quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Escrito por Felipe Salles



Como maneira de dar aos seus leitores uma melhor e mais clara percepção do pensamento atual dentro dos gabinetes da Marinha do Brasil e do Ministério da Defesa, Alide obteve com exclusividade esta apresentação proferida durante o recente seminário "Amazônia Azul" na EGN pelo Almirante (FN) Alvaro Augusto Dias Monteiro apresentação em power point pode ser obtida aqui:


Ao lado de conceitos bem tradicionais, pode-se perceber uma importante modificação filosófica, mais alinhada com as políticas exteriores do Governo Lula e do futuro governo Dilma. Neste novo "mundo"o Brasil se afasta do tradicional parceria automática com os EUA e com as potencias européias, em prol de uma posicionamento geo-político/militar bem mais independente e com um direcionalmento claramente em direção ao continente africano. Além desta apresentação, não deixem de olhar também as palestras do Ministro Jobim, do sr Racheb da Petrobras e do Almirante Fragelli



O interessante é saber o quento mais este novo viés se desenvolverá ao longo do governo que se inicia em 1o de janeiro de 2011.

O submarino nuclear russo "São Jorge" retornou à sua base naval.

O submarino nuclear russo "São Jorge" retornou à sua base naval na Península de Kamchatka, depois de concluir com êxito manobras militares, informou o serviço de imprensa da frota russa do Pacífico.




"Um vez que o submarino nuclear atracou e o relatório de capitão Anatoly Nesheret foi entregue, o comandante da frota russa no Pacífico, Almirante Sergei Abakayan, felicitou a tripulação e entregou ao capitão o tradicional porco assado", disse a fonte.



Da mesma forma, o serviço de imprensa adicionou que os submarinos da classe "São Jorge" [Nota da ALIDE: na realidade o submarino K-433 Svyatoy Georgiy Pobedonosets pertence à classe russa Project 667BDR/"Kalmar". Na terminologia da OTAN ele é um submarino lançador de mísseis balisticos da classe "Delta III"] formam atualmente a base das forças nucleares estratégicas da Rússia no Oceano Pacífico.



Em Outubro, o submarino "São Jorge" realizou desde o mar de Okhotsk, o lançamento de um míssil balístico de intercontinental em direçao ao polígono militar de "Chizha", localizado no Mar Branco, do lado europeu da Rússia.



O lançamento do míssil balístico pelo "São Jorge", em posição submergida, fazia parte de uma série de testes de outros mísseis balísticos, como o Sinevá lançado desde o submarino "Briansk" em águas do Mar de Barents e do lançamento de teste do novo míssil Bulavá, feito apartir do submarino "Dmitri Danskoi".



Fonte: RiA Novosti

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Físicos brasileiros sugerem que energia do vácuo pode destruir estrelas

Agência Fapesp - Fapesp


Seria a energia presente no vácuo capaz de controlar o destino de estrelas ou até mesmo do Universo inteiro? Uma nova linha de pesquisa conduzida por físicos brasileiros está mostrando que talvez isso seja possível. O assunto é o destaque da nova edição da revista Unesp Ciência, da Universidade Estadual Paulista.





Divulgação/NasaIlustração de estrela de nêutrons cercada por detritos espaciaisOs físicos descobriram, na teoria, um efeito capaz de transformar a energia do espaço vazio em protagonista de uma destruição “cataclísmica”, como definiu George Matsas, professor do Instituto de Física Teórica (IFT) da Unesp em São Paulo. O fenômeno é chamado de “despertar do vácuo”.



Matsas coordena o Projeto Temático “Física em Espaços-Tempos Curvos”, apoiado pela Fapesp.



A descoberta foi feita pelo professor Daniel Vanzella, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo, e seu aluno William Couto Corrêa de Lima, que faz doutorado com Bolsa da Fapesp, e foi descrita em abril na revista Physical Review Letters.



Vanzella e Lima esboçaram as situações em que o “despertar” poderia ocorrer. Junto com a dupla, Matsas assinou outro artigo na edição de 8 de outubro da mesma revista, no qual exploraram uma dessas situações em detalhe.



Os cientistas mostraram como a gravidade de uma estrela de nêutrons em formação pode conceder ao vácuo o poder de destruir a própria estrela.



Com base no que se conhece hoje do assunto, não há nenhum princípio geral que impeça o efeito gerador de catástrofes estelares de ocorrer. Mas somente com observações pode-se verificar se esse despertar do vácuo ocorre na prática ou não

domingo, 7 de novembro de 2010

A fibra ótica pode ser usada como um meio de comunicação ou como base para sensores

AMX-A1Um AMX lançando uma bomba guiada por fibra ótica e TV. O desenho mostra o detalhe do fio de fibra ótica sendo desenrolado no cabide e na traseira do míssil para diminuir a tensão no fio e permitir manobras evasivas pela aeronave.



A fibra ótica pode ser usada como um meio de comunicação ou como base para sensores capazes de medir vários parâmetros. No primeiro caso, o objetivo é evitar que as ondas de luz enviadas pela fibra sejam afetadas pelo ambiente o que pode levar a corromper a mensagem. Os sensores de fibra ótica, por outro lado, exploram estas mudanças para medir parâmetros como tensão, temperatura, deslocamento, pressão, corrente elétrica, campo magnético e outros valores materiais e ambientais.




