segunda-feira, 14 de maio de 2018

Primeiro navio hidrofólio de nova geração russo termina testes na Crimeia (VÍDEO

O navio de passageiros hidrofólio Kometa 120M passou os testes de navegação no mar Negro. Segundo o consórcio Kalashnikov, proprietário da empresa de construção naval Vympel, a fase de testes mostrou que tudo correu como estava previsto, e em breve pode começar a produção em série destes navios.
O design desses navios aproveita as leis da hidrodinâmica para se elevar acima da água através de "asas" submersas. A diminuição da resistência à água contra a fuselagem permite à  embarcação atingir velocidades superiores aos navios convencionais.
O primeiro Kometa 120M foi lançado à água em outubro de 2017 e passou o mês de abril junto ao litoral da península da Crimeia. Durante os ensaios, todos os sistemas e equipamentos a bordo funcionaram com normalidade e confirmaram suas caraterísticas, informou o comunicado do Kalashnikov.
O último teste do navio será avaliar o seu desempenho em alto mar com ondas de 2,5 metros de altura, o limite estabelecido para o deslocamento em modo de hidrofólio.
Depois disso, o Kometa receberá o acabamento final e será entregue à empresa operadora de viagens Yalta-Sevastopol, na costa da Crimeia. Outros cinco navios já estão em produção. Conforme está planejado, o lote será composto por 20 embarcações no total.
Os navios Kometa 120M são projetados para transporte de passageiros nas zonas marítimas costeiras.
Eles são capazes de acomodar até 120 passageiros e podem alcançar a velocidade de 65 quilômetros por hora. Para tornar as viagens mais confortáveis, o interior do navio tem ar condicionado e a própria embarcação está equipada com sistemas automáticos de redução de oscilações e sobrecargas.
A indústria naval russa voltou a produzir navios hidrofólios, popularizados na época soviética, e admirados por sua velocidade e design emblemático.

Jornalista publica FOTO de Pantsir-S1 atingido por míssil israelense

O jornalista russo Aleksandr Kots publicou em sua conta no Twitter uma imagem que demonstra o estado em que se encontrava o sistema antiaéreo Pantsir-S1 antes de ser atingido por um míssil israelense.
Julgando pela foto, o veículo não estava carregado, tampouco estava em posição de combate.
"Simplesmente não tinha nada com que repelir o ataque. Estava à espera de ser recarregado", explica, mostrando os tubos de lançamento queimados, o radar desligado e as colunas estabilizadoras levantadas. 
Para comparar, um Pantsir pronto para combate tem geralmente as colunas estabilizadoras baixadas (observe a parte traseira e central do veículo), e o radar em estado "aberto" (observe a parte superior do equipamento):  
Sistema Pantsir durante fórum internacional técnico-militar ARMY-2016
© SPUTNIK / RAMIL SITDIKOV
Sistema Pantsir durante fórum internacional técnico-militar ARMY-2016
A única pergunta que resta, segundo o jornalista, é por que não foram utilizados os canhões do Pantsir.
Na madrugada de 10 de abril as Forças de Defesa de Israel realizaram um ataque aéreo contra posições do Irã na Síria em resposta a um suposto ataque com mísseis de Teerã a partir do território sírio. Os israelenses asseguraram ter informado Moscou sobre o bombardeamento. 

domingo, 13 de maio de 2018

O Pantsir-S1 não funciona?

Os alvos destruídos por Israel na Síria

Por que Israel conseguiu destruir sistema russo Pantsir S-1 na Síria? Analistas explicam

