemplo, os componentes para equipamentos militares produzidos na China (exceto os motores de aviões e alguns outros sistemas) podem ser fornecidos diretamente por uma série de empresas russas à margem da Rosoboronexport. Eles não fazem parte das estatísticas, embora se avaliem em centenas de milhões de dólares.
O chefe da empresa não citou informações exatas sobre o fornecimento de armas russas à China. No ano passado, o Serviço Nacional de Cooperação Técnico-Militar fez saber que à China couberam 15% das exportações russas de armamentos em 2011, o que corresponde à soma de 1,9 bilhões de dólares. Em 2012, este indicador cresceu, tendo sido superada a recessão no comércio de armas entre os dois países.
Que novos tipos de armas pretende adquirir a China? A mídia dá conta de dois contratos no valor de 1,3 bilhões de dólares, prevendo-se a compra de 140 propulsores AL-31F e 52 helicópteros Mi-17. O conteúdo de outros contratos, estimados em 800 milhões de dólares, não foi revelado. Pode-se ressalvar ainda que uma transação dessas não teria escapado à atenção dos meios de comunicação social russos.
Por isso, parece mais provável a hipótese de os contratos no valor sumário de 800 milhões de dólares não se relacionarem com os fornecimentos de equipamentos modernos, mas, pelos vistos, dizem respeito à modernização das armas importadas pela China no limiar dos séculos XX e XXI. A modernização pode abranger várias vertentes: naquela altura a China recebeu 10 divisões dos complexos S-300P/PMU/PMU1 que poderiam ser modernizados até o nível dos sistemas S-300PMU2 Favorit, adquiridos péla China mais tarde.
A modernização se estende ainda aos aviões Su-27/Su-30 e aos equipamentos para a Marinha de Guerra. Anatoli Isaikin acrescentou que no ano passado foram fechados contratos para a realização de trabalhos de pesquisa e desenvolvimento no domínio da indústria militar chinesa e visando ainda a produção conjunta de sistemas de armamentos. Uma série de sistemas chineses foi elaborada com a participação ativa de especialistas russos. A título de exemplo, pode-se citar o caça FC-1, o avião de treino e de combate L-15 e o complexo de artilharia antiaérea HQ-16.
A eventual expansão desta prática levará ao aumento progressivo do fornecimento à China de armas e equipamentos russos. A Rússia exporta motores, sistemas de guiamento e componentes eletrônicos para as armas chinesas. Tal cooperação tem sido o meio mais eficiente de reforço da confiança mutua na área de segurança.
Deste modo, 2013 poderá vir a ser um ano recorde quanto ao volume e à escala de contratos russo-chineses no comércio de armas. Em cima da mesa das conversações estão algumas transações importantes, visando o fornecimento de 24 caças Su-35C, a entrega de quatro submarinos Amur-1650, bem como de sistemas de mísseis antiaéreos S-400 e aviões militares de transporte Il-76. De notar que um contrato deste gênero, o de fornecimento do Su-35S, pode atingir mais de 1,5 bilhões de dólares.
VOZ DA RUSSIA SNB

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