Nos dois casos, a fibra ótica tem várias vantagens em relação aos equivalentes elétricos como largura de banda, pequeno peso e tamanho, resistência a corrosão, flexibilidade geométrica e imunidade a interferência eletromagnética. No caso de arranjo de sonares rebocados, a fibra ótica pode ser usada como sensor e como transmissor de dados ao navio mãe.



Os links de comunicações por fibra ótica estão substituindo os equivalentes de cabo de cobre em várias aplicações militares como complexos de Centro de Comando e eletrônicos de veículos (vectrônicos). Várias marinhas estão instalando LANs de fibra ótica abordo de navios (US Navy e França por exemplo).



A capacidade dos links de fibra ótica de levarem dados seguros e transmitir imagens de grande banda tornam o sistema ideal para várias aplicações que precisam do comando humano de armas e sensores. O operador pode usar as saídas de dados da cabeça de busca para realizar reconhecimento durante o caminho e enviar vários comandos durante a fase terminal.Pode identificar o objetivo de interesse no meio de vários alvos em potencial, selecionar o ponto de impacto, trancar a cabeça de busca naquele local e abortar a missão se houver dúvida sobre a identificação.



Outras vantagens incluem voar a arma longe da linha de visão do alvo escondendo o local de lançamento e mantendo a maior parte do complexo e caro sistema de guiamento na estação em terra. Contudo, os requerimentos de desenrolamento do cabo de fibra ótica a altas velocidades determinam limitações do projeto da fibra ótica e da bobina onde está enrolado.



Sistemas de controle de vôo tipo "Fly-By-Light' (FBL) são uma especialização da aplicação da fibra ótica para comunicação de dados. Assim como os sinalizadores elétricos (fly-by-wire) substituíram os cabos e roldanas para transmitir os comandos para as superfícies de controle, o FBL será o próximo passo substituindo o FBW. Os experimentos mostraram que não existe muita vantagem em redução de peso e custo. A capacidade atual dos canais de fibra ótica é de 100Mbits/s e poderá alcançar 8Gbits/s no futuro e poderá substituir o databus MIL-STD-1553B de 1Mbits/s.



Empresas fabricantes de sonares como a Alenia Elsag Sistemi Navali e Thomson Marconi Sonar já testaram sonares rebocados usando fibra ótica como elementos sensitivos. O Naval Research Laboratory (NRL) vem trabalhando com a Litton Guidance & Control Systems nesta aplicação incluindo o All-Optical Deployable System (AODS) e All-Optical Towed Array (AOTA). O AODS tem o objetivo de produzir um sistema de vigilância compacto usando bateria para operações em águas rasas. Nos testes em 1996, um sistema com hidrofones de 64 canais de fibra ótica foi lançado em menos de um dia e operou por cinco meses.



Os giroscópios de fibra ótica (FOG em inglês) tem várias vantagem em relação os mecânicos ou a laser como custos, vida útil, velocidade de inicialização, tamanho pequeno, baixo peso e rusticidade. Os FOGs exploram o efeito Sagnac onde dois raios viajando em direções opostas ao redor de um círculo chegarão ao ponto de referência com uma diferença de fase devido a rotação. Este conceito é implementado ao enviar dois raios de luz em um rolo de fibra e reunir os dois num detector. Sem a rotação do rolo, os dois sinais estão na mesma fase e formam um pico máximo de sinal no detector. Com a rotação do rolo, o sinal interfere e o detector percebe diminuição da energia. A energia no detector é função da diferença de fase entre os dois raios e está relacionado com a taxa de rotação das relações acima.

Os FOG estão sendo integrados em sistema de navegação que incluem o uso de GPS para tirar vantagem dos dois sistemas. A Litton Guidance & Control Systems e a Rockwell Collins está desenvolvendo um sistema para equipar mísseis, aeronaves, veículos e outras plataformas. O peso será de 3,2kg com um volume de 1,6 litros.



A Guerra do Golfo em 1991 demonstrou a necessidade de detectar agentes biológicos efetivamente. O NRL projetou e construiu um biosensor de fibra ótica naquele conflito. O sensor usa DNA e anticorpos para reconhecer patógenos empregando a fibra ótica como detector.



Várias companhias tem desenvolvido sistemas de proteção de perímetro com sensores de fibra ótica para detectar invasores. Um dos benefícios é a imunidade a interferência eletrônica como a encontrada próxima a equipamentos de alta voltagem ou áreas sujeitas a relâmpagos.



Os links de fibra ótica estão sendo usados para substituir os fios de cobre no guiamento de torpedos. Como exemplos temos o Seahake DM2A4 alemão que equipara o submarino Type U-212, o Mk-48 ADCAP americano que estão sendo modernizados e o A184 Advanced italiano que também equipara os submarinos Type U-212 em 2004. O Torpedo 2000 da Boford vendido ao Brasil (cancelado) pode ser equipado com cabo de fibra ótica, mas por enquanto só usa o fio de cobre. A Suécia também produz o torpedo leve TWS 90 guiado por cabo de fibra ótica permitindo comunicação em duas vias com o torpedo. A fibra ótica é estendida de uma bóia equipada com rádio que mantém comunicação com a aeronave lançadora. Os EUA também estão testando o conceito de torpedo leve guiado por fibra ótica e já fizeram teste com um Mk-46 modificado.



O link de cabo de fibra ótica pode ser usado para guiamento e comunicação, permitindo que o submarino comande a cabeça de busca do torpedo e pode usá-la como sensor para o conjunto de combate submarino. O torpedo pode ser guiado por fio ou de forma autônoma após partir o cabo. Com o comando por cabo a resistência a contramedidas é aumentada e a probabilidade de acerto aumenta com a troca de dados e comando humano. Modos Wakehomig também aumenta a probabilidade de destruição e de contra-contramedida.



