domingo, 21 de março de 2010

No último dia 11 de março, a Lockheed Martin informou que, em apoio à Marinha dos EUA (U.S. Navy ), completou com sucesso os testes de qualificação de sistema de combate (Combat System Ship Qualification Trials – CSSQT) em sistemas de combate AEGIS instalados em navios da U.S.Navy e da Marinha Espanhola (Armada Española). A última vez em que os dois países participaram de um CSSQT combinado foi em 2007.




A avaliação foi conduzida, na semana anterior, ao largo do estado da Califórnia (EUA), e envolveu dois navios da U.S. Navy: o USS Dewey (DDG 105) e o USS Wayne E Meyer (DDG 108), ambos destróieres da classe Arleigh Burke incorporados recentemente. Por parte da Armada Española, esteve presente a fragata de defesa aérea Álvaro de Bazan (F-101), que recentemente teve incorporado ao seu sistema de combate os mísseis ESSM, sendo que o propósito maior da avaliação, para o navio espanhol, foi testar o emprego desse míssil em variadas situações, além dos SM-2 que a F-101 já emprega.






A caminho do exercício, a Ávaro de Bazan escalou nos Açores, em Santo Domingo (República Dominicana) e atravessou o canal do Panamá. O trajeto de volta inclui Cartagena de Índias (Colômbia), San Juan (Porto Rico) e Funchal, no arquipélago da Madeira (esta última escala está prevista para 27 e 28 deste mês).



Voltando ao assunto dos CSSQT, os sistemas AEGIS dos navios foram avaliados em sua prontidão por meio de exercícios de superfície, submarinos e antiaéreos, incluindo raids tripulados e cenários de ataques eletrônicos.O AEGIS inclui o sistema de radar SPY-1 combinado com o sistema de lançadores verticais MK 41, sendo capaz de lançar mísseis para todas as missões e ameaças do ambiente de combate naval. Atualmente, o sistema equipa mais de 90 navios no mundo, com ao menos mais 14 encomendados. Além da Marinha dos EUA, as marinhas da Austrália, Japão, Coreia do Sul, Noruega e Espanha fazem parte do “clube” do AEGIS.






FONTES: Lockheed Martin e Armada Española



FOTOS (de cima para baixo): Armada Española, U.S. Navy e Lockheed Martin – obs: as fotos da Armada Española são referentes ao CSSQT. As da USN são da ocasião do comissionamento dos DDG 105 e DDG 108.

terça-feira, 16 de março de 2010

Em 2004, Portugal produziu um UAV chamado Jasoos 2.






Jasoos II is a state of the art UAV to be employed for real time information and situational awareness. Jasoos II é um estado da arte UAV a ser empregada para obter informações em tempo real e consciência situacional. Bravo+, variant of Jasoos II UAV has been inducted in the Pakistan Air Force. Bravo +, variante de Jasoos II UAV foi introduzido no Paquistão Air Force. Since its induction in Pakistan Air Force in 2004, Bravo+ has proven to be very reliable system that is extremely easy to operate and maintain. Desde a sua indução da Força Aérea no Paquistão, em 2004, Bravo + sistema provou ser muito confiável, que é extremamente fácil de operar e manter. The UAV takeoff and land conventionally from a runway under manual control. A decolagem UAV e terra convencional a partir de uma pista sob controle manual. Once airborne the UAV can fly autonomously where as mission can be controlled using line-of-site data links. Uma vez no ar o UAV pode voar autonomamente onde como missão pode ser controlado através de linha de links de dados do site. JasoosII can carry a variety of controllable payloads of up to 20 Kg with an endurance of greater than 4 to 5 hours. JasoosII pode carregar uma variedade de cargas controláveis de até 20 kg com uma resistência superior a 4 a 5 horas. The standard variant of JasoosII is equipped witha steer-able day/low light camera pod capable of being steered 360 deg in azimuth and +/- 105 deg in elevation giving it the capability of panoramic viewing. A variante padrão da JasoosII está equipado witha dirigir-dia capaz / pod câmara baixa luminosidade capaz de ser dirigida 360 graus em azimute e + / - 105 graus em elevação dando-lhe a capacidade de visão panorâmica. Bravo+ is currently in production for the Pakistan Air Force as their primary work horse for UAV Operations and Training Program. Bravo + está atualmente em produção para a Força Aérea Paquistão como o seu cavalo de trabalho preliminar para UAV Operações e Programa de Formação.





Flamingo is a medium range UAV withan endurance of 6 to 8 hours witha payload carrying capacity of 30 Kg. Flamingo é um intervalo médio de resistência UAV withan de 6 a 8 horas de carga witha capacidade de carga de 30 kg. Flamingo is equipped with an Avionics suite which controls the UAV during it's beyond visual flight. Flamingo está equipado com um conjunto de aviónica que controla o UAV durante está além do voo visual. The UAV flies a pre programmed path which has been fed into the onboard mission computer without any assistance from the Ground. O UAV voa um trajeto pré-programado, que foi introduzida no computador de missão a bordo sem qualquer assistência do solo. The mission can be manually altered at any time during the flight by a short radio transmission from the ground. A missão pode ser manualmente alteradas a qualquer momento durante o vôo por uma transmissão de rádio de distância do solo. Flamingo's operational radius is only constrained by the line-of-site data links. Raio operacional Flamingo é apenas limitada pela linha de links de dados do site. In case of silent operation, the UAV can reach 400 Km radial distance and return to base. Em caso de operação silenciosa, o UAV pode alcançar 400 km de distância radial e retornar à base. The Line replacement unit architecture of the UAV makes it easy to maintain in field conditions without relying heavily on backup support. As linhas da arquitectura unidade de substituição do UAV torna mais fácil de manter em condições de campo, sem depender fortemente do apoio de backup.
Durante uma apresentação do Su-27 Flanker em Farnborough em 1989, um piloto de caça inglês usou um cronômetro para calcular em quanto tempo a aeronave fazia uma curva de 360 graus. Foram 10 segundos e logo percebeu que estavam perdidos, pois era muito mais ágil do que todos os caças ocidentais. Agora com o voo do PAK-FA se reinicia a competição entre os caças em uma nova geração. Mas não é mais o cronômetro que foi usado para medir as novas capacidades.                                                   PAK FA T50 COM AS CORES DA FAB




