sábado, 12 de janeiro de 2013

Soldado francês e refém mortos na Somália, outro militar desaparecido


O ministro da Defesa de França confirmou neste sábado que um refém e um soldados e 17 terroristas morreram na Somália na sequência de uma operação militar. Outro soldado francês inicialmente anunciado como morto é agora dado como desaparecido.
O francês Denis Allex, que estava refém na Somália desde que foi capturado pela milícia islamista Shebab em Julho de 2009, terá sido abatido pelos sequestradores durante uma operação conduzida pela Direcção-Geral da Segurança Exterior (DGSE) durante a noite de sexta-feira para sábado.
A missão terá acontecido em Bula Marir, uma cidade a 120 quilómetros da capital do país. Desde 2009, Denis Allex já tinha aparecido em dois vídeos publicados em sites islamistas que pediam às autoridades francesas que deixassem de apoiar o governo somali.
De acordo com um comunicado do ministro da Defesa, as forças francesas encontrou uma forte resistência durante a operação, e os combates foram muito violentos. A mesma nota recorda que Denis Allex, também agente da DGSE, tinha sido capturado em Mogadíscio durante uma “missão oficial de assistência” ao governo de transição.
“Perante a intransigência dos terroristas, que recusaram durante três anos e meio qualquer negociação, e que retiveram Denis Allex em condições sub-humanas, uma operação foi planeada e colocada em marcha”, explica o ministro. E acrescenta que “as famílias das vítimas já foram informadas”, lamentando o desfecho e louvando o serviço desempenhado pelas vítimas.
Contudo, os islamistas já desmentiram algumas destas informações, assegurando que o refém ainda está vivo e que conseguiram também capturar um soldado, assim como deixaram muitos outros mortos ou feridos. E ameaçaram a França com “consequências amargas” perante a ofensiva desencadeada.
“No final, serão os cidadãos franceses que provarão inevitavelmente as consequências amargas da atitude inconsequente do seu governo perante os reféns”, diz uma nota da milícia enviada à AFP. Há outros 
oito reféns franceses na Somál
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