A fibra ótica também pode ser usada em bombas, sonobóias e veículos pilotados remotamente aéreos, terrestres e submarinos(UAV - Unmanned Air Vehicles, UGV - Unmanned ground Vehicles e AUV - Autonomous Underwater Vehicles, respectivamente).






O Hussard 2 da Aerospastiale é um UAV que pode usar controle por rádio convencional e link de fibra ótica. A fibra ótica oferece a vantagem de grande largura de banda e imunidade a interferência. O Hussard 2 tem autonomia de 1hora e alcance máximo de 8km(comprimento da fibra). Pousa em uma pista de 40 x 5 m e voa a uma velocidade de cruzeiro de 130km/h. Em algumas classificações de UAVs, o míssil Polyphem já foi classificado como UAV ofensivo descartável.




Os despistadores rebocados de fibra ótica (Fibre-Optic Towed Decoy - FOTD) estão se tornando parte dos subsistemas defensivos de aeronaves militares. Um gerador de técnicas de interferência na aeronave mãe replica sua assinatura de radar que é transmitida até o FOTD pelo cabo de fibra ótica. O interferidor passa a irradiar o sinal para enganar mísseis atacantes para longe da aeronave defendida.



A DASA esta desenvolvendo um despistador rebocado para o F-4F e Tornado alemães e a GEC-Marconi equipara o EFA com outro modelo. A Dassault Electronique e a GEC-Marconi estão desenvolvendo outro modelo para o Mirage 2000 e a Celsius Tech esta desenvolvendo um para o Gripen. O AN/ALE-55 FOTD da Sanders americana equipara o B-1B, F-15E, U-2 e F-18E.



Comunicações



Fibra Ótica é um fio de vidro puro flexível, muito fino que conduz luz. O Fio tem um núcleo e uma casca de revestimento de nylon ou outros materiais. O diâmetro é de cerca de 1/10 de milímetro.



A fibra ótica tem diversas vantagens em relação aos fios metálicos. Por ter propriedades dielétricas a FO tem algumas características particulares como:



Imunidade a interferência. As FO são imunes a interferências eletromagnéticas com as causadas por descargas elétricas, rádio frequência, estações de rádio e impulsos eletromagnéticos;

Grande capacidade de transmissão e baixa atenuação. Transmitem muito mais informações que os cabos metálicos.

Pequenas dimensões e baixo peso. O peso é centenas de vezes menor que os cabos metálicos e são bem mais compactos. Uma bobina de cabo de campanha de 3.200m de fio de comunicações pesa 65kg, enquanto uma FO militarizada pesa 2.5kg e tem 12km de extensão.

Sigilo. Não é possível desviar os sinais de uma FO como é facilmente conseguido com os cabos metálicos. É praticamente impossível colocar uma escuta em uma FO.

Matéria prima. O Brasil é a maior reserva mundial de quartzo, a matéria prima da FO.

Colocar em comunicações daqui para baixo.

A fibra ótica é usada em larga escala pelos EUA, Alemanha, França e UK, entre outros, para comunicações em campanha.

Tabela comparativa de fios metálicos militares e fibra ótica.



Mísseis anti-carro guiados por cabo existem há mais de 5 décadas. O guiamento por fio metálico é usada em guiamento de mísseis de curto alcance desde a 2a Guerra Mundial. Os alemães também testaram um míssil ar-ar guiado por cabos durante a Segunda Guerra Mundial.




A idéia de introduzir uma fibra ótica num sistema de míssil tático não é nova. Os mísseis anti-carro BGM-71 TOW de primeira e segunda geração foram testados com fios de fibra ótica. Um míssil Mamba-L da MBB já foi testado em um conceito de míssil guiado por fibra ótica de curto alcance (2,5km). Em 1984, a MBB demonstrou o comando e transmissão de vídeo a 7km de distância num cabo de fibra ótica multimodo.



A fibra ótica é considerada ideal para controle de armas e sensores sobre controle humano (man-in-the-loop - MITL). O uso de tecnologia de fibra ótica para defesa de teatro de curta de distância e armas guiadas superfície-superfície estão sendo estudadas em vários países.



A principal característica dos mísseis guiados por fibra ótica e com sensores de imagem é a polivalência. Eles podem atacar carros blindados e carros de combate, fortificações, helicópteros e tem capacidade anti-pessoal. Os mísseis guiados por fibra ótica podem atacar pela parte superior que é a parte menos protegida de um tanque ou fortificação ou diretamente se o alvo estiver coberto na parte superior.



Nos estudos de sistemas anti-helicópteros do US Army, foi concluído que para atacar um helicópteros é necessário usar um míssil de hipervelocidade ou de fibra ótica devido ao pouco tempo que os helicópteros ficam visíveis. Os mísseis de hipervelocidade usariam a velocidade para alcançar a aeronave o mais rápido possível enquanto o míssil guiado por fibra ótica usaria sua cabeça de busca e capacidade de re-aquisição para a busca sistemática da aeronave escondida no relevo e vegetação.



Nos mísseis guiados por fibra ótica, o fio se desenrola de um carretel na traseira do míssil quando disparado de plataforma estacionária. Uma plataforma móvel precisa de carretel no lançador pois pode manobrar durante e após o disparo. O guiamento de meio curso é feita geralmente com piloto automático e o guiamento final é geralmente semi-automática para melhorar precisão. O atirador só faria a identificação e indicação do alvo. Ele pode escolher o melhor ponto de impacto e a qualquer momento pode tomar controle manual do míssil.