Nas táticas de combate aéreo de Primeira e Segunda geração, com o canhão e os primeiros mísseis ar-ar, respectivamente, os caças tinham que manobrar para se colocar na traseira do inimigo e disparar. A razão de curva sustentada era o principal requisito dos caças. Para isso era necessário ter uma boa relação peso:potência e uma baixa carga alar.



No fim da década de 60 foram iniciadas as táticas de combate aéreo de Terceira Geração com algumas aeronaves tendo capacidade de disparar mísseis de frente contra o alvo no ar. Como exemplo temos o míssil Sparrow americano no Vietnã e o Apex russo usado em combate em Angola. Na mesma época foram iniciados os primeiros engajamentos além do alcance visual (BVR - Beyond Visual Range). Tentar se colocar por trás do inimigo não era mais o objetivo e sim conseguir uma solução de tiro frontal. Os sensores da aeronave e a capacidade do míssil começaram a tomar a frente em relação ao desempenho da aeronave.



No meio da década de 80 entrou em operação na Rússia o míssil ar-ar R-73 de alta agilidade apontado por uma mira no capacete e assim surgiram as táticas de combate aéreo de Quarta Geração. O centro das atenções saiu da aeronave para a cabeça do piloto que podia apontar o míssil movendo apenas o pescoço. A manobrabilidade nem contava tanto pois os mísseis podiam superar em muito os limites suportáveis pelo homem. Para exemplificar as novas capacidades, em uma manobra entre os F/A-18 do USMC armados com o AIM-9M contra caças F-15 e F-16 de Israel armados com o míssil Python 4 apontados pela mira no capacete DASH, os israelenses venceram 220 em 240 engajamentos simulados.



Os mísseis de combate aéreo atuais são capazes de fazer uma curva de 180 graus em cerca de dois segundos e podem atacar alvos na traseira da aeronave lançadora. A reação foi tentar manter o combate a longa distância e evitar um confronto aproximado onde todos podem ser derrotados ao mesmo tempo. Até mesmo caças absoletos se tornam efetivos se armados com mísseis de última geração. Evitar os mísseis ar-ar de Quarta Geração era a melhor solução. Para complicar, com sensores de imagem térmica os novos mísseis de combate aéreo são bem mais difíceis de enganar com flares.



Com o voo do PAK-FA podemos prever as táticas de combate aéreo de Quinta Geração. Só com o F-22A em operação não havia sentido pensar em novas táticas, mesmo com a USAF treinando seus pilotos de F-22A entre si para desenvolver táticas furtivas. Era necessário um adversário real.

O PAK-FA pode levar dois mísseis anti-radar Kh-58UShKE. A nova versão do Kh-58 tem asas dobráveis


O conceito de combate BVR sempre considerou que o combate seria dominado pelos sensores internos, sensores externos, armas e guerra eletrônica, enquanto o combate aproximado era dominado pela relação peso:potência e carga alar que determinam a manobrabilidade de um caça. As táticas de combate aéreo de quinta geração fundem os dois com os sensores necessários para detectar um inimigo bem mais difícil e sofisticado, e devem ser bons de manobra também pois o combate será aproximado.



Introdução



O PAK-FA ("Perspektivnyi Aviatsionnyi Kompleks Frontovoi Aviatsyi), ou Futuro Complexo Aéreo para as Forças Aéreas Tácticas, é um caça de longo alcance multifuncional de Quinta Geração que irá substituir os Mig-29 e Su-27 na Força Aérea Russa. A aeronave mostrada em janeiro de 2010 é um protótipo sendo designado T-50, Produto 701 ou de I-21 (Istrebitel 21 - caça do século 21). Suspeita-se que será chamado de Sukhoi Su-50 e até foi sugerido o apelido Firefox (codinome da OTAN).



De modo geral o projeto PAK-FA é bem balanceado. O T-50 tem um grande corpo central que funde a fuselagem e as asas que no geral lembra a família Flanker. A Sukhoi parece ter aproveitado os estudos de aerodinâmica da TsAGI que indicou que a configuração do Su-27 e Mig-29 era a ideal para manobrabilidade com dois motores em casulos, grandes LERX e cauda dupla. A principal mudança foi a asa em delta que tem menor arrasto em velocidades supersônicas, mas produz um grande arrasto durante as manobras. A área entre os motores cria sustentação adicional durante as manobras permitindo manter a manobrabilidade até a grande altitude.




O corpo central é bem comprido terminando bem atrás dos exaustores dos motores. Isso permite levar uma grande quantidade de combustível. No espaço inferior do corpo principal são instalados duas baias de armamento em fila. Cada baia pode levar pelo menos dois mísseis longo alcance como o R-37 ou 3-4 novos RVV-MD com asas dobráveis.



