domingo, 13 de janeiro de 2013

França afasta jihadistas de cidade no Mali


BAMAKO - O Estado de S.Paulo
A aviação francesa bombardeou ontem combatentes islâmicos no Mali e os afastou de Konna, cidade estratégica no centro do país. Segundo o Ministério da Defesa da França, um centro de operação militar rebelde foi destruído. A Comunidade de Estados da África Ocidental (Ecowas) autorizou o envio imediato de forças militares ao país. Em razão do ataque, o presidente François Hollande reforçou as medidas antiterrorismo em todo o território francês .
Desde março do ano passado, uma aliança entre rebeldes tuaregues e radicais islâmicos inspirados pela Al-Qaeda tem se aproveitado de um golpe militar que derrubou o presidente Amadou Touré para avançar do norte do Mali rumo ao sul do país.
"Há uma ameaça de um Estado terrorista às portas da França e da Europa", disse ontem o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian. Segundo ele, os ataques se concentraram na cidade de Konna, onde ficava o centro de comando rebelde. De acordo com o almirante francês Edouard Guillaud, um helicóptero foi derrubado durante a ofensiva e o piloto morreu.
Segundo o Exército malinês, os rebeldes saíram de Konna, mas a cidade ainda não foi totalmente controlada pelo governo. A França oferece apoio aéreo, logístico e de treinamento, enquanto tropas regulares, que devem receber o reforço de soldados da Ecowas, combatem em solo. "Estamos buscando extremistas escondidos na cidade", declarou o tenente-coronel Diarran Kone. "A retomada total de Konna não pode ser garantida ainda porque não a controlamos."
Sanda Abu Mohamed, porta-voz do grupo radical islâmico Ansar Dine, não confirmou a presença de combatentes do grupo em Konna. "Desde ontem (sexta-feira), não consigo contato com eles", disse o militante.
Em um comunicado divulgado ontem, o presidente da Ecowas, Kadre Desire Ouedraogo, disse que a entidade autorizou o envio de soldados ao Mali em razão do caráter de urgência que a crise no país adquiriu. Ele não deu detalhes, no entanto, de quantos homens serão enviados nem de quais países, dos 15 do bloco.
A ONU aprovou em dezembro uma resolução autorizando o uso da força contra os rebeldes malineses. O texto condiciona a intervenção internacional ao treinamento dos militares do Mali - medida que tem como objetivo evitar novos golpes de Estado no país. / AP
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