O cabo pode se desenrolar sem problemas a velocidades próximas de Mach 1. Em altas velocidades o problema será a capacidade de reação humana.



A maioria das características próprias dos mísseis guiados por fibra ótica são resultado do controle humano:



- Identificação precisa do alvo e seleção do ponto de impacto pelo operador. A missão pode ser abortada caso ocorra dúvida sobre a identificação do alvo;



- Reconhecimento durante a rota. Os mísseis guiados por fibra ótica podem verificar se a área sobrevoada apresenta muitos inimigos e mandar informações para ataque de outros mísseis guiados por fibra ótica ou artilharia. Também é possível fornecer designações de alvos adicionais;



- Uso potencial das imagens adquiridas durante o vôo para melhorar a vigilância e reconhecimento através da gravação das imagens para análise posterior.



- O operador pode tomar o controle a qualquer momento, para controlar o disparo, escolher o ponto de impacto durante a aproximação do alvo e obter a avaliação do impacto instantaneamente. A capacidade de poder escolher a melhor parte do alvo para atingir pode ser uma parte vital como, por exemplo, uma janela do prédio, vão de uma ponte ou CIC do navio ou próximo a linha d'água de um navio para tentar alagar;



- Podem atacar alvos de oportunidade;



- Impacto altamente preciso em relação a distância de disparo, permitindo ataques cirúrgicos e minimizando os danos colaterais;



- Disparo de posições ocultas assegurando proteção para o sistema e tripulações. O atirador não precisa ter uma linha direta de visão até o alvo e pode permanecer abrigado durante todo o tempo;



- A estação de disparo - integrada - pode ter um computador e um vídeo de alta resolução com algorítimo de processamento de imagem. Também é usada para planejamento de missão antes do engajamento e pode armazena um mapa digitalizado da região simultaneamente durante o vôo. O ideal é que a estação tenha dois vídeos incluindo a necessidade de back-up. A estação também pode ser usada para treinamento e simulação sem hardware adicionais. Como a maioria do hardware eletrônicos mais sofisticado fica fora do míssil como os computadores, eles podem ser mais sofisticados, maiores e ter tecnologia aberta o que facilita a logística e diminui os custos. Também não necessitariam ser miniaturizados e ter controle ambiental no míssil. O resultado é um custo e peso mais baixo;



- Controle e coordenação de vários mísseis pela mesma plataforma ou operador facilitando a concentração simultânea de vários mísseis contra um alvo muito defendido e saturando as defesas;



- O subsitema de processamento de imagem deve ser capaz de detecção de alvos, reconhecimento, classificação e pré-selecionamento de fases. O operador deve intervir o mínimo possível fazendo apenas a validação e ajustando a posição de impacto final.



- Como os mísseis guiados por fibra ótica podem mudar o curso durante o vôo, eles podem ser disparados em uma direção diferente e não diretamente até o inimigo e as mudanças de curso atrapalhariam os radares de contra bateria. Não é necessário disparar e se movimentar para outro disparo. Os mísseis guiados por fibra ótica podem enfrentrar os radares de contrabateria.



- Podem fazer re-aquisição do alvo se perderem a primeira passagem.;



- A flexibilidade é enorme, pois, deparando-se com alvos múltiplos, o operador pode escolher o que representa a maior ameaça ou o de maior prioridade como o primeiro veículo de um comboio para imobilizar o mesmo, os veículos de comando ou de defesa aérea;



- Pode realizar manobras evasivas se engajado pelas defesas aéreas. Os sensores IR e TV podem detectar munição traçadoras e mísseis SAM inimigos;



- Um piloto pode diferenciar entre o alvo e contra medidas lançadas pelo alvo. Um exemplo seria o flare lançado por navios;



- Faz avaliação dos danos de batalha instantânea após o impacto;



- É polivalente e pode ser usado contra vários tipos de alvos como veículos, helicópteros, embarcações e construções;



- Tecnologia disponível;



- O míssil e a estação de disparo não precisam estarem fisicamente próximos. Um data link de fibra ótica entre o lançador e a estação de disparo permite o disparo do míssil aumentando ainda mais a flexibilidade e capacidade de sobrevivência do sistema;



- Espoleta programável após o disparo para se adaptar ao alvo;



- Pode ser lançado de várias plataformas como infantaria, veículos, artilharia, helicópteros, aeronaves, navios e submarinos.



- Projeto modular podendo aceitar vários tipos de ogiva.



Na invasão recente do Iraque os americanos poderiam ter muitos problemas se os iraquianos estivessem armados com FOM de curto alcance. Os mísseis poderiam ser disparados de longo alcance e além da linha de visão causando muitas baixas nas formações americanas avançando. Na fase posterior a invasão os insurgentes poderiam usar os mesmos mísseis para atacar as bases e comboios americanos de locais seguros sem se arriscar. Até mesmo os helicópteros seriam ameaçados. Armas sofisticadas como os caças em bases aéreas seriam alvos tentadores e estariam ameaçados.




As forças israelenses investiram nos mísseis Spike guiados por fibra ótica e poderiam sofrer muito nas mãos dos seus terroristas vizinhos se estivessem armados com mísseis FOM. O Hezbola usou mísseis sofisticados de origem russa contra os israelenses causando pesadas baixas. Uma arma mais sofisticada poderia ter causado ainda mais danos. Até mesmo as casas nas vilas onde os soldados se escondiam eram atacado e foi quando sofreram as maiores baixas.