A aeronave não tem canard, mas o LERX, extensão da raiz da asa, a frente do motor é móvel sendo chamado de "Povorotnaya Chast Naplyva" (PChN), ou LERX móvel. Um LERX móvel foi planejado para o caça LCA indiano, mas não implementado. A aeronave não parece ter freio aerodinâmico. Os projetos atuais usam as superfícies de controle de modo assimétrico para criar arrasto e atuar como freio aerodinâmico.



Os motores têm vetoramente de empuxo (TVC - Thrust Vector Control) em três dimensões podendo atingir 15 graus em qualquer direção. Como os motores são bem separados podem ser usado para rolagem (movimento que a aeronave faz em torno de seu próprio eixo longitudinal). O TVC permite diminuir o peso, arrasto, diminuir o tamanho das superfícies de controle e até a assinatura radar (RCS). Os motores bem separados aumentam a capacidade de sobrevivência a danos de combate caso um seja danificado. Estão montados com uma convergência de cerca de 3 graus para diminuir a assimetria em caso de perda de um motor.



O peso é citado pela Sukhoi como sendo entre o Mig-29 e Su-27, mas parece bem mais próximo ao Su-27. A Sukhoi cita que a fuselagem tem 25% de titânio e 20% de material composto em peso com o objetivo de diminuir o peso total. O tamanho é estimado em 21 metros comprimento e 14 metros de envergadura.

PAK-FA na FAB




Em 2007 foi anunciado que o Governo Federal realizou um acordo com os russos para a construção conjunta de uma aeronave de combate de Quinta Geração junto com as empresas Sukhoi russa, a Hindustan Aeronautics Limited indiana e a Embraer brasileira. Em novembro de 2008 foi anunciado que o Brasil estava oficialmente fora do projeto PAK-FA. O Comandante da Força-Aérea brasileira justificou que o projeto não se encaixava nas necessidades da FAB.



O próximo caça da FAB deve ser escolhido no Programa FX2 onde concorrem o Gripen NG, o Rafale e o Super Hornet. Futuramente a FAB ainda pode renovar seu interesse no PAK-FA. Os lotes iniciais do FX2 serão usados para substituir os Mirage 2000 e criar novos esquadrões de caça. A substituição dos F-5EM e A-1AM acontecera por volta de 2020 quando o PAK-FA provavelmente já estará em operação. Nesta época poderá ser reaberto uma concorrência visando a compra de um caça de Quinta Geração. Os candidatos atuais seriam o F-35 e o PAK-FA. Outra possibilidade futura poderá ser o J-14 chinês se ficar pronto até lá e for oferecido para exportação.



O PAK-FA daria novas capacidades a FAB. A principal missão do PAK-FA na FAB seria garantir a superioridade aérea. Com a sua capacidade pode dissuadir até agressões de uma potência estrangeira de forma convencional. Nas missões de defesa aérea do dia a dia o alcance e a velocidade seria a principal vantagem. Para exemplificar, um F-5EM ou F-2000 com 10 minutos de vôo supersônico em uma missão de interceptação seriam substituídos por uma aeronave com capacidade de voar pelo menos 30 minutos em supercruzeiro. Supondo que a velocidade seja a mesma, a área coberta será nove vezes maior e ainda com um tempo de reação adequado.



Supondo que o PAK-FA possa voar a 1.500 km/h por meia hora, o raio de ação seria de 750 km. Um Mirage 2000 ou F-5EM é forçado a voar a cerca de 900 km/h para poder alcançar esta distância. O tempo de reação é de quase uma hora com a aeronave alvo podendo dar meia volta e sair do alcance. No final pode ficar mais barato ter um número menor de caças de longo alcance com capacidade de supercruzeiro comparado com um número maior de bases com caças de curto alcance. Os custos seriam menores em termos de caças e também de bases aéreas para manter ou com o mesmo número de bases teria uma maior área de cobertura.



Contra inimigos com caças convencionais até um pequeno esquadrão irá fazer diferença. Supondo uma razão de troca de 10x1 contra caças convencionais, um esquadrão com 12 caças PAK-FA derrubariam cerca de 120 caças convencionais.



Na função de ataque o PAK-FA substituiria o AMX que foi o inicio de uma força estratégica da FAB com um raio de ação de cerca de 1.500 km com uma boa carga de armas. As novas capacidades seria um maior alcance, maior capacidade de carga, capacidade furtiva e multifuncionalidade transformando a aeronave em um ótimo penetrador de longo alcance.



Na função anti-navio o PAK-FA daria uma boa capacidade de interdição marítima no Oceano Atlântico. Seria uma ameaça até contra grandes potências. Pode ser usado para obter superioridade aérea contra os meios embarcados do inimigo ou atuando apenas contra alvos em terra pode usar a furtividade e a velocidade para penetrar as defesas e atacar.



