terça-feira, 3 de dezembro de 2024

SIATT lança sistema inovador para comunicações seguras na 8ª Mostra BID Brasil

SIATT lança sistema inovador para comunicações seguras na 8ª Mostra BID Brasil

SIATT lança sistema inovador para comunicações seguras na 8ª Mostra BID Brasil

 SIATT apresentará durante a 8ª Mostra BID Brasil o SICS – Sistema Integrado para Comunicações Seguras, uma inovadora solução tecnológica para proteção ambiental, defesa e segurança de regiões estratégicas, como a Amazônia Legal e a Amazônia Azul.  A Mostra BID Brasil acontece de 3 a 5 de dezembro no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF).

O SICS, desenvolvido em parceria com a KATIM, empresa do Grupo EDGE, e a estatal brasileira IMBEL, consiste em um conjunto completo de ferramentas para coleta, disseminação e proteção de dados.

“A parceria com a KATIM e a IMBEL foi fundamental para o desenvolvimento do SICS. Juntos, estamos criando uma solução completa e robusta, que oferecerá aos nossos clientes a confiança e a segurança necessárias para operar em ambientes complexos e remotos. O SICS alia tecnologia de ponta e robustez, garantindo a eficiência e eficácia das operações mesmo em condições adversas”, disse o CEO da SIATT, Rogerio Salvador.

O novo sistema está sendo desenvolvido para atender às necessidades de áreas consideradas críticas, como fronteiras secas, zonas costeiras, territórios ambientais de grande importância e locais remotos sem cobertura de rede. O SICS oferece um ambiente integrado de comunicação e segurança, essencial para o planejamento e a coordenação de ações de entidades públicas de defesa, segurança e proteção.

“O SICS representa um passo importante na estratégia de diversificação da SIATT, posicionando-a também como fornecedora de soluções completas e inovadoras para segurança territorial”, ressalta Salvador.

Mostra BID Brasil

 Os visitantes poderão conhecer o SICS em detalhes no estande da SIATT, que também apresentará um portfólio diversificado de soluções de defesa e segurança. A Mostra BID Brasil é organizada pela ABIMDE e reúne os principais nomes da indústria de defesa nacional, oferecendo um espaço privilegiado para inovações tecnológicas.


O Futuro Tanque Brasileiro - MBT Osório 2A1 | UMA HIPÓTESE | FERRAMENTAS MILITARES

 

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Ares Apresenta Tecnologia de Ponta para o Exército Brasileiro

 

O que se sabe sobre os novos mísseis russos Oreshnik, é que eles podem atingir qualquer alvo na Europa!

 

O novo míssil balístico Iskander 1000 da Rússia representa uma ameaça aos caças F-16 ucranianos e metade da Europa.

 

Capital privado 'não está à altura' de sanar Avibras e Estado tem que agir rápido, diz analista

 

Capital privado 'não está à altura' de sanar Avibras e Estado tem que agir rápido, diz analista

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Especiais
A Avibras Indústria Aeroespacial está passando por um momento um tanto delicado, em meio a uma recuperação judicial. Só nos últimos 19 meses, a empresa não tem conseguido honrar os holerites. Frente a isso, sindicatos metalúrgicos têm se movimentado para tentar achar uma solução. O que paira nesse meio é a possibilidade de um investimento privado.
Contudo, segundo um especialista ouvido pela Sputnik Brasil, embora haja interesse privado em manter o funcionamento da empresa bélica, o resultado não é tão fácil quanto parece.

"Não acredito que o capital privado brasileiro esteja à altura da tarefa de sanear todos os problemas da Avibras e recolocá-la como uma empresa competitiva e estratégica. A empresa é de suma importância para a defesa do Brasil. Ela é um grande laboratório, produziu grandes experiências ao longo destes últimos 50 anos, e ela precisa de uma atenção estatal", criticou o professor de história e pesquisador do Núcleo de Estudos das Américas (Nucleas), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), João Cláudio Pitillo.

Os funcionários da Avibras se reuniram com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, em São Paulo, na última quinta-feira (21), para discutir a proposta apresentada pelo investidor brasileiro, cujo nome ainda não foi revelado.
O grande impasse é a situação dos trabalhadores que estão há 19 meses sem receber salários e em greve desde setembro de 2022, por conta da crise financeira da empresa. A reunião no sindicato não teve um acordo entre as partes.
Aloizio Mercadante em evento de lançamento do BNDES Azul, no Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira, em 24 de janeiro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2024
Notícias do Brasil
Mercadante: Avibras é estratégica e vai se recuperar
Sobre a problemática, o historiador acredita que uma "parceria público-privada com o controle majoritário do Estado brasileiro" resolveria a maior parte da situação, sem deixar o poder público de lado.
Afinal, em suas palavras, a Avibras, "mesmo vendendo para outros países e exportando bastante, é uma empresa estratégica para o Brasil".