As Forças Armadas brasileiros poderiam ser beneficiadas com sistemas semelhante assim como a industria nacional. A MB já está desenvolvendo um míssil anti-navio, o MAN-1, com tecnologia derivada do Exocet. A mesma tecnologia poderia ser usada para um míssil guiado por fibra ótica e sensores TV e IIR no lugar do radar. O míssil passaria a ter capacidade de atacar alvos em terra. O cabo de fibra ótica seria desenrolado do míssil e do navio para evitar que a tensão parta o cabo. Um versão disparada por helicópteros poderia atacar alvos ainda mais distantes. Uma versão lançada de submarinos também seria interessante dando capacidade de atacar navios e alvos em terra. A versão lançada de terra seria interessante para a artilharia de costa.



A Avibrás já tem o projeto FOG-MPM que está paralisado. O míssil seria ideal para armar os helicópteros Lynx, Esquilo e AH-2 Sabre que equipam as nossas forças. Uma versão menor seria necessário para complementar o míssil MSS.1 e também para equipar os helicópteros. Uma versão maior seria usado para atacar alvos atrás das linhas sendo equivalente ao Spike NLOS. As versões propostas com alcance de 60km poderiam ser usadas pelos navios da MB até mesmo contra helicópteros fora do alcance dos mísseis SAM. Mais complicado seria fazer uma versão do FOG-MPM para disparo de submarinos, equivalente ao IDAS e Triton, para atacar helicópteros, embarcações pequenas e alvos em terra.



O Kit de bomba SMKB poderia ter guiamento terminal com TV/IIR com um link de fibra ótica para aumentar a precisão na fase final. Sem controle do código do GPS é bem provável que um sistema de guiamento adicional seja necessário. A precisão do INS não é suficiente para a maioria dos alvos de ponto como uma ponte ou blindado. A versão guiada por fibra ótica poderia equipar os A-29, A-1M e F-5EM.



SPICE (Smart, Precise Impactant Cost-Effective Guidance

A empresa israelense Rafael Armament Development está comercializando uma nova arma guiada lançada de aeronaves. Descrita como uma Popeye simplificada, ou uma JDAM melhorada, a SPICE (Smart, Precise Impactant Cost-Effective Guidance Kit) usa dois kits de guiamento para converter bombas burras em armas de precisão de longo alcance.




Os requerimentos de Israel para uma nova classe de armas ar-superfície de longo alcance apareceram após a Guerra do Yom Kippur em 1973. Os israelenses foram um dos primeiros países a reconhecer a necessidade de atacar alvos indiretamente e a longa distância com a adoção de armas de longo alcance.



A primeira resposta foi o programa Popeye. O míssil mostrou ser eficiente, mas de alto custo. No fim da década de 80 a Rafael passou a estudar meios para conseguir precisão e desempenho semelhante a Popeye com um custo menor.



Em 1987-1988 a empresa apresentou o conceito da Pyramid que usava o mesmo sistema de guiamento da Popeye instalado em uma bomba planadora semelhante ao conceito da Walleye. A Guerra do Golfo de 1991 gerou um novo impulso no desenvolvimento da SPICE de baixo custo.



A Spice é um míssil de longo alcance, com guiamento de meio curso por INS e GPS e cabeça de busca terminal eletro-ótica (TV ou IIR) que pode transmitir imagens do alvo para a aeronave lançadora ou outra aeronave equipada com o casulo de datalink.



A JDAM é um kit produzido pela Boeing para transformar bombas burras em armas guiadas por GPS/INS. A Spice também usa este sistema de guiamento no trajeto de meio curso até o alvo. A SPICE está classificada como arma de longo alcance, da mesma classe da Storm Shadow ou JASSM, mas com um custo muito inferior, e uma classe acima das munições guiadas de precisão como a JDAM.



Porém, ao contrário da JDAM, a Spice não usará apenas a guiamento por satélite para atingir as coordenadas do alvo. A Rafael adicionou uma cabeça de busca eletro-ótica para guiar a arma na fase terminal.



Enquanto a JDAM tem um alcance máximo quando lançado a grande altitude limitado a menos de 25km, a Spice pode ser lançada a mais de 60km do alvo quando disparada a 14 mil metros de altura. O alcance varia de acordo com a altitude de lançamento e velocidade da aeronave podendo ser lançada de grandes e baixas altitudes.



O alcance permite que seja lançada além das defesas inimigas, incluindo mísseis de defesa aérea de área. A Spice também pode ser usada contra navios. Seu sistema de guiamento passivo limita a capacidade de detecção pelo inimigo ser dar alertas aos sistemas de apoio de guerra eletrônica como faria um míssil guiado por radar.

A cabeça de busca usada pela Spice tem grande ângulo de visada, permitindo que o piloto adquira o alvo facilmente, e pode realizar avaliação de danos de ataque, quando recebe as imagens pelo datalink. A cabeça de busca é adaptável podendo ser do tipo TV CCD ou imagem infravermelha (IIR). É o mesmo sensor usado nos mísseis anti-carro guiados por fibra ótica Spike-ER.