A FAB teve um grande avanço na sua capacidade com a introdução de novos aviônicos, sensores e armas no F-5EM. Para simular um combate entre aeronaves de Quinta Geração a FAB teria que limitar o alcance do radar, usar mais o datalink, e diminuir o alcance dos mísseis Derby. Teria que treinar mais com o uso de mira no capacete e suar o casulo Litening como IRST

O END (Estratégia Nacional de Defesa) deixa claro os planos da MB de construir dois porta-aviões de ataque. Futuramente a versão naval do PAK-FA poderá ser um candidato para equipar os novos NAes caso uma concorrência para o "AF-2" seja direcionada para aeronaves de quinta geração. As outras opções serão o F-35B, F-35C e talvez uma provável versão naval do J-14 chinês.


versão naval do J-14


O END especifica uma estratégia de compras que prioriza a tarefa de negação de poder. Neste caso um esquadrão do PAK-FA embarcado, mas operando em terra, é uma ótima capacidade devido as novas possibilidades nas missões de Interdição Naval. A legislação atual não permite que a MB opere aeronaves em terra, mas o END justifica esta capacidade, e mudanças na lei, garantindo a capacidade de negação de poder, ao mesmo tempo sendo considerada como parte dos planos de construção dos novos NAes. A nova aeronave, mesmo operando em terra, seria usada para desenvolver a aviação de caça da MB. Privada de um esquadrão de caça, até mesmo devido aos possíveis atrasos na construção dos novos NAes, a MB estaria perdendo capacidades bem mais difíceis de adquirir do que aprender a operar embarcado. Por exemplo, os fuzileiros americanos tem caças F/A-18, mas geralmente não operam embarcados. Quando chamados a fazer um "tour" em um NAe o esquadrão simplesmente fica algumas semanas treinando a conversão para operar em NAe. A capacidade de realizar operações de combate aéreo já faz parte do dia a dia só tendo que mudar o tipo de base de operações.



Na função de projeção de poder um NAe com um esquadrão de caças de quinta geração passa a ser efetivo contra um país com forças mais numerosas, mas não equipado com caças de quinta geração. Com caças de capacidade semelhante seria necessário pelo menos ter superioridade numérica para garantir a sobrevivência de um grupo tarefa próximo a um país inimigo e ao mesmo tempo manter a capacidade ofensiva. Com o PAK-FA será possível usar uma aeronave de longo alcance para manter o Grupo Tarefa distância dos caças baseados em terra e atacar mesmo em inferioridade numérica com grande capacidade de sobrevivência.



A versão embarcada do PAK-FA teria asas dobráveis, trem de pouso reforçado, gancho de parada e célula preparada para operar no mar. O trem de pouso principal já está bem separado o que é o ideal para pouso enganchado. O posicionamento do gancho de parada é que será um problema levando a alterações na baia de armamento traseira ou poderá ser levado dentro da baia traseira de armamento que seria aberta parcialmente durante o pouso. A grande potência do motor e o TVC permitiria operar facilmente de rampas do tipo "ski jump".
                                 PAK FA T50  PINTADO COM AS CORES DA FAB







T50 VS F22

segunda-feira, 15 de março de 2010

FOTOS DE TESTE DO MISSIL DE CRUZEIRO BRASILEIRO..DENOMINADO OPERAÇAO PINRANHA 2   FOTOS TIRADAS DA BARERA DO INFERNOMISSIL SERIA  ANTI NAVIO  DE ATAQUE TERESTRE fotos inedidas do que seria um misil de cruzeiro brasileiro em teste 

domingo, 14 de março de 2010

Venezuela


Chávez recebe aviões chineses portadores

de mísseis, foguetes e bombas







O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, liderou neste sábado o ato de entrega dos quatro primeiros dos 18 aviões K-8W adquiridos na China para treinamento militar, que chegaram dotados de mísseis ar-terra, bombas e foguetes.



Em ato transmitido pela televisão a partir de uma base militar no estado de Lara (noroeste), Chávez compareceu vestido com o uniforme de comandante-em-chefe da Força Armada Bolivariana (FAB) e disse que a chegada das aeronaves transforma "este 13 de março em um dia histórico para a Força Aérea Bolivariana e anti-imperialista".



Com este armamento, aumenta a capacidade militar para "defender a soberania desta terra sagrada e desta revolução", ressaltou.

O preço dos aviões, comprados da Corporação da Indústria de Aviação Chinesa e da Corporação Nacional Chinesa de Aerotecnologia, Importação e Exportação (Catic), não foi revelado.




O vice-presidente da Catic, Yang Ying, declarou em Caracas em meados do ano passado que o acordo de compra e venda incluía "um pacote logístico de apoio de três anos a partir da entrega", além da garantia de um ano e os serviços técnicos durante toda a vida útil dos aviões.



Antes, em fevereiro de 2009, durante uma visita a Caracas do vice-presidente chinês, Xi Jinping, Chávez disse que compraria da China uma rede de radares que, segundo o então chefe do Comando Estratégico Operacional (CEO), general Jesús González, "aumentarão a efetividade" da luta antidrogas.




González mencionou nessa ocasião os "obstáculos enfrentados pela Venezuela" em suas tentativas de adquirir equipamentos aéreos de Brasil e Espanha, diante da proibição dos Estados Unidos de permitir a venda de equipes com componentes ou patentes americanas.




Em 2006, o Governo Chávez comprou da Rússia 24 caças Sukhoi-30, 50 helicópteros e 100 mil fuzis AK-103 por US$ 3 bilhões, segundo fontes russas.