Papel importante na indústria bélica

Para Pitillo, não há capital privado suficiente que sane os problemas financeiros, principalmente a dívida trabalhista com os funcionários, que é muito grande; e, segundo, a transforme de novo em uma empresa competitiva e de ponta e que trabalhe para a defesa nacional.

"Sem a presença do Estado, é muito temerário esse tipo de coisa [acordo e participação privada]", arrematou.

As plataformas de foguetes Astros 1 e 2, que abastecem o Exército Brasileiro, por exemplo, estavam em desenvolvimento com a potência bélica brasileira. Mas, segundo o historiador, o projeto mais impactante é o míssil de cruzeiro.
"O Exército Brasileiro estava negociando um míssil tático de cruzeiro que tivesse alcance de 300 km, e isso está praticamente paralisado. A Avibras tinha outros projetos muito importantes e tinha um corpo técnico de expertise gigantesco. […] temos que observar que projetos importantes estão parados, uma produção importante está parada e, o que é pior, essa fuga dos cérebros desse corpo técnico da Avibras vai impedir que ela crie novos projetos", criticou à Sputnik.

Avibras: a situação da empresa

Dois anos após ter problemas financeiros e protocolar sua recuperação judicial, em 2022, em julho deste ano foi finalmente aprovado o plano de restabelecimento da Avibras, e com isso se iniciaram as conversas de venda da companhia de João Brasil.
A princípio, considerou-se a venda para a australiana DefendTex. A companhia, de menor porte e que teria muito a ganhar com a compra, estuda comprar mais de 50% das participações na empresa brasileira.
Militar durante a operação Verde Brasil II, em Porto Velho (RO), em 11 de maio de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 16.10.2024
Notícias do Brasil
Segurança nacional: Exército Brasileiro coordena o maior exercício cibernético do Hemisfério Sul
Outra cotada para adquirir a Avibras foi a chinesa Norinco, que queria adquirir 49% das ações. A venda, contudo, encontrou resistência em Brasília e sofreu críticas até mesmo dos Estados Unidos, que alertaram que poderiam embargar a venda de componentes caso a Avibras fosse controlada pela estatal chinesa.
Fundada pelo engenheiro do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) João Verdi Carvalho Leite, popularmente conhecido como João Brasil, e seus colegas, a Avibras é uma importante companhia de defesa brasileira. É responsável pela criação do lançador de foguetes Astros, a joia da coroa da empresa e um dos melhores do mundo, capaz de alcançar alvos entre 10 km e 300 km com alta precisão e letalidade.
Seu desenvolvimento soberano é motivo de orgulho para as Forças Armadas, o Ministério da Defesa e toda a Base Industrial de Defesa (BID).
O lançador é, inclusive, protagonista do Programa Estratégico Astros 2020, do Exército Brasileiro, que visa dotar a força terrestre de dezenas desses lançadores. Iniciado em 2012, espera-se que o processo de fabricação e aquisição se encerre em 2031.

Posicionamento da Avibras

Questionada pela Sputnik Brasil sobre os projetos interrompidos e as dívidas trabalhistas pendentes, a Avibras disse que "prossegue em negociação com investidor brasileiro com o objetivo de garantir a sua recuperação financeira de forma sustentável e retomar as atividades o mais breve possível. Mais informações serão divulgadas em momento oportuno".
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quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Realidade ou sonho distante? Exército Brasileiro discute produção de obuseiro nacional

 

Realidade ou sonho distante? Exército Brasileiro discute produção de obuseiro nacional