A aquisição de alvos é simples: piloto voa até uma área pré-determinada onde seleciona um alvo específico a partir de uma lista na memória da Spice junto com a rota de navegação e imagem do alvo. Após o disparo, a arma plana pela trilha de vôo planejada, usando o GPS/INS, até um ponto predeterminado onde os sensores EO tomam controle usando o INS/GPS combinado com imagem do sensor ou comparação de terreno. O sensor pode procurar o alvo automaticamente em uma grande área. Depois de localizado o alvo, a arma é alinhada com o alvo.



No alcance visual, o sensor identifica o alvo comparando com a imagem do alvo já armazenada na memória. Com a aproximação do alvo a identificação fica mais fácil e é possível escolher o ponto de impacto automaticamente. Isto permite diminuir o CEP, erros de localização, identificação e interferência do GPS. O ângulo de impacto também pode ser escolhido antes do disparo. Num ataque em mergulho a velocidade chega a Mach 0,9, ideal para penetrar em alvos bem protegidos.



A Rafael oferece um datalink opcional para avaliação de danos de batalha e controle manual. O datalink transmite imagens para a tela na cabine do piloto que determina o melhor ponto do alvo onde a arma irá atingir. O operador pode selecionar o ponto de impacto mais vulnerável, como o centro de informações de combate de um navio, para maximizar os danos. O datalink pode ser instalado no casulo Litening.



O uso de guiamento terminal eletro-ótica com transmissão das imagens para o operador permite que a arma seja mais flexível. O conceito "man-on-the-loop" permite o reconhecimento durante o trajeto e até engajar alvos de oportunidade.



A SPICE foi otimizada para lançamento a grande altitude. Não usa lançamento para cima (loft) e por isto não é boa para disparo a baixa altitude. A tática usual é penetrar a baixa altitude e subir para disparar. Com o datalink é possível disparar e fugir imediatamente com outra aeronave podendo controlar a arma a até 100km de distância.



A cabeça de busca tem campo de visão largou ou estreito com zoom. O campo de visão largo é usado para adquirir o alvo, o zoom estreito é usado na fase terminal para escolher o ponto de impacto (janela, pilastra, vão de ponte, COC de navio). O sensor é ligado quando está próximo ao alvo, geralmente a menos de 1 minuto do impacto e já apontado para o alvo.



Uma limitação do sistema é que a bomba e a aeronave lançadora ou equipada com o datalink tem que estar na linha de visada para pode manter o controle do míssil. Esta fase pode ser restrita a fase final quando o sensor é ligado e está transmitindo. O guiamento de meio curso é feita de modo automático. O guiamento semi-automática ou manual é opcional quando equipado com datalink. As JDAM ou similares sem cabeça de busca terminal são dependentes de fenômenos conhecidos como erro de localização do alvo. As coordenadas do alvo podem variar dependendo da hora do ataque relativo a curvatura da terra. Apenas os EUA tem uma constelação de satélites para fornecer pontaria e minimizar o erro do GPS. Então a cabeça de busca para guiamento terminal é necessária para outros países que queiram compensar a menor precisão.




Na falta de mísseis anti-radiação para destruição das defesas aéreas inimigas, a opção é usar armas com alcance maior que as defesas inimigas para diminuir as perdas de aeronaves amigas. A Spice é um meio de aumentar a capacidade de sobrevivência contra alvos estratégicos bem defendidos.



A Spice seria usada primariamente contra alvos de alto valor bem defendidos como postos de comando e bunkers, centros de defesa aérea, radares de alerta antecipado, posições de mísseis SAM e instalações de infra-estruturais críticas. A arma é mais importante nas fases iniciais de uma campanha aérea ao atacar centros de Comando e Controle e Sistemas de Defesa Aérea Integrados (IADS). Após a destruição destes sistemas as defesas inimigas entrarão em colapso permitindo o uso de armas mais baratas com bombas burras lançadas manualmente ou com pontaria de radar.



O desenvolvimento da Spice iniciou no meio da década de 90. A Spice combina o conceito de kits de guiamento com as vantagens do Popeye e uma cabeça de guiamento pequena. O resultado é uma arma mais simples e completa que o Popeye e JDAM. A escolha do tipo de bomba significa poder adaptar o poder de destruição ao tipo de alvo. A SPICE já foi testada na Mk84 de 900kg e na Mk83 de 450kg. No Salão Aeroespacial de Le Bourget de 2003, a SPICE foi mostrada na bomba penetradora IMI PB-500.



O primeiro modelo a ser comercializado foi a Spice 2000 equipada com uma bomba Mk84 de 2000lb (900kg) e já operacional nos F-16 de Israel desde 2003 e em 2009 foi anunciado que será integrada nos F-35 israelenses. A Spice já foi usada nos conflitos no Líbano em 2006 em em Gaza em 2009. O novo membro da família é o Spice 1000, mostrado em 2005, e adaptado a uma bomba Mk83 de 1000lb (454kg). O alcance é bem maior que 60km por usar asa dobráveis no meio do corpo podendo chegar a 100km. A Spice 1000 poderá ser mais fácil de integrar em aeronaves de caça por ser mais leve.



A Popeye, conhecido nos EUA como AGM-142 Raptor, tem um custo de US$680-740 mil dependendo da quantidade adquirida. A Spice custaria de 30% a 20% deste valor (US$100-200 mil), dependendo da quantidade encomendada e sensores usados (TV, IIR e datalink), com 60% da capacidade. Os kits Spice são armazenados em um container reforçado sendo necessário apenas uma checagem a cada 5 anos.