Durante uma visita feita a Moscou no ano passado, Chávez disse que a Rússia tinha aprovado um financiamento de US$ 2,2 bilhões para compras de armamento pela Venezuela, o que "tornou viável" a compra do sistema antiaéreo portátil Igla-S e de 92 tanques T-72

sexta-feira, 12 de março de 2010


De olho em contratos bilionários e no maior mercado importador de armas do mundo, o Brasil defende uma “parceria estratégica” com o setor militar indiano. Ontem, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, iniciou quatro dias de conversas com autoridades da Índia para desbloquear a venda de aviões brasileiros ao país, fechar acordo para a construção de um radar e, ainda, atuar no monitoramento do território indiano.A Índia é hoje o país que mais gasta recursos públicos com a importação de material bélico e estratégico. Na próxima década, vai aplicar US$ 100 bilhões em armamentos.




Com conflitos em suas fronteiras, uma região ainda sob questionamento do Paquistão e insurgentes domésticos, a Índia aumenta a cada ano seus gastos militares. Dados oficiais apontam que o país gasta 2,5% do PIB em armas, mais de duas vezes o que destina para saúde.



Como não tem ainda uma produção local de armas e equipamentos, Nova Délhi vem optando por importar equipamentos – 70% dos armamentos usados vêm de fora. Hoje, por exemplo, o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, aterrissa na Índia também com o objetivo de ampliar suas vendas de caças e outros produtos do setor bélico.



O Brasil também quer tirar proveito desse mercado. “Vamos propor uma parceria estratégica entre os dois países”, afirmou o ministro da Defesa.



A aproximação, porém, não é das mais fáceis. A Embraer já fechou um acordo para a venda de aviões, mas os indianos querem garantias de que 30% da produção do jato ocorra em fábricas do país e com transferência de tecnologia. Já a Embraer quer vender os aviões, mas não necessariamente repassar informação e tecnologia.



Hoje, Jobim estará na cidade de Bangalore tratando exatamente do acordo entre a Embraer e o governo local. “Queremos acelerar esse acordo.”



ADIDOS



Ontem, na capital indiana, Jobim inaugurou na Embaixada do Brasil um departamento de adidos militares, sinal de que o País não quer apenas uma aproximação comercial com o governo indiano.



Ao longo da viagem de Jobim, será também discutida a criação de um sistema alternativo ao GPS, desenvolvido pelos americanos. Outro ponto de negociação é o desenvolvimento pelos indianos de radares com uma capacidade mais sofisticada que a do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).



“Queremos uma parceria nesse tema”, disse Jobim. “O objetivo do Brasil é dar um salto em relação a esse tema”, explicou. Hoje, o radar que equipa aviões da Embraer no Sivam é de fabricação sueca.



CAÇAS



Na entrevista, o ministro ainda confirmou que anunciará o seu parecer em relação à compra de caças para as Força Aérea Brasileira (FAB) na semana do dia 5 de abril. O governo já teria optado pelo modelo francês, o Rafale, da empresa Dassault – preterido pelos militares. O ministro insistiu, porém, que ainda não pode anunciar oficialmente a decisão.



Fonte: O Estado de São Paulo via CCOMSEX

quinta-feira, 11 de março de 2010

Acidente com helicóptero do Exército deixa quatro mortos em Corumbá (MS)



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da Folha Online



A queda de um helicóptero causou a morte de quatro militares do Exército, por volta das 21h50 de quarta-feira (10), em Corumbá (MS). Nesta quinta, o Exército informou que o acidente ocorreu durante um exercício e que as causas serão investigadas.



Morreram dois capitães, um sargento e um cabo. A aeronave --modelo Esquilo-- pertencia ao Destacamento do 3º Batalhão de Aviação do Exército (Dst Av Ex), sediado em Campo Grande.



Em nota, o Exército lamentou a queda do helicóptero e informou que "está empenhado em prestar todo o apoio necessário às famílias dos militares vitimados pelo acidente".
A agência de notícias russa Interfax noticiou hoje (10) que a companhia ucraniana OJSC Azovobschemash, parte do grupo Azovmash, assinou um contrato para o fornecimento de equipamentos para o lançador Cyclone 4, a ser operado pela binancional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS).


De acordo com a notícia, os equipamentos, que não foram melhor descritos, serão fornecidos num período de 14 a 18 meses a contar do recebimento dos pagamentos previstos no contrato, cujo valor também não foi divulgado. A primeira parcela já teria sido paga, afirmou a companhia ucraniana.

A indústria Azovobschemash é especializada em materiais de transporte terrestre, o que permite a suposição de que os equipamentos a serem fornecidos para o Cyclone 4 na realidade são para o segmento terrestre de operação do foguete, provavelmente o sistema de transporte até a plataforma.

China pretende lançar em 2013 a nave “Chang’e-3″, seu terceiro módulo lunar e o primeiro aparelho do programa aeroespacial chinês que deve pousar na superfície da Lua.





A agência oficial “Xinhua” informou hoje que a “Chang’e-3″ – que leva o nome de uma deusa lendária chinesa – fará uma alunissagem controlada sem tripulação e liberará um veículo motorizado que percorrerá a superfície lunar.



O projetista-chefe do primeiro satélite lunar chinês, Ye Peijian, assegurou que a missão está fazendo “bons progressos” com o desenho de um protótipo que atualmente está em fase de desenvolvimento.



No entanto, antes do lançamento da “Chang’e-3″, a China ainda tem pela frente o envio de sua segunda sonda, a “Chang’e-2″, previsto para outubro deste ano.





Este satélite estudará as condições da Lua e fará fotos de alta resolução do local onde a China quer que sua missão seguinte pouse.



O programa espacial chinês se desenvolve principalmente em duas ramificações. Uma cuida de missões tripuladas para o estabelecimento de uma estação espacial permanente, e a outra, do estudo da Lua.



