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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Exército Brasileiro comandos

O 1º Batalhão de Forças Especiais, atualmente sediado na cidade de Goiânia, foi criado em 1983 na guarnição do Rio de Janeiro. Descende diretamente do Destacamento de Forças Especiais, criado em 1968, juntamente com os Cursos de Ações de Comandos e de Forças Especiais.




A denominação histórica de "Batalhão Antônio Dias Cardoso" reverencia a memória daquele sargento-mor, enviado a Pernambuco com a missão de organizar e instruir os civis locais para a condução de uma campanha de resistência ao invasor holandês. Ele infiltrou em território pernambucano grande quantidade de armamento e munição, recrutou e treinou civis, organizando-os como eficiente força irregular, bem como dirigindo suas ações com maestria - uma típica campanha dos operadores de forças especiais. A empreitada conduzida por mais de 20 anos, culminaria na expulsão do inimigo, após a vitória final de Guararapes, em 1640.



Antes da criação da Brigada de Operações Especiais, a unidade foi subordinada ao Centro de Instrução Pára-quedista General !Penha Brasil, integrante da atual Brigada de Infantaria Pára-quedista.



O Batalhão tem por missões organizar, desenvolver, equipar, instruir e dirigir forças paramilitares em operações de guerra irregular, envolvendo guerra de guerrilhas, subversão, sabotagem, fuga e evasão. Além disso, está pronta para realizar operações contra forças irregulares, contraterrorimo e de reconhecimento especial.



Entende-se por guerra irregular um largo espectro de operações militares e paramilitares conduzidas em território controlado pelo inimigo ou politicamente sensível, em proveito de grandes comandos estratégicos ou de nível estratégico operacional. Caracteriza-se por ações de longa duração, empregando, predominantemente, técnicas da guerra de guerrilhas, executadas por pessoal nativo da área de operações, organizado, adestrado, equipado e conduzido, em diferentes níveis, por pessoal das Forças de Operações Especiais (Destacamentos Operacionais de Forças Especiais). As ações, quando conduzidas fora do território nacional, são desencadeadas no contexto de "Movimentos Revolucionários Patrocinados" e, dentro do território nacional, no contexto de "Movimentos de Resistência".



O emprego do 1º Batalhão de Forças Especiais se dá em tempo de paz, crise ou conflito armado, particularmente em áreas hostis sob controle do inimigo ou politicamente sensível visando alcançar objetivos políticos, econômicos, psicossociais ou militares.



Está organizado em Comando, Estado-Maior, duas Companhias de Forças Especiais - as quais enquadram os Destacamentos Operacionais de Forças Especiais (DOFEsp) - um Destacamento Contraterrorismo de valor subunidade e uma Companhia de Comando e Apoio. Para fins de emprego, o Batalhão configura os destacamentos - seus elementos básicos de combate - segundo as necessidades da missão, podendo infiltrá-los ou exfiltrá-los por vias terrestres, aquáticas, aéreas ou mistas. Por intermédio de seus elementos operacionais infiltrados a unidade pode:



- conduzir os fogos terrestres, aéreos e navais;

- conduzir operações psicológicas, em caráter limitado, notadamente em proveito próprio;

- apoiar, em suas áreas de desdobramento, outras forças para realização de operações terrestres, aeroterrestres, aeromóveis, anfíbias e aero-estratégicas;

- realizar, em caráter limitado, operações especiais de ação direta / ações de comando (interdição, eliminação, destruição, recuperação e / ou captura de pessoal e / ou material) sobre alvos compensadores do ponto de vista estratégico, operacional ou tático;

- operar por largos períodos de tempo com um mínimo de direção e apoio; e

- executar outras operações de inteligência de combate.



O 1º BFEsp pode, ainda, assessorar outras forças contra o emprego de elementos operacionais de comandos e de forças especiais, assim como quanto a técnicas, táticas e procedimentos peculiares deste tipo de tropa.



Seu elevado grau de prontidão, aliado ao apoio de meios aéreos, confere ao Batalhão elevada mobilidade estratégica e rapidez de desdobramento, capacitando-o a ser empregado em curto espaço de tempo, seja em território nacional ou estrangeiro. A visão de futuro da Unidade é a de obter capacitação operacional plena e tornar-se referência internacional em operações especiais, contribuindo para a dissuasão de ameaças e para multiplicação e projeção do poder de combate da Força Terrestre.



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