Entre as concorrentes da Spice estão a Popeye e Popeye Lite, a PGM britânica, a AASM francesa, a AGM-130 americana e o Kh-59 russo, todos guiados por TV/IR. A Grécia comprou a Spike em 2007 para equipar suas aeronaves de ataque.



A Spice é uma opção para armas os caças A-1M e F-5EM da FAB e AF-1 da MB. Cada aeronave poderia ser equipada uma ou duas bombas, dependendo do alcance do alvo, enquanto um biposto levaria o casulo com o datalink para guiar as bombas. A SPICE poderia ser usada contra navios, alvos em terra de alto valor como radares, bunker e pontes e sempre mantendo o caça fora do envelope das defesas aéreas inimigas.

sábado, 6 de novembro de 2010

Dos Pampas ao Nordeste: o Cartorze pronto para o combate





Já era noite quando os cinco caças F-5EM do 1°/14° GAV pousaram em Natal após cruzarem todo o país, vindos de sua base no Rio Grande do Sul. O Esquadrão Pampa, como é chamado, chega para a CRUZEX V com a experiência da participação em vários exercícios, como a Red Flag e todas as CRUZEX anteriores.



Mas apesar de não ser novata, a unidade encara a CRUZEX V como uma grande oportunidade de aprendizado. Foi o que explicou o Major Francisco Bento Antunes logo após desligar as duas turbinas do seu jato de combate. “O esquadrão tem uma excelente perspectiva para essa operação em função da participação de unidades estrangeiras e a possibilidade de intercâmbio na ampla variedade de missões da aviação de caça”, afirmou.



Para superar os desafios dos próximos dias, o 1°/14° GAV preparou seus pilotos em missões de ataque, escolta e combate aéreo, semelhantes às que cumprirão na CRUZEX V. A novidade neste ano é que pela primeira vez o Pampa voará na força de coalizão com seus caças equipados com sistemas de última geração. “Voando com o F-5 modernizado nós temos uma excelente perspectiva de missão, aquisição de conhecimento e troca de experiências”, disse o Major Bento.



Criado em 1947 na Base Aérea de Canoas, o 1°/14° foi a primeira unidade de caça brasileira da região sul. O esquadrão cumpre missões de defesa do espaço aéreo e ataque ao solo, e desde 1976 opera os caças F-5E Tiger II, de fabricação norte-americana. Em 2005, o Pampa recebeu seu primeiro F-5 modernizado com novos sistemas de voo, radar, ataque e proteção. Os novos aviões foram denominados F-5EM.  O favoritismo do Brasil pelo caça francês Rafale fica cada vez mais evidente. Desta vez, o avisão vai participar da operação Cruzeiro do Sul – treinamento militar que acontece a cada dois anos comandado pelo Brasil. Cem caças devem estar no exercício que deve começar no dia 28 de outubro, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar o modelo escolhidos para integrar a Força Aérea Brasileira (FAB).




A Cruzex 2010 é, até agora, o mais prestigiado, além da presença da França, que é uma antiga colaboradora, os Estados Unidos prometeram participar com um caça militar. Antes, os americanos eram só observadores. Não se sabe se os Estados Unidos vão trazer o F-18 ou o F-16, um modelo inferior. Bolívia, Peru, Colômbia, Paraguai, Equador, Canadá e Inglaterra já confirmaram a presença. (nota a Inglaterra vem e a Argentina não?)



A guerra simulada será em Natal, base dos países de “coalizão”, que conta com a ajuda de todos os países. Em Fortaleza, ficará o “inimigo”, representado por aviões da FAB.  Concepção


E um exercício aéreo multinacional que reune meios das Forças Aéreas da Argentina, do Brasil, do Chile, dos Estados Unidos, da França, do Uruguai, Venezuela e meios simulados de Força Terrestre e Força Naval, que irá ocorrer no período de 28 de outubro a 20 de novembro de 2010, na Região Nordeste do Brasil, abrangendo os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Durante a CRUZEX V, meios aéreos e pessoal das Forças Aéreas participantes, serão desdobrados para o território brasileiro.

A CRUZEX V é um exercício de Força Aérea, de dupla-ação, que incluirá Forças Azuis (Forças da Coalizão) contra Forças Vermelhas (Forças Opositoras), baseado em um conflito simulado de baixa intensidade. As Forças Aéreas dos países convidados estarão compondo a Força de Coalizão no País Azul, contra a Força Oponente, sediada no País Vermelho.

No CENÁRIO FICTÍCIO, até 1945, o País Vermelho era constituído por grupos étnicos que viviam harmoniosamente.



O principal grupo étnico do País Vermelho era o “REDO”, que compunha a maior parte da alta sociedade do país (administração, forças armadas, policia e outros) e dominava a parte ocidental do país. Por outro lado, a parte oriental era formada por uma multiplicidade de grupos étnicos que suportavam a opressão dos REDO e eram desprezados com freqüência.



O País Vermelho e o País Azul (país vizinho) lutaram em lados opostos na II Guerra Mundial. No final da guerra, o País Azul era um dos vencedores e o País Vermelho um dos perdedores.



Em 1946, para condenar e punir o comportamento do País Vermelho, a comunidade internacional decidiu dividi-lo em dois países: a parte ocidental, batizada de País Vermelho e a parte oriental, País Amarelo. A divisão foi considerada traição pelo grupo REDO, que começou a convocar a população do País Vermelho para a resistência.



Em 2010 o País Vermelho invadiu e anexou a parte do País Amarelo alegando proteger “sua população”. A maior parte da área capturada é composta por campos de petróleo.