Esta última começou em outubro de 2007 com o lançamento da primeira sonda, a “Chang’e-1″, que fez um mapa tridimensional da Lua.
Teerã, 9 mar – A Marinha iraniana lançou com sucesso um míssil a partir do destróier “Jamaran”, a primeira embarcação de guerra com essas características construída integralmente no país.




O teste foi realizado em um ponto não determinado do Golfo Pérsico, segundo informações da televisão estatal. O míssil de superfície, batizado de Nour, atingiu o alvo situado a 100 quilômetros de distância.



Fontes militares revelaram que o objetivo é fabricar um projétil mais avançado, capaz de alcançar alvos a 300 quilômetros de distância.



O “Jamaran” é considerado um dos navios de guerra mais modernos da Marinha iraniana e foi inaugurado em fevereiro pelo líder supremo da Revolução, aiatolá Ali Khamenei.



A embarcação pode deslocar até 1.420 toneladas e é equipada com plataformas de lançamento de mísseis, radares e outros instrumentos para a guerra eletrônica.



O Exército iraniano pretende incorporar outro destróier à sua frota em dois anos.



Embora sofra um embargo internacional imposto pelos Estados Unidos e outros países desde a guerra contra o Iraque, nos anos 1980, o Irã iniciou um programa nacional de desenvolvimento bélico em 1992 e hoje conta com um arsenal modernizado, que inclui mísseis de médio alcance capazes de voar mais de 2 mil quilômetros antes de atingir o alvo.



NOTA DO EDITOR: O Irã continua a fazer propaganda dos seus avanços na área militar. O “destróier” em questão, como já esclarecemos antes, na verdade é uma fragata leve ou corveta da classe Vosper Mk.5 modificada. O míssil que é visto na foto sendo disparado é baseado no C-802 de fabricação chinesa.

sábado, 6 de março de 2010

Versões Nave




A Roskosmos previu diversos modelos diferentes da nave baseados num modelo básico:




Uma das versões é considerada para efetuar seu trabalho na órbita terrestre, a orbitar por 30 dias em missões autônomas, ou um ano em missões longas, enquanto estiver acoplada à ISS em órbita com inclinação de 51,6 graus, e para a futura estação espacial russa lançada apartir do novo cosmódromo de Vostochny órbita de 51,8 graus.


OLHA OS LANSADOR PARACE O VLS B1 BRASILEIRO versão lunar poderia voar em missões de 14 dias para orbitar ao redor da Lua, ou ficar acoplada à estação orbital lunar, LOS, por até 200 dias. (Este requisito foi uma condição imperativa exigida pela agência espacial russa para exploração lunar). A nave poderia servir como um posto de veículo de transporte, ou como uma nave de carga não tripulada.



Órbita terrestre (estação) Versão órbita lunar Órbita terrestre (missão autónoma) Cargo version Versão Cargo

Número de tripulantes 6 4 4 0

Cargo (entrega e devolução) 500 kg 100 kg ? ? 2,000 kg acima; 500 kg baixo

Duração do voo Autónoma 5 dias 14 dias 30 dias - –

duração, quando acoplado à estação 365 dias 200 dias - – - –

Peso 12 toneladas 16,5 toneladas - – - –



A Roskosmos também solicitou à indústria uma avaliação da possibilidade de lançamento da nave apartir de uma nova base de lançamento na órbita quase polar com inclinação de 73,2 graus em direção ao Equador.



A agência especificou que a nova nave necessite apenas de um cosmonauta para poder efetuar todas as operações de voo, entretanto esta estará equipada com mais duas estações de trabalho equipadas disponíveis para o controle do veículo.



Inserção em órbita nominal 4,0

Nominal de reentrada na atmosfera da Terra 3,0

Durante a descida, com a manobra lateral máximo 5,0

Durante o acionamento do sistema de evacuação de emergência após uma falha do veículo de lançamento 7,0

Durante a reentrada na atmosfera após o disparo do sistema de evacuação de emergência 12.0 12,0



A agência também especificou que a carga-G sobre a tripulação não deve exceder os seguintes parâmetros:



A cápsula da tripulação tinha que ter a capacidade de realizar uma volta de emergência para a Terra, ou durante um vôo motorizado à órbita, com a capacidade de pousar a qualquer tempo em qualquer parte do planeta até emsmo em pistas despreparadas ou mesmo no mar.





Fuga de Emergência e capacidades de aterragem estavam prevista para cada fase da missão e tinham que fornecer a capacidade de sobrevivência da tripulação até a chegada das equipes de salvamento e recuperação.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Agência Espacial Brasileira e a Agência Federal Espacial,




GUIADAS pelo Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da Federação da Rússia de Cooperação na Exploração e Uso do Espaço Exterior com Fins Pacíficos, assinado em 21 de novembro de 1997;




LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da Federação da Rússia sobre Proteção Mútua de Tecnologias Associadas à Cooperação na Exploração do Espaço Exterior para Fins Pacíficos, assinado em 14 de dezembro de 2006, e



CONSIDERANDO o desejo recíproco de ampliar a cooperação no campo do desenvolvimento e utilização da navegação por satélite e das aplicações práticas das tecnologias de navegação por satélite, empregando o Sistema Global de Navegação por Satélite russo GLONASS (doravante chamado sistema GLONASS),



Convieram o que se segue:



1. Explorar as possibilidades de criar condições de cooperação mutuamente vantajosa para o desenvolvimento e a utilização do sistema GLONASS.