Anteriormente, as Forças de Defesa de Israel (FDI) publicaram em seu Twitter um vídeo que mostra alegadamente a aproximação de um míssil israelense Spike NLOS de um sistema de defesa antiaérea Pantsir-S1 do exército sírio.
O sistema antiaéreo russo Pantsir-S1 nunca deixaria que algum míssil o alcançasse, explicou o antigo vice-comandante em chefe da Força Aérea da Rússia para assuntos de Defesa Aérea, Aytech Bizhev, depois de os militares israelenses terem publicado um vídeo que supostamente mostra um míssil Spike NSOL destruindo um Pantsir-S1 na Síria durante o ataque da madrugada desta quinta-feira (10).
Segundo Bizhev, só pode haver duas explicações para o ataque com êxito contra um Pantsir-S1. O sistema estava desligado ou já tinha esgotado suas munições.
"Não pode haver uma terceira opção, já que se estivesse ligado, o sistema não permitiria sua destruição […] Quando o sistema está pronto para combate, ele realiza uma vigilância constante dos aviões inimigos e tem um tempo de reação muito rápido. Derrubaria esses mísseis de cruzeiro com seus canhões ou seus próprios mísseis", explicou o militar em entrevista ao canal russo RT
O analista notou que no vídeo se vê que nenhuma das armas do Pantsir sírio apontava para o míssil entrante. A presença de três figuras humanas de pé, fora do veículo, provavelmente a tripulação, também sugere que o sistema não estava operacional no momento do ataque.
Segundo Bizhev, a Força Aérea israelense também utilizou sua vantagem geográfica para atacar as instalações militares sírias inesperadamente.
Vocês sabem que o tempo de voo entre Israel e a Síria é zero [devido à fronteira comum entre os dois países]. Além disso, os bombardeiros israelenses F15 e F-16 levaram a cabo os ataques aéreos sem entrar na área da defesa antiaérea [síria]."
Entretanto, de acordo com o especialista, o Pantsir-S1 "requere entre três e cinco minutos para entrar em funcionamento". Manter o sistema em alerta máximo o tempo todo é impossível, principalmente porque seria absolutamente exaustivo para a tripulação, acrescentou.
O observador militar do site russo Gazeta.ru, coronel aposentado Mikhail Khodarenok, enfatizou que o sistema de fabricação russa não se encontrava de forma alguma camuflado ou colocado em uma posição especialmente preparada no momento do ataque aéreo. "Isso indica que o Pantsir-S1 não estava pronto para o confronto", explicou ele.
Khodarenok assegurou que a destruição do sistema antiaéreo russo na Síria não dá motivos para "questionar as capacidades de combate" do Pantsir-S1.
No momento, os militares sírios dispõem aproximadamente de 40 unidades do sistema de defesa antiaérea Pantsir, junto com 20 sistemas russos Buk de várias modificações. Trata-se dos meios da defesa antiaérea mais avançados que Damasco possui.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

MiG-41: Rússia quer construir um lutador super 6ª geração

Israel x Irã: Comparativo de força militar

O que aconteceu com o KC-390?

Pentágono receia novos mísseis hipersônicos da Rússia, diz especialista

A revista norte-americana The National Interest considerou as novas armas hipersônicas Kinzhal (Punhal em russo) como uma arma que não tem análogos no mundo. Para o especialista militar Boris Rozhin, os EUA estão preocupados por ficarem desprotegidos contra as armas hipersônicas de produção russa.
Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista em assuntos militares Boris Rozhin opinou que os militares norte-americanos estão preocupados com as capacidades do Kinzhal russo porque nenhum país no mundo tem à sua disposição uma arma comparável a esse sistema.
O sistema já foi discutido na mídia estrangeira, há comentários, inclusive em edições norte-americanas, onde o sistema de mísseis foi chamado de 'uma ameaça para a atual supremacia dos EUA', o que se reflete no lobby pelo aumento do orçamento militar para 2019 para desenvolver e modernizar análogos desses sistemas", explicou ele.
Para o analista, "existem também tentativas da mídia propagandística de apresentá-lo como um fator secundário da contenção militar por parte da Rússia".
"Entretanto, na prática nós vemos que [os mísseis Kinzhal] representam uma ameaça real para o Pentágono e ele vai adotar as medidas necessárias para atingir a paridade ou o desenvolvimento de sistemas mais perspectivos que os Kinzhal russos. Conseguiriam fazer isso? Vamos ver, porque por enquanto se trata apenas do financiamento do desenvolvimento [das novas armas]", concluiu Rozhin.
O analista militar e colunista da revista norte-americana The National Interest, Dave Majumdar, declarou que o sistema de mísseis hipersônicos Kinzhal não possui análogos no mundo e que o míssil é baseado nos mísseis Iskander, que são capazes de "manobrar em voo e seguir uma trajetória errática". Essa caraterística torna a intercepção dos Iskander extremamente difícil.
O sistema de mísseis hipersônicos Kinzhal foi referido pelo presidente russo Vladimir Putin durante seu discurso anual perante a Assembleia Federal (parlamento bicameral russo) em 1º de março.
O Kinzhal pode iludir todos os sistemas de defesa antimísseis existentes e em desenvolvimento, transportar ogivas nucleares ou convencionais e tem um alcance de até 2.000 quilômetros. Os mísseis hipersônicos do sistema Kinzhal, que equipam os modernizados caças interceptores MiG-31K, são capazes de eliminar porta-aviões, destroieres e cruzadores do inimigo.