Uma resolução de segurança das Nações Unidas foi votada, exigindo a retirada das forças do País Vermelho do País Amarelo e autorizando a constituição de uma Força de Paz.



Uma grande coalizão internacional foi formada, tendo como líder o País Azul.

A coalizão tem como incumbência expulsar as Forças Vermelhas do território Amarelo e restaurar a legalidade e a paz entre as duas nações.



Países participantes



Argentina, Brasil, Chile,Estados Unidos, França, Uruguai, Venezuela.

Nota: Os Estados Unidos participa pela Primeira vez do treinamento que Obedece as Normas Da OTAN.



Aeronaves Participantes



Argentina:

A-4

KC-130



Brasil

F-5EM

F-2000

A/RA-1

A-29

E-99 (AEW)

H-1H

H-60

H-34 (SAR)

SC-95

C-130

KC-137

C-105

C-95



Chile

KC-135

F-16



França

3-2000/S

RAFALE



USA

F-16

KC-135



Uruguai

A-37

IA-58



Venezuela

F-16



Havia uma expectativa sobre a possibilidade dos Estados Unidos trazerem os F-18, mas pelo visto os Ianques virão com F-16 .



Fonte FAB

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Robonauta é o 1º androide que viajará à Estação Espacial Internacional

WASHINGTON - O androide Robonauta será o primeiro robô da história a viajar para o espaço com a missão de ajudar na manutenção da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).






AP/Nasa/Robert MarkowitzRobô é apelidado de R2 devido a 'Guerra nas Estrelas'



A ISS, que este ano completa uma década com tripulação a bordo, já recebeu cerca de 200 visitantes de 15 países, mas todos humanos. O robô de última geração apelidado de R2, igual ao seu "alter ego" da saga "Guerra nas Estrelas", não vai retornar à Terra. Como fruto da atual geração tecnológica, ele já aderiu às últimas tendências e tem até conta no Twitter, a partir da qual narrará sua aventura espacial.





Um dos exemplares do androide partirá a bordo da nave Discovery, missão que não será lançada antes do dia 30, e enquanto isso passa por testes no laboratório Destiny, onde engenheiros da agência espacial americana lhe dão novas tarefas.





Os cientistas querem estudar como o robô responde à gravidade e como é para os astronautas trabalhar lado a lado com um androide, situação que até recentemente pertencia ao universo da ficção científica. Por enquanto, viaja apenas o tronco do Robonauta, mas suas extremidades inferiores já estão sendo desenvolvidas.





Fabricado com fibra de carbono niquelado e alumínio, o R2 pesa 136 quilos e tem cerca de um metro da cintura à cabeça e 60 centímetros de ombro a ombro. Também conta com braços extensíveis (que se recolhem e aumentam), mãos com mobilidade rotacional e cinco dedos com capacidade para recolher até 2,5 quilos cada.





A cabeça do androide é formada por um capacete de ouro com vidro fumê na altura dos olhos, que abriga um equipamento de visão. O Robonauta tem cinco câmeras, duas para captar imagens exteriores, duas auxiliares e uma infravermelha instalada na boca.





O robô pensa, literalmente, com o estômago, já que o tronco é o único lugar com espaço suficiente para instalar os 38 processadores para PC que lhe dão capacidade operacional. Além disso, leva uma mochila que abriga o sistema de conversão de energia, onde ele pode ser ligado e desligado, o que deve servir para armazenar suas baterias durante expedição por algum planeta.





De acordo com o desempenho do R2, a Nasa deve atualizar seu software e talvez um dia o permita sair da ISS para ajudar astronautas a fazer reparos ou trabalhos científicos.





O androide já passou por uma grande quantidade de testes até ficar pronto para essa missão. Entre as provas, estão as de vibração, resistência ao vácuo e à radiação. Os materiais que o compõem atendem a requisitos de segurança, e uma cobertura foi adicionada para reduzir possíveis interferências eletromagnéticas.





"Esse projeto é um exemplo de que a nova geração de robôs pode trabalhar na Terra e no espaço, não substituindo o homem, mas funcionando como um parceiro que possa desenvolver tarefas fundamentais de apoio", disse John Olson, diretor do Gabinete de Sistemas de Integração de Exploração da Nasa.





A história do Robonauta remonta a 1997, quando a agência espacial cogitou construir um humanoide para auxiliar os astronautas em determinadas tarefas, com a ideia de que "um par de mãos" a mais seria muito útil.





O robô também foi projetado para realizar determinadas tarefas que podem ser perigosas à tripulação, ou mesmo para o inverso: trabalhos rotineiros que tomam muito tempo aos astronautas, que nesse período poderiam desempenhar atividades mais importantes.





O primeiro resultado dessa ideia foi o R1, irmão mais novo do R2, um protótipo capaz de executar tarefas de manutenção e usar rodas em uma plataforma para, por exemplo, explorar a superfície da Lua ou de Marte, a próxima grande meta da Nasa.





No entanto, o R1 não passou de um protótipo, e o projeto foi interrompido em 2006, até que nesse mesmo ano a General Motors mostrou interesse em participar da criação do robô, e um ano mais tarde foi assinada uma parceria com a agência espacial.





Em fevereiro de 2010, o R2 foi apresentado oficialmente, com uma tecnologia mais avançada e competências até hoje nunca vistas em um androide. A Nasa está animada com esse empreendimento, que pode ser o início de uma nova era de exploração espacial para estudar objetos próximos à Terra, como asteroides, cometas e eventualmente chegar a Marte.