2. Buscar desenvolver projetos conjuntos relativos ao desenvolvimento e utilização do sistema GLONASS.

3. Intercambiar especialistas para participar em estudos e atividades conjuntos.

4. Promover contatos entre instituições e indústrias envolvidos no setor espacial.

5. Criar um Grupo de Trabalho Conjunto, até o final do ano de 2008, para implementar o presente Programa.

6. Cada Agência será responsável pelo financiamento dos trabalhos e atividades a ela cometidos.



7. As Agências deverão realizar consultas recíprocas, em caso de necessidade, sobre assuntos de interesse comum na implementação do presente Programa.



Feito em 26 de novembro de 2008, na cidade do Rio de Janeiro, em dois exemplares originais em Português, Russo e Inglês, sendo todos os textos igualmente autênticos.



quinta-feira, 4 de março de 2010

Sistema Anti Aereo SS-400 Russia

BRASIL ESTAR PARA CONTRUIR SISTEMA ANTI AEREO NACIONALESTER SISTEMA SERIA UMA MARAVILHA PARA O PRÊ SAL O BRASIL ESTARIA DESINVOlVENDO ACORDO COM A RUSSIA SERIA MUITO BOM ???
ALFA;




BETA;



GAMA;



DELTA; e



EPSILON.



Com o objetivo de transmitir aos seus leitores uma "fotografia" atual sobre o que se planeja no Brasil na área de lançadores espaciais, a reportagem de Tecnologia & Defesa entrou em contato com Paulo Moraes Jr., coordenador do Programa de Veículos Lançadores Cruzeiro do Sul, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), para uma entrevista sobre os projetos atuais e planos futuros na área.




O IAE é o centro de pesquisas do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), localizado em São José dos Campos (SP), responsável pelo segmento de lançadores do Programa Espacial Brasileiro.







Foram abordados temas como o VLS-1, o Programa Cruzeiro do Sul e uma possível parceria com empresas estrangeiras para o desenvolvimento de um foguete lançador comercial de microssatélites, projetos e iniciativas que, em maior ou menor intensidade, estão inter-relacionados.



VLS-1



O projeto VLS, hoje conhecido por seu modelo VLS-1, atualmente passa por uma revisão técnica e deve ser lançado entre 2011 e 2012. O primeiro lançamento, denominado XVT 01, deverá ser feito com o funcionamento apenas da parte baixa do lançador, isto é, de seu primeiro estágio, constituído por quatro propulsores, e do segundo estágio. Haverá a separação entre o segundo e o terceiro estágios, mas este e o quarto estágio não serão propulsados. Basicamente, o objetivo da missão XVT 01 será o de qualificar a parte baixa do veículo, especialmente após as modificações inseridas para uma maior segurança operacional.


A previsão é que após o voo do VLS-1 XVT-01, e a depender da conclusão de estudos em andamento sobre o que virá após a qualificação da parte baixa do foguete, ocorra o lançamento de um modelo completo, com todas as partes propulsadas, denominado XVT 02. Caso haja sucesso nas duas missões, o VLS-1 estaria pronto para o lançamento ao espaço de pequenas cargas úteis.




VLS “híbrido”





Não é segredo o interesse brasileiro em também dominar a tecnologia de propulsores a propelente líquido, e o IAE é um dos centros-chave do governo na busca desse domínio. Uma vez qualificado o VLS-1, o passo natural seria o desenvolvimento de uma versão “híbrida” do foguete brasileiro, num misto de estágios com propulsores de propelentes sólidos e líquidos.




Basicamente, o VLS "híbrido" planejado pelo IAE é um veículo constituído pelo primeiro e segundo estágios do VLS-1, e um terceiro estágio com propulsor a propelente líquido, que substituiria o terceiro e quarto estágios, sólidos, atualmente usados pelo VLS-1.




Inicialmente, dentro do contexto de desenvolvimento do VLS Alfa, que seria o primeiro foguete da família do Programa Cruzeiro do Sul, planejava-se adquirir o propulsor a propelente líquido de uma empresa russa, com posterior desenvolvimento da tecnologia no País, pelo próprio IAE. O motor teria um empuxo de 75 kN e seria propulsado com o par de LOx (oxigênio líquido) e querosene. Este plano, no entanto, está sendo reconsiderado. “Atualmente, analisa-se a possibilidade de fazer uso de algum outro motor de porte similar em uma parceria para desenvolvimento conjunto de um veículo com configuração próxima a do VLS Alfa”, diz Paulo Moraes.




Programa Cruzeiro do Sul



Em outubro de 2005, foi apresentado oficialmente o Programa Cruzeiro do Sul, plano do governo para dotar o País de completa auto-suficiência no acesso ao espaço. O programa envolveria o desenvolvimento de uma família completa de lançadores até 2022, a um custo estimado, divulgado na época, de R$ 700 milhões. Seriam ao todo cinco foguetes de portes e capacidades crescentes: Alfa, Beta, Gama, Delta e Épsilon.



Embora tenha sofrido alterações desde a sua oficialização, o programa de desenvolvimento de lançadores continua a existir. "Sua primeira ação dizia respeito ao desenvolvimento, aí sim, do projeto do primeiro veículo da família, denominado VLS Alfa. Essa ação foi descontinuada antes que o anteprojeto do veículo tivesse sido concluído, conjuntamente com um parceiro externo", detalha Moraes. “Hoje, a proposta de desenvolver um veículo lançador para transporte de micro e mini-satélites tornou-se atual e evidente, visto que há uma demanda considerável de lançamentos de pequenos satélites de toda e qualquer natureza. Dessa forma, o que foi previsto fazer como primeiro membro de uma família de lançadores de satélites, que era o conteúdo do Programa Cruzeiro do Sul, será feito”, acrescenta.




