segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Rússia e Índia são parceiros privilegiados


As relações entre a Rússia e Índia têm caráter de parceria privilegiada especial, destacou o presidente russo Vladimir Putin no quadro da visita oficial a Nova Deli. Este ano é particular nas relações entre os dois países: as partes assinalam o 65º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas. O atual encontro de cúpula marcou mais uma etapa importante na parceria mutuamente vantajosa.

O alargamento da cooperação comercial e econômica é o tema principal das conversações. Desde 2000, o intercâmbio comercial entre a Rússia e Índia aumentou quase 500 por cento. Vladimir Putin destacou as perspetivas deste processo:
“Em 2011, o volume do comércio recíproco constituiu quase 9 biliões de dólares. Esperamos que no ano em curso este montante atinja 10 biliões, numero que devemos aumentar em duas vezes nos próximos anos. Destaque-se que artigos altamente tecnológicos predominam na estrutura das importações e exportações entre os dois países, constituindo aproximadamente 50% das duas partes. No ano em curso, cresceram 40% os fornecimentos russos de máquinas, equipamentos e artigos químicos ao mercado indiano. Já acordámos contribuir para o alargamento da cooperação na área dos investimentos. Não duvido que o memorando assinado hoje entre o Fundo de Investimentos Directos da Rússia e o Banco de Estado da Índia garanta estímulos adicionais para dinamizar a cooperação mutuamente vantajosa, inclusive entre pequenas e médias empresas.”
Programas de energia nuclear são um ponto importante da cooperação entre os dois países. Nas palavras do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, estes trabalhos são um momento-chave. “A Índia avalia altamente o apoio de especialistas russos ao projeto de usina nuclear de Kudankulam”, apontou o primeiro-ministro indiano. A parte russa, como assinalou o chefe da corporação Rosatom, Serguei Kirienko, mostrou-se de melhor lado neste empreendimento:
“Este projeto ultrapassa de longe todas as exigências formuladas após a tragédia em Fukushima, que devem ser observadas em quaisquer novas obras atômicas. Para esta usina já foram efetuados testes de emergência especiais. Se estivesse em Fukushima, ela resistiria facilmente ao tal terremoto e ao tal tsunami, porque dispõe de altíssimo nível de autonomia. Tem um número colossal de sistemas ativos e passivos de segurança.”
Maiores companhias russas são representadas hoje na Índia: no setor metalúrgico são realizados os projetos de construção de empresas em Bhilai, Rourkela e em outras regiões. A companhia russa Severstalcolabora com a parte indiana na criação de uma joint venture metalúrgica de pleno ciclo. As asseguradoras russas Ingosstrakh eROSNO também trabalham no mercado indiano. São importantes também outros projetos conjuntos, entre eles a exploração dos campos de petróleo e de gás Sacalina 1.
A parte indiana assinala que são concluídos importantes acordos na área da cooperação militar-técnica.
Uma atenção especial na cooperação bilateral é dispensada à atividade conjunta no quadro de tais associações globais como BRICS, OCX, RIC (Rússia, Índia, China), G20 e de outras organizações internacionais
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