Obuseiro russo Msta-S em operação no sul de Donetsk durante operação especial - Sputnik Brasil, 1920, 05.11.2024
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Especiais
Em um workshop realizado em São Paulo, o Exército Brasileiro reuniu empresas nacionais que possam estar interessadas em produzir obuseiros. Para analistas, o agravamento da instabilidade no cenário internacional e a política de sanções tornam a nacionalização dos aparatos militares um tema urgente.
De acordo com a revista Tecnologia e Defesa, o evento realizado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), por meio de sua Diretoria de Fabricação (DF), busca apresentar o projeto de produção de obuseiros no país no contexto do sistema de fabricação do Exército Brasileiro, de forma a discutir alternativas reais para a produção desse sistema de armas no país e identificar companhias nacionais que possam se tornar parceiras e participar do processo.
Obuseiro Atmos, da Elbit Systems - Sputnik Brasil, 1920, 22.08.2024
Notícias do Brasil
Sem querer, confusão na compra de obuseiros pelo Exército pode trazer benefícios para o Brasil
A iniciativa de aproximação entre o governo e o setor privado é vista com bons olhos pelo doutor em ciência política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e presidente do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (ISAPE), Fabrício Ávila, que afirma que a produção nacional de armamentos é importante por uma série de motivos, por exemplo:
gerar empregos diretos e indiretos;
movimentar a economia local;
desenvolver a tecnologia;
reduzir a dependência de importação;
deixar o país menos vulnerável a embargos.
Outra vantagem também seria o aproveitamento do desenvolvimento de determinadas expertises no âmbito da sociedade civil.

"Nós perdemos competência em uma série de áreas relativas ao reator nuclear. Produção de tubos sem costura, de válvulas, perdemos essa competência. Parte dessa competência adquirida por um obuseiro poderia ser repassada para essa área", comenta Pedro Paulo Rezende, especialista em assuntos militares.

Em quais problemas o Brasil esbarra para avançar com o tema?

Por outro lado, para avançar nesse aspecto, o Brasil esbarra em problemas de infraestrutura e tecnologia.
"A grande dificuldade do Brasil será remontar o corpo técnico e ter o escopo dos projetos nacionais que existiram na década de 1980, como foi a antiga Engesa [Engenheiros Especializados S.A.]", pondera Ávila.
Entretanto, para solucionar esse problema, o analista considera que o workshop poderia ser um condutor para "aproximar as indústrias automobilísticas e de siderurgia do Instituto Militar de Engenharia (IME)", a fim de começar o núcleo de projetos viáveis em curto prazo.
Rezende, por sua vez, considera a ausência de tecnologia como fator que pode atrapalhar a desenvoltura de um obuseiro totalmente nacional em um primeiro momento.
"Um obuseiro não é só o tubo. O tubo já é problemático porque nós não temos o conhecimento tecnológico em metalurgia necessário para isso." Dessa forma, segundo ele, seria impossível neste momento falar em um obuseiro 100% brasileiro. "Precisaríamos conseguir parceiros estrangeiros que topassem nos transferir essa tecnologia", acrescenta.

'Obuseiro nacional pode representar uma possibilidade de salvação para a Avibras'

Segundo Ávila, citando o The Military Balance 2024, o Exército Brasileiro possui 109 unidades de artilharia autopropulsada dentro de uma necessidade mínima de suporte em três regimentos de artilharia autopropulsada.

"Um tubo de obuseiro aguenta em torno de 2 mil disparos. Se um autopropulsado carrega em torno de 40 projéteis de 155 mm, depois de 50 missões o armamento está inapropriado ao uso. Deve ser substituído ou reusinado. Nesse sentido, em caso de combate, ficaria difícil depender de fornecedores externos, até pelo simples fato das dimensões do território nacional e da distância da América do Sul à Eurásia", comenta.

Lançamento de foguete pelo sistema de mísseis Astros II brasileiro - Sputnik Brasil, 1920, 05.07.2024
Panorama internacional
'Todos têm interesse na Avibras, menos o governo brasileiro', diz ativista sobre venda da empresa
Como desde o final da Primeira Guerra Mundial os exércitos se movimentam a partir de caminhões e a mecanização é uma realidade das forças terrestres que deve perdurar, mesmo com a digitalização dos armamentos há possibilidade de parcerias que podem ser benéficas, sobretudo para a Avibras, considera o analista.

"No início do século XXI surgiram modelos onde existe um canhão de disparo digital em cima de chassis de caminhão que melhoram a manutenção e produção, como o ATMOS 2000 de Israel — que inclusive viria para repor os M-109 que o Brasil possui", relembra.

Nesse sentido, o especialista destaca que, como temos várias fábricas de caminhões civis, elas "poderiam fornecer a base para os canhões de 155 mm que poderiam vir da AvibrasSeria um projeto viável que poderia ser um avanço para a artilharia do Brasil", destaca.
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