Completamente sigiloso: viagem em um dos submarinos mais assustadores dos EUA (VÍDEOS

Saiba os segredos do submarino norte-americano USS John Warner, que lançou seis mísseis Tomahawk contra a Síria no mês passado. Daniel Brown, colunista do jornal Business Insider, apresenta ao público vários vídeos que mostram o interior do temível navio.
Os submersíveis estadunidenses são altamente secretos e raramente demonstrados ao público. No entanto, o jornalista Daniel Brown conseguiu subir a bordo do Warner acompanhado pelo major Mark Eichenlaub.
O USS John Warner é dividido em três níveis. O nível superior abriga a maioria das cabines para a tripulação, o nível médio é o espaço operacional e o nível mais baixo é onde o reator nuclear e outros dispositivos de engenharia se localizam.
Eichenlaub mostrou ao jornalista o dormitório dos diretores executivos. Além disso, ele foi levado para a seção de Navy SEALs, a principal força de operações especiais da Marinha dos Estados Unidos.
"Na verdade, é assim que tiraríamos [os marinheiros da] Navy SEALs da embarcação submersa. Um grupo de marinheiros ficaria aqui, um total de 14 pessoas. A câmara se encheria de água até coincidir com a pressão exterior do mar. Dentro e fora do navio, a escotilha se abriria e eles poderiam sair nadando de uma câmara cheia para o mar aberto", escreva o jornalista.
Depois foram para a área mais secreta do submarino: o controle de missão. Quando o jornalista entrou nessa seção, todos os monitores estavam desligados. Os computadores de sonar, controle de lançamento e navegação se concentram aqui.
A Warner não possui periscópio e usa mastros fotônicos instalados na torre externa que fornecem a visão da água para qualquer monitor do navio.
Eichenlaub também mostrou o posto de controle de lançamento de torpedos e mísseis de cruzeiro.
O vídeo a seguir mostra os dois sistemas de controle de navegação.
Finalmente, o jornalista deu uma olhada na sala de torpedos. Os torpedos Mark 48 Advanced Capacity podem voar a distância de mais de 80 km/h, mas sua velocidade máxima é tecnicamente confidencial, diz Daniel Brown.
O submarino USS John Warner tem 115 metros de comprimento, 10 metros de largura e aproximadamente 15 metros de altura. O navio também possui deslocamento de 7.800 toneladas e pode atingir profundidades de mais de 240 metros.

Irã ameaça 'destruir por completo' maiores cidades de Israel

A advertência foi transmitida através da televisão estatal iraniana na sexta-feira (11).
O clérigo iraniano de alto nível Ahmad Khatami afirmou no ar da televisão estatal que o Irã aniquilará a capital de Israel, Tel Aviv, e a terceira maior cidade, Haifa, se o país atuar "imprudentemente".
Não temos nada a ver com a bomba nuclear, ao invés disso, nossa política é uma política de contenção. Nessa direção, o poder de mísseis do Irã está crescendo a cada dia para que Israel não possa dormir, temendo essa força. Se Israel atuar imprudentemente, nós destruiremos Tel Aviv e Haifa por completo", declarou.
Na madrugada de 10 de abril as Forças de Defesa de Israel realizaram um ataque aéreo a posições do Irã na Síria em resposta a um suposto ataque com mísseis de Teerã a partir do território sírio.
Avaliando os ataques, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia ressaltou que um total de 28 caças participaram da operação. Foram lançados mais de 60 mísseis, tendo a maioria deles sido derrubada pela defesa antiaérea síria.