De acordo com Moraes, “o Programa de Veículos Lançadores Cruzeiro do Sul, manterá sempre uma estreita relação com tudo que venha a ser feito nos próximos anos no Brasil em termos de desenvolvimento de veículos lançadores, pois esse programa é abrangente e escalonado, partindo do necessário, passando pelo essencial e levando ao alcance do desejável, permitindo dessa forma que o país seja dotado de capacidade estratégica para atender toda e qualquer missão espacial não-tripulada."





Parceiro estrangeiro

                                                EPSILON.








A reportagem de T&D questionou Paulo Moraes Jr. acerca dos estudos do IAE sobre possíveis parcerias com empresas estrangeiras para o desenvolvimento de lançador espacial de pequeno porte com foco no mercado de lançamento de microssatélites, iniciativa noticiada pela primeira vez em julho desse ano, na coluna "Defesa & Negócios" da edição nº 118 de T&D. Segundo apurou a reportagem, o grupo europeu EADS e empresas russas e ucranianas demonstraram interesse no projeto.



                                                                   VLS Alfa.
Moraes afirmou que não existe nada de concreto sobre essas discussões que possa ser divulgado nesse momento. Fez, no entanto, considerações sobre a capacitação nacional na área de foguetes, adquirida pelo País ao longo dos últimos 40 anos, fundamental para o interesse de empresas estrangeiras em firmar parcerias com o Brasil.





"Apesar de não termos conseguido ainda lançar com sucesso absoluto um veículo lançador de satélites, desenvolvemos ao longo dos últimos 40 anos, capacitação, tecnologia, métodos, processos, enfim, uma razoável quantidade de itens inerentes ao domínio da tecnologia de lançadores. E isso não passa despercebido de nações que estão mais adiantadas nesse aspecto, ou seja, que pelo menos já completaram o ciclo", diz o engenheiro do IAE.




"O Brasil tem um programa espacial menor do que merece ter. E vem demorando em obter os avanços necessários que torne essa atividade consistente e transparente para a sociedade brasileira. Mas, eis que de repente, passamos a ser interessante para agências e empresas espaciais de fora, por termos, além de uma boa engenharia e de tecnologias, uma capacidade operacional já instalada, a qual com apenas um bom aporte de recursos certamente virá a gerar resultados adequados para o país e para o interessado externo", completa.




T&D agradece a atenção e tempo dedicados por Paulo Moraes Jr. e pela comunicação social do IAE para a elaboração desta reportagem.
A Lane Design Um dos melhores exemplos dessa fase é a Tectran (empresa subsidiária da Avibrás e fabricante do lançador de foguetes ASTROS), que embora tivesse sido duramente afetada pela crise do mercado de armamentos, tentava sobreviver desenvolvendo veículos especiais para o mercado civil. Como a empresa havia dispensado praticamente todo o seu pessoal de engenharia, o desenvolvimento desses novos produtos passou a ser feito exclusivamente pela Lane Design. Num período de seis anos, a Lane Design desenvolveu dezenas de veículos especiais para a Tectran. O Ônibus Rodoferroviário é provavelmente o mais famoso deles, tendo sido destaque nas mídias de todo o país na época do seu lançamento.




Outro bom exemplo é a Mectron, empresa que também atua no setor de defesa e que surgiu a partir do fechamento de uma outra empresa desse segmento (a Órbita, uma parceria da Embraer com a Engesa, a qual foi extinta em 1990 devido à crise que afetou as duas empresas). Fundada na mesma época que a Lane Design, em 1992 a Mectron precisava elaborar os manuais para o seu primeiro produto - um simulador de tiro para o exército Brasileiro - e contratou a Lane Design. Esse primeiro contato gerou uma parceria que continua até hoje. Atualmente, além das publicações técnicas para todos os produtos da Mectron, a Lane Design também é responsável por todos os trabalhos de ilustração e de concepção de novos produtos para apresentações e propostas comerciais.



Esses são apenas dois exemplos em que a atuação da Lane Design se mostrou fundamental para o sucesso comercial de seus clientes.


A Lane Design possui um extenso histórico de serviços e, se incluirmos o currículo pessoal do seu fundador, são quase 30 anos de experiência na indústria de tecnologia.




O portifólio de clientes da Lane Design inclui empresas como a Embraer, Mectron, Avibrás-Tectran, INPE, Engesa, ACS Aviation, Fligh Solutions, Krauss Aeronáutica, Hangar-3 Aeronaves, Engespaço, Compsis, General Motors, Volkswagen, Fiat, Mercedes Benz, Sigma Motorworks, Panasonic, Clone, Pepsico (Elma Chips), Birco (McDonalds), DeLonghi, Refrex Brasil, Petrobrás, Trend Engenharia, ABM, Air Liquide, entre outras.



Infelizmente, grande parte dos serviços prestados aos nossos clientes é de caráter confidencial, de maneira que pouca coisa pode ser divulgada num site de acesso público. No entanto, disponibilizamos uma pequena amostra do nosso trabalho(*) nas seções específicas (menu ao lado). Para mais informações,