Israel mostra momento exato em que destrói sistemas sírios Pantsir-S1 (VÍDEO

Confira o momento em que um míssil israelense atinge sistemas de defesa móveis sírios.
No decurso do recente ataque realizado por Israel contra as posições iranianas na Síria, a aviação israelense enfrentou uma forte resposta dos sistemas de defesa antiaérea sírios, mas conseguiu destruir cinco deles, comunica o jornal The Jerusalem Post.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) publicaram em seu Twitter um vídeo que mostra a aproximação do míssil israelense Spike NLOS ao sistema de defesa antiaérea Pantsir-S1 do exército sírio.
O vídeo foi gravado pela câmara instalada no próprio projétil. Além disso, é possível observar um grupo de três pessoas que se encontra perto do Pantsir-S1.
Na madrugada de 10 de abril as Forças de Defesa de Israel realizaram um ataque aéreo a posições do Irã na Síria em resposta ao suposto ataque com mísseis de Teerã a partir do território sírio.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Classe Tamandaré: Damen e Wilson Sons realizam encontros para debater conteúdo local e desafios do mercado

Evento com fornecedores vai discutir a construção de Corvetas Classe Tamandaré para a Marinha do Brasil

A Damen Schelde Naval Shipbuilding, companhia holandesa e uma das líderes mundiais em construção naval, e a Wilson Sons Estaleiros realizam nos dias 9 e 10 de maio uma série de encontros com 18 fornecedores locais, no Guarujá (SP). O objetivo é unir esforços com os melhores prestadores de serviço no segmento de construção naval no Brasil para garantir o mais alto padrão de qualidade na execução do projeto de construção das Corvetas Classe Tamandaré para a Marinha do Brasil.
“Já temos experiência na construção de corvetas em três países – Holanda, México e Indonésia – e estamos preparados para mais esse contrato”, diz René Berkvens, CEO da Damen. “Nesses encontros, queremos compartilhar nossa visão com os fornecedores locais e discutir as oportunidades que a construção dessas corvetas trariam para as empresas envolvidas e para o mercado”.
Com mais de 9 mil funcionários, a Damen opera 33 estaleiros nos cinco continentes. Ao longo dos últimos 50 anos, a companhia construiu mais de 6 mil embarcações de diversos tipos e tamanhos. Na década de 1990, a Damen foi contratada pela Marinha do Brasil para a construção do veleiro Cisne Branco, embarcação que exerce funções diplomáticas e participou das comemorações dos 500 anos de descobrimento do país.
Se conquistar o contrato, as corvetas serão construídas nos estaleiros da Wilson Sons, no Guarujá. As duas empresas são parceiras há mais de 20 anos, com mais de 90 projetos elaborados em conjunto. Além de mais de 50 rebocadores e 20 embarcações de apoio offshore para clientes diversos, o portfólio dessa parceria conta também com 10 lanchas balizadoras para a Marinha do Brasil.
“Somos reconhecidos no mercado pelo nosso histórico de entregas dentro do prazo, dentro do orçamento, e seguindo as melhores práticas SMS e qualidade do mercado. Ter a Damen diretamente envolvida neste trabalho vai agregar ainda mais know-how para a construção das embarcações”, afirma o diretor executivo da Wilson Sons Estaleiros, Adalberto Souza.
Atualmente, a Wilson Sons Estaleiros está construindo quatro rebocadores com design Damen, além de estar trabalhando na conversão de um PSV (Platform Supply Vessel) para OSRV (Oil Spill Recovery Vessel). A companhia tem também programadas 18 docagens para 2018.

Sobre o Grupo Wilson Sons

O Grupo Wilson Sons é um dos maiores operadores integrados de logística portuária e marítima no mercado brasileiro e oferece soluções da cadeia de suprimento, com mais de 180 anos de experiência. A Companhia presta uma gama completa de serviços para as empresas que atuam na indústria de óleo e gás, no comércio internacional e na economia doméstica, conectando as melhores soluções aos resultados esperados pelos seus clientes. Com presença nacional, atua de forma inovadora, acompanhando as tendências do mercado.

Israel ataca dezenas de alvos iranianos na Síria

Israel: Forças iranianas dispararam foguetes contra as colinas de Golã